Ateísmo nosso de cada dia

•domingo, 17 janeiro, 2010 • 3 Comentários

Por Jullian

Meio de Janeiro é uma época chata pra caralho e sinônimo de tédio, então o que melhor pra parar com o tédio, se não escrever (e jogar)? E como é necessário um tema, usarei um tema proposto pelo meu amiguinho Lake, ateismo.

Minha intenção com esse post é fazer algo informativo, se alguém se ofender ou considerar isso uma “conversão” (wololo) eu peço desculpas.

O ateísmo ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é religião e muito menos algo de cunho satanista, o ateísmo é na verdade o oposto disso, ateístas não acreditam na existência de QUALQUER deus, independente de qual mitologia ele pertença. E por causa dessa descrença em deuses, muitas vezes somos considerados imorais e com uma visão equivocada de mundo.

O ateismo existe há um bom tempo, mas só começou a crescer com força após a revolução francesa e segue até hoje, cada ano aumentando de forma considerável o número de ateus no mundo (devemos agradecer isso aos autores de filosofia da ciência da atualidade, Richard Dawkins por exemplo) e devemos lembrar que, apesar do comunismo andar de braços dados com o ateísmo, ser ateu não significa ser comunista.

Existe uma eterna rixa entre os ateus e crentes – por motivos óbvios – enquanto os ateus julgam os crentes como ignorantes e etc, crentes julgam os ateus como infelizes, satanistas e *tudo de ruim aqui*… É triste saber que num mundo “liberal” como o de hoje ainda tenha dificuldades em aceitar outros pontos de vista, e falo isso olhando tanto pros ateus quanto pros crentes. “Deus não existe”, “prove que deus não existe”, “prove que deus existe” e blablabla são frases muito comuns de serem ouvidas em discussões onde ambos os lados acreditam estar 100% certos sendo que nenhum dos dois pode afirmar algo. Ateus procuram sempre usar a ciência para firmar suas opiniões em algo “sólido” para ter uma credibilidade maior enquanto os crentes (sem querer generalizar) usam argumentos baseados na fé e na sensação de que se existe um deus, e talvez por causa da inclusão começaram a aparecer pessoas sem opinião formada que usam argumentos extremamente falhos, ameaças e coisas do tipo.

Devemos lembrar que:

  • Ateus não olham somente pro lado literal das coisas
  • Ateus não são infelizes por serem ateus
  • Gostamos de não acreditar nessas coisas
  • Ser ateu é o estado natural do ser humano
  • É você que decide em quem acreditar e não seus pais
  • Apesar da religião estar gravada no nosso código genético, não deixamos de ser naturais por não acreditarmos nisso, lembre-se, natural é andar pelado :D

Muita gente acha que ateus acordaram num dia feliz e falaram “opa, a partir de hoje serei ateu!!!1”, desista dessa ideia porque não é assim, precisa ter um conhecimento no mínimo razoável de religião para poder dizer com certeza que se é um ateu, e se a pessoa é ateia MESMO ela dificilmente voltará a ser teísta. Existem certas coisas que nos impedem de seguir adiante com a ideia de “vou ser ateu”, como peso da família, acreditar que não tem ninguém cuidando do planeta ou do universo e que o acaso existe, e é bem fácil ter acontecido algo na sua vida que você considera um milagre. Mas lembre-se, sendo ateu sempre existirá pessoas que te apoiarão e outras que te xingarão como nunca.

Ser ateu é maravilhoso, sem medo de cometer atos que vão contra a igreja e ficar com medinho de inferno depois (e sem essa putaria de “ATEU PODE MATAR ENTÃO HIHISOUTROLLHIHI”), todos são iguais, vemos o mundo de uma forma mais realista e sabemos que se queremos algo, temos que merecer isso.

Termino o post com uma frase profunda:

“Hands that help are far better than lips that pray.”

Robert G. Ingersoll (1833-1899)

Bom dia, hipócritas

•sábado, 16 janeiro, 2010 • Deixe um comentário

Por Jullian.

Todo ano acontecem desastres, naturais ou não, e o mundo inteiro entra numa super corrente do bem para poder ajudar aqueles que sofreram, um belo ato de amor e caridade por parte das nações desse mundo, ou devo dizer, é uma bela atuação de amor e caridade?

Vamos pegar o triste e recente caso do Haiti, onde ocorreu um terremoto de proporções catastróficas e que é considerado o pior desastre da história da Terra, bom, se esquecermos o terremoto por um segundo e olharmos somente pro país, o que vamos ver? Miséria, fome, crises, blablabla. O importante não é isso e sim a pergunta, se o país, no bom português,  sempre viveu na bosta porquê ninguém nunca parou e falou “olha, mundo, vamos ajudar esse país pobre que precisa de ajuda”?

Se não fosse pelo terremoto o Haiti continuaria na merda e ninguém iria dar a mínima importância pra isso (excluindo casos óbvios), vamos ser realistas, vivemos num mundo hipócrita e egoísta, e você caro leitor, sabe disso e provavelmente também nem ligava pro Haiti até que virou manchete de tudo que é jornal e da Rede Globo.


A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.

Wikipedia

A citação da nossa querida wikipedia é só para criar uma ideia em sua cabeça, caso não tenha parado pra pensar nisso, e se não parou, pare agora e olhe para as suas (possíveis) atitudes e encare a realidade, eu, você e eles não nos importamos que exista alguém vivendo na miséria desde que estejamos bem na vida, porque diabos o mundo inteiro para quando acontece alguma desgraça? Desde quando desgraça é uma chamada para as pessoas sentirem pena uma das outras e perceberem que o mundo é cruel?

Vamos pegar outro exemplo, Isabella Nardoni, exemplo um pouco mais velho, jogaram a garota da janela e no mês seguinte estavam todos super antenados no caso, sabendo tudo o que aconteceu e a raiva tomou conta do país “mataram a garota, os culpados devem morrer” ok, eu concordo que foi um crime terrível, mas chegou uma hora que não aguentava mais ver as pessoas se fazendo de urubus em cima disso e esquecendo que existem milhares de crianças que são vandalizadas e mortas por ano, e pense mais, se a família da Isabella morasse num barraco, você acha mesmo que a globo iria fazer aquela super cobertura?

A nossa sociedade, o nosso mundo, como disse antes, são hipócritas e egoístas, urubus voando alto esperando alguma tragédia acontecer pra ir voando pegar uma lasquinha daquilo, ajudar com todo tipo de mantimento que existe e ter a cara de pau de chegar e dizer “olha, nós ajudamos, somos legais” e a população se faz de cega e acredita nos caras, sendo que durante todo o resto do tempo, nós estamos apenas preocupados com nós mesmos, alimentendo nosso egoísmo, com pensamentos que nem imaginamos ser pura hiprocrisia.

Leitor, abra os olhos, não se deixe levar por sorrisos bonitos, já que muitas vezes, é isso que aqueles que estão no topo, querem.

Multiplayer – Alegria geral. (Pt. 1)

•sexta-feira, 15 janeiro, 2010 • Deixe um comentário

Castle Crashers.

por Amortax

Ah, jogos multiplayer. Embora muitos gostem de “mergulhar” em jogos sem ninguém por perto, não há quem resista a magia e o encanto em se jogar com outras pessoas. Seja de modo completamente aleatório, com pessoas que nem conhece, ou um amistoso entre velhos amigos, jogos multiplayer são sensacionais. Quem não gosta de dar um “headshot” e ouvir uma exclamação de injúria (ou pior) da pobre vítima? Aqui, irei dissertar sobre os jogos que fizeram minha alegria pessoal em multiplayer e, creio eu, a alegria de muitas pessoas ao redor do mundo. São muitos, mas tentarei me focar nos que possuem um maior potencial de… Divertimento, por assim dizer. Nesta primeira parte, apenas os saudosos jogos do bom e velho Nintendo 64. Mesmo limitando, são muitos jogos, então vamos lá, caros jogadores de plantão!

Super Smash Bros.

Ah, Super Smash Bros. Um dos meus primeiros jogos para Nintendo 64, e um jogo que não me cansa nunca. Super Smash Bros. foi um “golpe” genial da Nintendo, que resolveu juntar seus personagens mais consagrados em um “quebra-pau” generalizado. E como funcionou, como funcionou! Recomendo fortemente que o(a) leitor(a) arranje 3 amigos(as) e caia na porrada, pois diversão é o que não falta! Um dos melhores jogos para se esbaldar no multiplayer, Super Smash Bros. possui estágios tematizados de acordo com seus personagens, portanto espere brigas de proporções épicas no meio de corridas do mundo de F-Zero, no castelo de Hyrule e até mesmo em cima da nave de Star Fox. Se eu fosse você, agendaria a sessão de porradaria o mais cedo possível.

Conker's Bad Fur Day

Como single-player, Conker’s Bad Fur Day impressiona. Conker, para os que não conhecem, é personagem de jogos sempre fofos e carismáticos, voltados para crianças (vide Conker’s Pocket Tales), e estrela neste jogo como um esquilo alcóolatra, violento, machista e lotado de humor-negro. Um prato cheio para muitos jogadores. Como o primeiro jogo da Nintendo a ter uma faixa-etária de exclusiva para adultos (18+), Conker’s Bad Fur Day conta com um sistema de multiplayer impressionante. Não pelos modos, pois muitos de nós estamos familiarizados com Capture the Flag, mini-games de corrida (em skates-a-jato em cima da lava, mas mesmo assim) e afins, mas não com sangue excessivo e ação em terceira pessoa frenética. Não no Nintendo 64, não naquela época. Certamente, um dos jogos com o Multiplayer mais divertido de todos os tempos. Esperando um convite para o mundo obscuro e perverso, porém colorido de Conker’s Bad Fur Day? Sinta-se convidado.

Mario Kart 64

Mario Kart 64, um clássico dos jogos de corrida até hoje! Muitos já profanaram injúrias (justas, por sinal) ao receber um casco vermelho na traseira, ao ser ultrapassado (ou até mesmo atropelado, vide estrela) ou até mesmo ao receber o tão temido casco azul (que persegue o primeiro colocado e literalmente explode nele). Mario Kart 64 é alegria garantida, e um dos primeiros jogos da Nintendo a iniciar a onda de “esportes Nintendísticos”, onde vários personagens da Nintendo se juntam em algum tipo de esporte (corrida, futebol, tênis, golfe e afins), sempre gerando competições acirradas e memoráveis, principalmente se seus amigos participarem. Como mais um dos inúmeros jogos de multiplayer “necessários” na vida de qualquer jogador, Mario Kart 64 atinge a diversão, em alta velocidade!

Goldeneye 007

Goldeneye inovou com seu multiplayer dinâmico, transformando os FPSs de consoles como conhecemos hoje em dia. Inicialmente era só mais um jogo baseado em mais um filme (excelente filme, se me permitem) e que ia ser mais um entre dezenas. Porém, com a adição do modo multiplayer, Goldeneye tornou-se um ícone dos jogos de tiro em primeira pessoa, trazendo muita diversão com seus 8 personagens (25 extras que são liberados conforme você joga) e inúmeras armas. Embora o controle do Nintendo 64 (famoso moedor de ossos) não seja lá essas coisas para se jogar algo “intenso” como Goldeneye (ou seu sucessor espiritual, Perfect Dark), os comandos e a jogabilidade não são alterados de forma alguma pelo mesmo. Pelo menos não de forma negativa. Ah sim, muito cuidado com a pistola de ouro.

Mario Party 3

Como alguém pode se esquecer de Mario Party? Primeiro jogo da série a ter um modo de campanha (Story Mode), Mario Party 3 é diversão na certa. A terceira edição da “saga” conta com 70 novos mini-games que certamente farão suas mãos sangrarem enquanto deixam um sorriso em seu rosto. O jogo em si consiste num tabuleiro onde você rola o dado e avança as casas. Chegar a casa final é seu objetivo. Simples, não? Espere até ver a quantidade de itens existentes em Mario Party 3.  Em sua maioria usados para ajudar (ou atrapalhar) seus adversários, Mario Party 3 é um excelente jogo para se jogar com a família ou amigos, num clima mais “light” e relaxado.

Perfect Dark

Aqui. Perfect Dark. Um dos melhores jogos de tiro em primeira pessoa existentes, até hoje. Certamente o foi na época. Em sua linha cronológica, é o último da série (com o primeiro sendo Perfect Dark Zero, para XBox 360), mas foi o primeiro a ser lançado. Se Goldeneye foi um marco nos jogos de tiro em primeira pessoa, Perfect Dark foi outro, sem dúvida. Não só o enredo sensacional, a jogabilidade melhorada (“emprestada” de Goldeneye) e as armas criativas (desde laptops que viram metralhadoras automáticas até rifles franco-atiradores com mira de raio-x), mas também os personagens em si, Perfect Dark é um jogo soberbo. Vale frisar que o jogo conta com inúmeros personagens e mapas bem interessantes e bem-feitos, assim como alguns mapas de Goldeneye. Sinceramente, não canso de jogar o multiplayer de Perfect Dark, é algo incrível, cheio de adrenalina, tensão e risadas. Mais uma pérola da Rare, Perfect Dark também merece ser jogado até que você esteja exausto.

Por agora só estes poucos, porém incríveis jogos mesmo. Na próxima edição, jogos que não podem faltar numa LAN-Party!

Amortax

Organizar, nomear e catalogar suas músicas

•terça-feira, 12 janeiro, 2010 • 1 Comentário

Biblioteca nhams

Por Marcelo.

Sou um pequeno maníaco por organização. Gosto das coisas devidamente catalogadas, nomeadas, padronizadas e alocadas. Se eu não tivesse amor pelo meu estômago acho que faria Biblioteconomia, deve ser um curso interessante. Trabalhar numa biblioteca deve ser legal. Apesar de não ter muitas coisas pra organizar (queria ter coleções de DVDs, CDs, livros e jogos, mas sou pobrinho ainda), eu me viro com o que eu posso. Algumas coisas eu tenho preguiça de organizar – como minhas imagens ou meus joguinhos de PlayStation – mas não surge disposição suficiente. Um dos grandes problemas da organização é esse: você já tem tudo lá, bagunçado, e tem muita preguiça de parar pra ajeitar tudo. O certo portanto é começar a ordenar desde o primeiro item adquirido, ou antes do caos se formar.

Mas uma coisa eu tenho uma quantidade considerável e mantenho tudo organizado: minhas músicas digitais. Através de diretórios e tags ID3 deixo minhas mp3 numa organização que considero bem decente e prática. E como possuo certa aversão à desorganização de mp3, resolvi fazer esse post explanando um pouco meus métodos e dando outras sugestões.

Começarei dissertando sobre a localização dos arquivos. Organizo minhas músicas nas pastas da seguinte forma:

Pasta principal\Artista\Ano – Álbum\Faixa Música.mp3

Ou exemplificando:

Minhas músicas\Aerosmith\1975 – Toys In The Attic\ 04 Walk This Way.mp3

Eu estou levando em conta que você é daquelas pessoas que aprecia álbuns inteiros ao invés de músicas aleatórias. Se só tem músicas soltas, eu as renomearia como Artista – Música e jogaria numa pasta. É o que eu faço com as minhas músicas aleatórias.

É uma organização bem simples e eficiente. Como ‘pasta principal’ eu uso a própria pasta Minhas músicas do Windows. Existem vários estilos de nomear as músicas em si, como “Faixa – Título”, “Artista – Faixa – Título” e outros tantos mais deselegantes. Eu gosto do meu estilo pois contém toda a informação que você precisa sobre a música. Para saber o artista, álbum ou ano, basta ver o caminho do arquivo.

Isso já cobre 90% dos casos das suas músicas. Porém nem tudo é assim. Como organizar álbuns duplos, triplos ou demais? Simples:

Pasta principal\Artista\Ano – Álbum\Disc #\Faixa Música.mp3

Minhas músicas\Foo Fighters\2005 – In Your Honor\Disc 1\ 01 In Your Honor.mp3
Minhas músicas\Foo Fighters\2005 – In Your Honor\Disc 2\ 01 Still.mp3

Existem outros métodos, como por exemplo jogar tudo em uma mesma pasta e escrever o número do disco à frente do nome do arquivo, onde no exemplo acima teríamos 101 In Your Honor.mp3 e 201 Still.mp3, mas eu particularmente não gosto desse estilo.

Algumas bandas tem excesso de criatividade ou vontade de ganhar dinheiro e lançam mais de um álbum por ano. Muitos creio que deixam nomeados normalmente, deixando organizarem-se aleatoriamente, por ordem alfabética. Porém eu prezo pela organização cronológica em todos os casos. Como proceder então?

Pasta principal\Artista\Ano(a) – Álbum\
Pasta principal\Artista\Ano(b) – Álbum\

Minhas músicas\Creedence Clearwater Revival\1969a – Bayou Country\
Minhas músicas\Creedence Clearwater Revival\1969b – Green River\
Minhas músicas\Creedence Clearwater Revival\1969c – Willy and the Poor Boys\

Simplesmente colocando uma letrinha logo após o nome do álbum você os deixa organizados pela ordem cronológica e continua bonito. Claro que, para saber a ordem do lançamento, você precisa fazer uma pequena pesquisa. Mas nada que a Wikipedia não resolva rapidamente para você.

Existem mais alguns casos raros, que fica difícil falar um a um. Mas prevalece o bom senso em geral. Um dos casos recorrentes são CDs com disco bônus, geralmente lançados muitos anos depois. Nesse caso eu crio uma pasta dentro do álbum normal para esse bônus:

Minhas músicas\Bon Jovi\1995 – These Days\1996 – These Days (Bonus CD)\
Minhas músicas\Def Leppard\1983 – Pyromania\Deluxe Edition Bonus CD\
Minhas músicas\REM\1984 – Reckoning\Live at the Aragon Ballroom\

Como pode ver, são casos isolados e não é fácil adotar um padrão.

Alguns problemas podem ocorrer ao nomear as músicas, pois caracteres recorrentes como ? e / não são aceitos em nomes de arquivos. Nesses casos eu substituo o caracter por um traço. Underlines também são válidos. (apesar de que eu deveria usar somente um para ficar padronizado)

Minhas músicas\Foo Fighters\2007 – Echoes, Silence, Patience & Grace\ 03 Erase-Replace.mp3
Minhas músicas\Mr. Big\1996 – Hey Man\ 06 Where Do I Fit In_.mp3

Como visto ali em cima, minha pasta do R.E.M. se chama REM e não R.E.M. Isso é porque, por algum motivo, o Windows não aceita pontos no final do nome das pastas. Eu tenho um certo pavor ao ver siglas escritas com pontos no meio e sem ponto no final. Assim, acho mais decente nomear bandas como R.E.M. e W.A.S.P. para REM E WASP. O problema é que dependendo das suas outras bandas, a ordem alfabética pode ser prejudicada. (por exemplo, Ratt viria antes de R.E.M. – nesse caso REM)

Além de nomear meus arquivinhos, eu também gosto de ilustrá-los. Ou seja, coloco uma imagem na pasta de cada artista, e a capa do álbum na pasta de cada um. Eu como sou desocupado e tenho um certo gosto por isso, faço um por um na mão, mas se você quiser algo automatizado, o Windows Media Player coloca a capa dos álbuns para você. Por padrão ele faz isso automaticamente, mas você pode também clicar com o botão direito e ir em Localizar Informações sobre o Álbum. Mas eu não gosto disso porque ele coloca aqueles milhões de arquivos na pasta (AlbumArt.jpg, AlbumArtSmall.jpg, etc), que por algum motivo viram arquivos ocultos e protegidos do sistema (???), e são um saco pra mexer. Portanto, desativo essa opção. (Ferramentas -> Opções -> Biblioteca -> desmarque “Recuperar informações adicionais da Internet”)

Enfim, basta por a imagem com o nome Folder.jpg dentro da pasta do artista/álbum para ilustrá-la.

Pastas com suas devidas imagens
Aqui encerro a primeira parte desse “guia”, relacionada a arquivos. Agora passo a falar das tais tags, que são talvez a maior dificuldade que as pessoas tem na hora de organizar seus arquivos. As que tentam.

Eca, Chinese Democracy D:
Como você pode ver pela imagem acima, eu dependo grandemente da beleza das tags no meu Winamp, para ter uma playlist bonitinha assim. E se até aqui fizemos tudo na mão, agora teremos a ajuda de um programinha. Aliás, para mostrar o nome das músicas nesse estilo no formato, vá em Preferences (Ctrl+P) -> Titles -> marque a caixa Use advanced title formatting when possible, e no espaço abaixo cole [%artist% -] %year% – %album% – %track% – $if2(%title%,$filepart(%filename%)) (você vai precisar adicionar todas suas músicas novamente na playlist para elas mudarem seu título)

Eu já testei alguns programas de tag, mas o que eu uso atualmente e me parece ser quase definitivo é o Mp3tag.

Mas antes, falarei um pouco sobre as tags em si. Nos arquivos mp3 existem metadados (dados que falam de dados – nesse caso texto falando sobre áudio) chamados ID3. De início, as mp3 não possuiam nenhum tipo de informação sobre o áudio delas. Até que em 1996 foi criado o ID3v1 por alguém chamado Eric Kemp. Era um negócio pra ter metadados sobre ROMs de NES, que adaptaram para as mp3. A tag ID3v1 possui 128 bytes, começando com 3 bytes para escrever TAG sendo que título, artista, álbum e comentário possuiam 30 bytes cada, 4 bytes para o ano e 1 byte para identificar o gênero (de uma lista pré-definida). Some tudo aí pra ver se fecha a conta, espertão. Em 97 um cidadão chamado Michael Mutschler tirou dois bytes do comentário e os fez armazenar a número da faixa – esse é o ID3v1.1.

Em 1998 foi criado o ID3v2, que nada tem a ver com o ID3v1. Esse já é mais complexo de explicar, mas basicamente é mais decente, não impondo os limites de caracteres como o ID3v1, e contendo muito mais campos para informações.

“Tá cara, e eu com esse papo de bytes e o diabo aí, não entendi nada, como vejo as paradas”. Para visualizar as tags há inúmeros meios, como por exemplo Winamp e Windows Explorer, como pode ser visto abaixo.

Tags no Winamp

Tags no Windows
No Winamp você pode ver as tags apertando alt+3 ou botão direito -> View file info… No Windows Explorer, botão direito -> Propriedades. Como você pode ver, os próprios citados são também editores de tags, pois você pode ir ali e mudar. Para só mexer em uma tagzinha de uma mp3, nada mais fácil do que no próprio player ir ali e mexer. Mas não são editores em massa. O Winamp mais recente possui um feature que faz isso, mas não gosto de usar pois não é muito confiável.

Então, para editarmos nossas tags usaremos o Mp3tag. Essa é a cara dele:

Mp3tag

Como você pode ver pela imagem, a ID3v2 possui inúmeros campos para serem preenchidos, mas basicamente apenas cinco são fundamentais: artista, álbum, título, faixa e ano. As outras tags, por mais que você preencha, dificilmente vai ver ou utilizar. A maioria dos bancos de dados possui basicamente apenas esses termos. Alguns outros também informam o compositor das músicas, o que eu acho bem legal, principalmente para ser visto no Windows Media Player.

Windows Media Player e sua biblioteca bacana

O iTunes sempre coloca os compositores nas tags quando ripa um CD para mp3, então se for fazer isso recomendo usar o programa da maçã.

Enfim, voltando ao programa. O objetivo aqui é: deixar todas as mp3 como o nome padrão (no meu caso, Faixa Título.mp3), e com as cinco tags básicas corretas. Ao nomear um álbum inteiro, três tags são comuns a todas as faixas e você pode até mesmo digitá-las diretamente, que são Artista, Álbum e Ano. Pela imagem do programa acima você já deve ter deduzido como inserir esses dados nos arquivos. Basta arrastar os arquivos para o programa, selecioná-los e então editar os dados ali do lado. Então vá em Arquivo -> Salvar, ou clique no disquetinho, ou aperte ctrl+S, enfim. Esses dados você geralmente já possui, e até nas mp3 que vem com as piores tags possíveis, você deve saber isso de algum lugar. Mas lembre-se: sempre que faltar alguma informação, a Wikipedia tá aí pra isso. Existem bancos de dados especializados em música, como o MusicBrainz.

Até aí tudo fácil, mas o que realmente “complica” (na verdade é simples, apenas não é tão trivial) é na hora de nomear os arquivos ou os títulos e faixas. Verei primeiro o caso em que nas tags os títulos estão certinhos, mas os nomes dos arquivos zoados.

Antes de tudo, vá em Ferramentas -> Assistente para auto-numeração e marque a opção Zeros antes dos números das faixas (01, 02, …) para os números ficarem mais bonitos (como pode ver na playlist lá em cima).

O que se deve fazer nesse caso é passar os dados das tags para a música. Para isso, vá em Converter -> Tag – Nome do arquivo, ou alt+1. Então digite ali %track% %title%, que nome caso renomeará o arquivo no nosso formato de Faixa Título.mp3. Para nomear ao seu gosto, basta digitar os códigos de acordo, usando os símbolos %track% para faixa, %title% para título, %album% para álbum, %artist% para artista e %year% para ano. Acostume-se com essas nomenclaturas. Logo abaixo da caixa de escrever, é mostrado como ficará o nome do arquivo. A imagem abaixo exemplifica vários modelos.

É fácil, ok

O segundo caso é quando você tem alguns dados no nome do arquivo, mas não tem tags. São vários e vários modelos que você pode encontrar por aí, mas o princípio é o mesmo. Farei um exemplo genérico e a partir disso você pode ser capaz de se adaptar a qual que for seu caso. Usarei como exemplo esse nome de arquivo (e subentendendo-se de que se trata de um álbum inteiro nesse formato):

MWHAHAHA_-_BON_JOVI_-_01_-_I_BELIEVE_-_ESTOU_ZOANDO_SUA_TAG.MP3

Realmente, parece ser um caso complicado. Os nomes estão todos feios, em maiúsculas, estão divididos por underlines ao invés de espaços, além de ter palavras que não me interessam. Então vamos aos poucos. Primeiro, selecionamos os arquivos e colocamos os dados que já sabemos e não temos no nome do arquivo. Nesse caso, sabemos – por alguma fonte, nome da pasta, Wikipedia, etc – que o álbum se chama Keep The Faith e é de 1992. Escrevemos ali do lado, nos respectivos campos, e salvamos.

Agora vamos ajeitar esse nome do arquivo antes de torná-lo utilizável. Vamos usar aqui a opção Converter -> Ações, ou alt+5. Selecione a opção Case conversion, que vai tirar os caps locks, e a opção Standart, que vai eliminar os underlines. Como isso passamos a ter um nome bem mais prático:

Mwhahaha – Bon Jovi – 01 – I Believe – Estou Zoando Sua Tag.mp3

Agora basta ir em Converter -> Nome do arquivo – tag e utilizar seus dados. Nesse caso, temos aqui na tag o nome do artista (apesar que poderia ter sido digitado diretamente ali do lado), a faixa e o título. O princípio aqui é o mesmo da nomeação tag->arquivo, basta nos adaptarmos ao que se tem.

Isso é tranquilo também

Agora é só ir em Tag – Nome do arquivo e deixar o nome certo. E com isso, dos seus arquivos nomeados por alguém bêbado, você tem tudo bonitinho. Caso você não tenha absolutamente nenhum dado sobre o seu CD, utilize alguma fonte (menu Fonte) para pesquisar nos bancos de dados e encontrar seus arquivos.

Como isso encerro esse pequeno tutorial sobre como nomear suas músicas. Pode parecer complicado e trabalhoso (e coisa de fresco), mas no máximo fica cansativo quando você tem muita coisa para arrumar. Como já disse, existem casos e casos quando se mexe muito com isso – o que quis dar foi um empurrão inicial para que cada um crie sua autonomia no assunto. Uma outra grande utilidade de ter suas tags corretas é colaborar para um Last.fm mais bonito. Sinto convulsões internas quando vejo pessoas scrobblando coisas totalmente erradas, ou vejo coisas como essa (Always é do Bon Jovi e não do JBJ, pqp). Felizmente eles implantaram um sistema que corrige uma parte dessas besteiras. Enfim, espero que seja de utilidade para alguém, e qualquer dúvida estamos aí.

O (muito) bom e (nem tão) velho mIRC

•sexta-feira, 08 janeiro, 2010 • 1 Comentário

Por Marcelo

Só uma observação antes de começar: sei bem que IRC e mIRC são coisas diferentes, mas para efeitos de praticidade usarei apenas o termo mIRC.

Ao ler o título desse post, 70% dos leitores fecharão a página/irão pro próximo post/irão pro post do furúnculo/dormirão ao ler a palavra ‘mIRC’, 20% devem continuar apenas por curiosidade mas logo largarão, 8% irão até o final por não terem nada melhor pra fazer, 1% são pessoas que já usam mIRC e portanto concordam com o texto, 0,6% são agentes do FBI que não encontrarão nenhuma ameaça à segurança nacional e portanto ignorarão, e 0,4% são pessoas que não usam mIRC, quiçá nunca usaram, mas que talvez criem algum interesse após ler.

Uso o mIRC desde meados de 2002. Estamos em 2010. É, faz tempo. Quando comecei a usar o mIRC a internerd era diferente: a conexão dial-up predominava (banda larga era um sonho distaaaante) com seus milhões de discadores que ofertavam milagres de velocidade, sendo que não mudava nada, navegava-se usando Internet Explorer 5, navegador do AOL (e todos aqueles CDs que se multiplicavam sabe-se lá como!) e Netscape, grandes downloads eram inimagináveis (sem contar que não existiam rapidshits nem torrents), não existiam (ou não eram populares) orkuts, facebooks, youtubes, wikipedias, nada. Era comum ter e-mail do BOL ou Zipmail. Ainda se faziam buscas no Cadê?. E pra se comunicar? Chats do UOL e Terra eram um dos pontos de encontro, e o ICQ predominava nas mensagens instantâneas.

E existia o mIRC. mIRC é o mais famoso cliente de IRC – um protocolo de chat online -, criado em 1995 por um jordaniano (?) chamado Khaled Mardam-Bey. O mIRC é um programa onde você conecta em uma rede e então entra em um ou mais canais e conversa. Pode também conversar somente com uma pessoa, através do PVT (de private).

E naqueles meados de 2002, o mIRC era deveras popular. A rede brasileira mais popular que existiu, a (infelizmente) falecida BrasNET atingiu picos de 60 mil usuários simultâneos por volta de 2003. Era bem mais que os já citados chats UOL e Terra. Pessoas baixavam o mIRC por curiosidade ou indicação, fuçavam os trocentos canais nas redes brasileiras e assim eram felizes. Mas por diversos motivos (como você pode ler no site da BrasNET), o IRC no Brasil minguou e hoje é uma ferramenta cultuada por meia dúzia de nerds espalhados por essas terras, sendo que não existe mais nenhuma rede de grande porte genuinamente brasileira.

Enfim, a era mágica do mIRC no Brasil acabou, dificilmente voltará e hoje é difícil conhecer pessoas do nada por lá. Basicamente alguém baixa o programa porque foi indicado por um amigo, e entra em algum canal específico e por lá fica.

Enfim, um dos motivos dessa decadência foi a popularização do então MSN Messenger, hoje Windows Live Messenger (não que alguém chame por esse nome, veja bem). Venho falar de algo muito batido entre os fãs de mIRC: sua superioridade em relação ao MSN e equivalentes.

“AAAAH MAS NO TAL MIRQUI NÃO ENTRA MEUS MIGUXOS NEM AS GATAS PRA EU XAVECAR VOU PARAR DE LER ISSO AFF”. Ok cara, eu sei. Tanto por isso que ninguém usa só o mIRC para se comunicar na internerds – isso certamente acontecia antigamente, mas é inviável hoje. E um dos principais motivos é a diferença entre o mIRC e o MSN: enquanto o primeiro não é um programa user-friendly (mas pode ser, com alguns scripts – já chego lá), o segundo te pega na mão pra atravessar a rua.

Qual usar?

Além disso, hoje em dia o WLM já vem pré-instalado com o Windows e as pessoas já nascem sabendo essas coisas. Já no mIRC você precisa digitar um comando para conectar, um para mudar de nick, outro para entrar num canal… Dependendo do canal que entre você ainda se depara com uma salada de cores na tela e fica meio sem ação.

Então o motivo basicamente é esse: o MSN é todo bonitinho, já se tornou básico e todos sabem mexer – o que não leva muito tempo para aprender – enquanto o mIRC exige certo conhecimento (leva um tempo considerável para decorar “/server irc.server.net” e “/join #canal”).

A principal e esmagadora vantagem do mIRC em relação ao MSN ou formas demais de comunicação é que é um chat em grupo. O chat em grupo do MSN é uma desgraça e isso é um fato. Tem que ficar juntando as pessoas, se tiver inatividade as pessoas começam a sair. Você começa a ser incluído em milhões de papos quer não tá afim. Quer um papinho reservado com algumas pessoas? Só chamar todos para um canal à parte. Quer conversar especificamente com uma pessoa? Só clicar duas vezes no nick dela.

Outra vantagem é a transferência de arquivos. Enquanto no MSN você só pode mandar o arquivo e torcer para nenhum problema ocorrer na conexão, no mIRC você faz DCCs (direct client-to-client) que podem ser pausados e continuados, vê a velocidade da transferência, etc. E geralmente em velocidade maior. (ok, apesar que hoje em dia, dependendo da configuração da conexão – routers, hubs, etc – muitos têm problemas para enviar arquivos). Sem falar nos fileservers em canais espalhados pelo mundo – principalmente de animes e otakuzices em geral – que são muito mais decentes que downloads por http ou torrent.

Você certamente conhece o MSN Plus. Várias novidades, como cores, comandos pra fazer coisas, negrito e itálico. Muitas dessas coisas não passam de um plugin de mIRC (e nesse caso me refiro mesmo ao mIRC) para o MSN: os códigos de cores (ctrl+k 0~15) e negrito são ripados direto do mIRC. (se você colar uma mensagem colorida do mIRC no MSN Plus, ela aparece idêntica) Usar comandos iniciados com / para fazer frases prontas e outras coisas? Nada mais estilo mIRC possível…

Um dos maiores features do mIRC é que ele possui sua própria linguagem de programação. Isso permite inúmeras possibilidades. Talvez justamente desse fato de o mIRC ser algo mais próximo do baixo nível em termos de programação que assusta os usuários iniciantes e que aproxima tanto as pessoas de programas bonitinhos com o WLM.

Dia comum no mIRC

E com essa linguagem são produzidos programas que recebem até outro nome – são os chamados scripts. Existiram vários na história do mIRC brasileiro, mas hoje não creio que exista algum ainda em desenvolvimento. Mas era divertido o tempo onde havia até rivalidades e discussões entre usuários de CyberScript, Scoop, Full Throttle, Cebolinha, etc… Enfim, esses programas já não são tão difíceis para os iniciantes de usar como o mIRC puro (o sem frescurites, que você baixa em mirc.com), e é o recomendado pra quem quer se iniciar. Porém atualmente também existem vários webircs, que te permitem entrar em canais direto do site. O mais famoso é o Mibbit. Para a nossa (#schizo) rede, é possível entrar direto do site oficial. Para quem usa o Firefox, o plugin ChatZilla é um cliente bem simpático.

Não existe nenhuma mega corporação por trás do mIRC. Não tem Google ou Microsoft. São apenas pessoas comuns, dispostas a um único fim: conversar. E olha que é estranho eu falar disso, pois não sou um exemplo de conversador. Mas posso garantir que lá já passei alguns dos momentos mais engraçados, reflexivos, felizes e estranhos da minha simples existência.

Então, que tal dar uma chance para esse programa old but gold? Comece por /server irc.irchighway.net e /join #schizo :)

Star Wars: Republic Commando

•segunda-feira, 04 janeiro, 2010 • Deixe um comentário

Star Wars: Republic Commando

por Amortax

Star Wars: Republic Commando é, certamente, o melhor Tactical First Person Shooter que já joguei em minha vida (no aguardo das pedradas). Combina uma jogabilidade intensa (onde você deve tomar decisões rápidas e precisas) com gráficos bons, trilha sonora animadora e um roteiro divertido. Passado na época das guerras clônicas (Star Wars II), o jogo foca na visão de Delta 38 (“Boss”), líder do esquadrão Delta, composto por Delta 07 (“Sev”), 62 (“Scorcher”) e 40 (“Fixer”), enquanto realizam missões de suma importância para a vitória do Império. Após uma curta sessão de treinamento, você é rapidamente lançado num planeta em guerra, para encontrar membros de seu esquadrão (espalhados pela missão) e eliminar seu alvo, de forma linear mas interessante. Um começo bem agitado para um dos melhores jogos de tiro em primeira pessoa da década. Então, vamos nessa. Pelo Império!

Uma das missões mais agitadas do jogo.

A jogabilidade de Republic Commando é impecável, sem mais. Com a necessidade de ordenar os Deltas de posição a posição num piscar de olhos, sem tirar os olhos de seu alvo, Republic Commando mostra de fato como deve zer um Tactical First Person Shooter (TFPS). Existem outros que seguem este exemplo, mas não com a diversão que Republic Commando proporciona. Sem contar no arsenal, que arsenal! Basicamente, uma simples arma com add-ons que a transformam em um rifle franco-atirador ou lança-granadas, além do modo normal, que é uma metralhadora. Ou quase. Uma pistola simples com munição “infinita” mas que pode superaquecer e armas diversas encontradas pelo jogo, largadas por seus inimigos abatidos. Além claro de granadas de todos os tipos (sônicas, normais, pulso eletromagnético e “flash”). Arsenal extenso somente? Não. Delta 38 conta com 3 tipos de visores: Visão comum, tática (vista acima)  e a noturna. Republic Commando é o melhor TFPS existente, em minha opinião, não por ser um jogo com várias opções — longe disto, é extremamente linear —, mas sim porque consegue ser muito divertido mesmo sendo bem linear. Algo que me surpreendeu na primeira vez que o joguei.

Malditos lagartos!!1

Os gráficos de Republic Commando realmente não são lá essas coisas, mas compensam pelos detalhes (sempre eles!), e principalmente no design dos níveis. Com uma originalidade soberba em termos de mapas, Republic Commando é um jogo com fases dignas de Star Wars. De fato, os gráficos poderiam ser melhores, mas o jogo é de 2005, dê uma trégua. Tirando isto, as texturas são bem-feitas e o loading time é inexistente, um ponto muito positivo para que o ritmo do jogo se mantenha. Ritmo este que, quando abaixa, é para colocar o jogador atento, abaixar sua guarda. Então fique de olho, e não tire os olhos nem de seres “inanimados”! Durante os combates em si e “tiroteios”, tenha certeza de que se sentirá no meio da ação com tantos inimigos.

Comandos em Ação!!! rs

A trilha sonora é digna de Star Wars também, e este é o primeiro jogo da série a utilizar a trilha sonora original dos filmes Star Wars.  Os sons também não falham na hora da ação, e te deixam mais ainda com os nervos a flor da pele a cada tiro dado e ouvido. Preste muita atenção nos comentários de seus companheiros de armas, podem salvar sua vida. Conta também com uma atuação impecável por parte dos “dubladores”, e  um roteiro incrível. O final, certamente, surpreenderá a muitos. No mais, perdão por falar pouco, mas faltam-me palavras para descrever este jogo que, certamente, é épico. Somente jogando para perceber. Na próxima review, mudarei um pouco: Jogos multiplayer e como são divertidos!

Indo recarregar as baterias com um sono maroto,

Amortax.

THE BEST THE BEST THE BEST of 00’s

•domingo, 03 janeiro, 2010 • 1 Comentário

THE BEST THE BEST THE BEST

Por Apoka.

Organizar um ranking de músicas favoritas é um troço complicado. Complicadíssimo, para dizer a verdade. Porém, o STAY SCHIZO possui bastante gente estranha e que aceita o desafio masoquista.

Bem, como o título deste post diz, o desafio foi listar os dez melhores álbuns dos anos 00. Foi bastante complicado, pois mais de um terço de todo o meu acervo musical é do terceiro milênio, mas o seria para todo mundo, não é mesmo?

De acordo com o Notepad, foram 77 álbuns pré-selecionados (de todos os que eu tenho aqui), sendo 2009 o ano com o maior número selecionado (19). Disso, destaquei 21 deles e fui chutando um a um, até que apenas dez obras-primas restassem. Foi uma pena descartar álbuns que adoro, como o An Absence Of Empathy, do Frameshift, lançado em 2005, e o In Your Honor, do Foo Fighters, também lançado em 2005, aliás, a imagem que ilustra o início deste post é justamente do clipe de uma música do álbum deles, Best Of You.

Claro que houveram outras exclusões difíceis. Deixar os últimos lançamentos de AC/DC e Kiss, Black Ice e Sonic Boom, respectivamente, assim como os dois álbuns do The Answer (Rise e Everyday Demons) e o último do Massacration, Good Blood Headbanguers (não estou brincando, esse estava na lista pré-selecionada também) foi tenso.

De qualquer forma, até mesmo quem elabora esse tipo de lista acaba não concordando com o que está presente nela nem com a ordem. Fazer o quê. Depois de resmungar e praguejar bastante, cheguei a uma conclusão. Eis o meu TOP10:

01) Dr. Sin – Bravo (2007)
02) Metallica – Death Magnetic (2008)
03) R.E.M. – Accelerate (2008)
04) Megadeth – Endgame (2009)
05) Chickenfoot – Chickenfoot (2009)
06) Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures (2009)
07) Pearl Jam – Backspacer (2009)
08) Helloween – Keeper of the Seven Keys: The Legacy (2005)
09) The Answer – Everyday Demons (2009)
10) Queensrÿche – American Soldier (2009)

Isso mesmo, uma banda brasileira em primeiro lugar. E o combinado com os outros colaboradores do blog foi de postar sobre o primeiro lugar do ranking. Sem mais delongas, hora de falar da obra-prima que é o álbum de 2007 do Doutor Pecado.

Tracklist:

01. Drowning In Sin
02. Nomad
03. Empty World
04. Freedom
05. Behind Enemy Lines
06. Taj Mahal
07. Celebration Song
08. Hail Caesar
09. Signs
10. C´est La Vie
11. Dream Zone
12. Life Is Crazy
13. Full Throttle
14. Wake Up Call
15. Think It Over
16. Welcome To The Show

Logicamente, todas as 16 músicas que compõem Bravo merecem aplausos. O disco já começa com uma excelente faixa, “Drowning in Sin”, que possui um ritmo elaborado e quebrado, próximo do prog metal. A letra possui um forte caráter político-social, com alfinetadas a “aqueles que conseguem dormir mesmo enganando os inocentes” ou a “aqueles que vendem a alma e brincam de deus”.

A segunda faixa, “Nomad” é outra porrada, que lembra o excelente som do Brutal. “Empty World” é uma balada fantástica, com uma letra depressiva e um piano melancólico ao fundo, junto com um excelente trabalho vocal do Andria Busic.

“Freedom” quebra a tristeza da faixa anterior, trazendo bastante velocidade e peso com a animação pirotécnica característica do Dr. Sin, é a música perfeita para levantar o astral de qualquer um, acompanhada da conhecida guitarra de Edu Ardanuy e todas as suas fritações, uiuiuiuius e bululus do início ao fim.

“No philosophy. No dead ends. We know what you want.” são uma das palavras que abrem “Behind Enemy Lies” e seu ritmo pesado e quebrado. Essa é apenas para ouvir a letra e viajar no solo do Edu e logo após isso o Andria solando seu baixo. Além do instrumental, o refrão gruda na cabeça também. Depois vem a curta “Taj Mahal”, trazendo a melodia oriental com bastante competência.

“Celebration Song” é outro ponto alto do álbum. Não me considero um grande fã de Led Zeppelin para fazer uma homenagem como essa, mas quem dormiria com o Plant ou o Page adorará essa música, que mistura em sua letra passagens de várias músicas dos deuses dos anos 70 com a qualidade musical do trio paulistano. “Uh, uh, mah-my soul felt like a stairway to heaven…”

“Hail Caesar” é uma das minhas preferidas. Simples, rápida e pesada. É daquelas que você tranca as portas de casa, coloca o volume do som no máximo e canta até ficar rouco. Segura esse baixo! Sem abandonar a sequência impecável, “Signs” traz um dos refrões mais preguentos do disco e, com certeza, está entre as melhores dele. A bateria e os riffs são viciantes, assim como a letra, as escalinhas, o solo… Ai, ai, vamos para a próxima.

Depois de uma sequência dessas, “C’est La Vie” vem para relaxar, sem abaixar o nível do disco. O único defeito mesmo é o aspecto um pouco clichê da letra. “Dream Zone” continua com o clima relaxante e viajado, trazendo uma letra mais psicológica. De volta ao bom e velho Hard Rock, “Life is Crazy” tem os ingredientes para uma música viciante, que vão desde os riffs às batidas e o refrão bastante grudento.

E lá vem “Full Throttle”. “We’re talking fucking Rock ‘n’ Roll, yeah!”. Isso sim é música de homem. Rápida, pesada e grudenta. Falei pouco dessa beleza? Além do ritmo agitado e das motocicletas ao fundo, Edu mostra todo o seu virtuosismo num show épico de fritação de guitarra. Uma das melhores do álbum, com toda certeza.

As duas próximas faixas são bastante interessantes, assim como suas respectivas participações especiais. “Wake Up Call” conta com a gaita de fole de Orlan Charles acompanhando diversos momentos da música, que realmente pedia sua participação. Você já ouviu falar de Edson & Hudson? Adivinhe quem participa da próxima faixa e última balada do álbum, “Think It Over”: o próprio Hudson, que mostra que não entende apenas de sertanejo, com um solo de deixar muitos boquiabertos. Além disso, a letra é simples, mas muito bonita. Outra participação ao longo das músicas do disco é a do tecladista Rodrigo Simão, também crucial para a qualidade de cada faixa.

E, por fim, temos mais uma música contagiante. “Welcome To The Show” possui uma letra que lembra “Jump”, do Van Halen, com seus “levante as mãos”, “quero ver você gritar”, e por aí vai. Uma boa música para encerrar o melhor álbum dos caras. Bravo!

Hitman: Blood Money

•domingo, 03 janeiro, 2010 • Deixe um comentário
Hitman: Blood Money

Hitman: Blood Money

por Amortax

Hitman: Blood Money. O que falar sobre o melhor jogo de Stealth que existe? Em minha humilde opinião, claro. Quarto jogo da série “Hitman”, Blood Money inova com uma inteligência artificial sagaz, inúmeras maneiras de se executar seus alvos e uma história impressionante, além claro de gráficos embasbacantes. Recomendo que joguem os 3 jogos anteriores (Hitman, Hitman: Silent Assassin e Hitman: Contracts) antes de jogar esta verdadeira obra-prima. Blood Money conta também com uma trilha sonora invejável, com direito até a Ave Maria. Sem mais delongas, darei sequência ao review de vossas vidas, amantes de jogos de Stealth.

"Nem vão ver meu código de barra na nuca hihihi".

Pois bem, jogabilidade. Muitos tratam Blood Money como um jogo de ação, e não Stealth, pois você tem que passar desapercebido por tudo e todos, eliminar seu(s) alvo(s) (com um eventual objetivo extra) e ir embora sem levantar suspeitas. O fato de muitos desconsiderarem Blood Money como Stealth é porque você pode fazer isto tudo aos olhos alheios, tranquilamente. Quer dizer, na maioria das vezes, claro. Vejam bem, Mr. 47 (o nome de nosso “herói”) é um ás na arte de trocar de roupa. Sim, ele troca de roupa como ninguém! Zelador, pintor, mercenário, policial, segurança, psiquiatra, cozinheiro, pássaro e até mesmo limpador de piscina. Um senhor repertório de roupas, a meu ver. E com elas, Mr. 47 passa desapercebido por tudo e todos, sem que suspeitem… Pelo menos por um tempo, claro. Como disse, a IA (inteligência artificial) está muito melhor, então ações suspeitas podem significar a morte. Portanto, muito cuidado com o que faz. Seu disfarce pode ser bom, mas lembre-se: Discrição, paciência e precisão são essenciais para um assassino profissional.

Esse aí entrou numa fria. rs

Não só de matar a torto e a direito vive nosso amigo, estimado(a) leitor(a). Onde os corpos ficam, hein? Você pode deixá-los em qualquer lugar, contanto que não descubram. Mas o ideal é escondê-los em compartimentos como os da foto acima. No caso, freezers, latões de lixo e afins. Mas… E se você não tiver um desses por perto? Só deixar o corpo do pobre coitado num canto? Em teoria, sim. Mas como você vai fazer pra limpar o (inédito na série) rastro de sangue que ele deixa, hein chempz? Não faz. Por isso que deixar o corpo em um canto qualquer é algo muito perigoso. Lembre-se: Depois de brincar, guarde.

Ssssssshh...

Agora sim, a parte mais divertida: Esgueirar-se. Mr.47 é extremamente hábil nesta arte, e precisa ser: Passar por câmeras de segurança, seguranças/policiais, detectores de metal e pessoas enxeridas que querem saber no que ele trabalha são meros empencilhos diários de seu trabalho agitado. Para experiência máxima de diversão, eu recomendo jogar sem arma alguma, apenas com o bom e velho “Fiber Wire” , com o qual você começa todas as missões. Além, claro, de injeções sedativas e venenosas. Agora, por que se preocupar com quantos você vai matar ou não se você é um assassino profissional sem escrúpulos, certo? Errado. A cada missão você recebe um ranking (sendo Silent Assassin o maior), e dependendo de seu desempenho, você ganha notoriedade. E todos sabemos que, quanto mais famoso é um assassino profissional, mais difícil se torna seu trabalho. Mas há como contornar isto, subornando testemunhas, fazendo com que as evidências “sumam” e, claro, comprando uma identidade totalmente nova. Tudo isto, porém, custa seu suado dinheirinho. Dinheiro este que pode ser melhor investido em upgrades de armas, se você for um bom assassino.

Human Shield pode ser muito útil, admito.

Além de poder pular varandas, se esgueirar e capturar alvos transformando-os em verdadeiros escudos humanos (vide foto acima), Mr.47 realmente possui um arsenal invejável, que pode receber melhorias ao longo do jogo, como silenciadores, balas perfurantes, miras laser/telescópicas e “apoios” para facilitar o uso das armas. Você também pode comprar itens para Mr.47, como “Painkillers” e injeções de adrenalina, além de armaduras kevlar e aparatos para destrancar portas mais rapidamente, entre outras parafernálias. Tudo isto custa de seu rico dinheirinho, mas vale a pena, claro.Os gráficos do jogo podem não ser dos melhores, mas com um computador bom, você irá aproveitar toda a beleza dos cenários bem trabalhados de Blood Money, bem como os inúmeros pequenos detalhes, vistos em utensílios de cozinha, comidas, armas e roupas alheias. A trilha sonora é perfeita, e dá todo um ar obscuro ao jogo que, embora faça uso de cores vibrantes e cenários exuberantes (em contraste com seus predecessores), possui um “background” muito mais sinistro e frio, notado especialmente nas pequenas CGs e em algumas execuções durante o jogo. Com 13 missões (a primeira sendo um tutorial linear) e “dois finais” (quem jogou até o fim verdadeiro me entende) diferentes, Blood Money é um jogo que beira a perfeição em seu gênero, sem mais. Altamente recomendado, Blood Money, se jogado com atenção, dará a todos uma aula sobre como se faz um jogo excelente.

Indo jogar Blood Money no Pro só com Fiber Wire,

Amortax

Mass Effect

•domingo, 03 janeiro, 2010 • Deixe um comentário
Mass Effect

Mass Effect

por Amortax

Mass Effect. Que jogo, que jogo! Feito por uma de minhas produtoras favoritas, a Bioware (que também produziu Knights of the Old Republic e o novo Dragon Age: Origins), Mass Effect se passa no espaço, e se centra em você, Comandante Shepard. Previamente anunciado como uma trilogia (com o segundo jogo saindo em 29/01/2010 nos EUA), Mass Effect não desaponta, e realmente é um início digno de uma trilogia que tem tudo para ser verdadeiramente épica. Com finais diferentes, escolhas morais (bom, neutro e mau), uma interface de combate em tempo real com capacidade de escolhas pausadas (visto mais adiante) e a capacidade de transferir seu save para os próximos jogos (dando uma idéia de jogo único), Mass Effect sem dúvida é um dos jogos que você, fã de RPGs, precisa jogar. Pois bem, vamos adiante, desvendar os mistérios espaciais deste jogo massa (rs).

Combate em Mass Effect.

Ah, violência gratuita. O que faríamos sem ela?

Comecemos pelo combate. Como de costume, a Bioware (que já usou desta sacada em outros jogos) optou por um estilo de combate em tempo real sim, mas com a capacidade de pausar o mesmo, tendo tempo para escolher com calma seus alvos, como atacá-los, que técnicas e/ou habilidades bióticas (pense nisto como a sua “magia” em RPGs medievais) usar e como se dá o movimento de seu time (composto por você e um máximo de dois outros integrantes) durante a batalha, com uma interface fácil de ser usada, e ligeira até. As armas usadas, embora não possuam munição, podem superaquecer, e você precisa esperar um tempo até que a mesma se “resfrie”. Este é um ponto importante do combate porque, com precisão e calma, você pode literalmente passar o jogo inteiro sem precisar esperar esta “recarga”. Exceto se usar rifles franco-atiradores, claro, pois estes praticamente superaquecem a cada tiro. Como resolver isto? Ah, meu caro leitor, aí que entra algo chamado “modificador”. Existentes tanto para as armas em si quanto para munições, servem para adicionar aquele toque especial que você sempre quis. Quer uma arma que superaqueça menos? Existem modificadores para isto. Balas que congelam? Tem. Balas explosivas? Certo. Tiros mais rápidos? Beleza. Existem modificadores até para sua armadura, podendo transformar você em uma besta do combate a curta distância (capaz somente com armas, coronhadas e afins no caso, nada de kung-fu neste jogo, sorry) ou uma estação médica ambulante, que se recupera a cada segundo. No mais, o combate do jogo é algo marcante, e acostume-se a correr para coberturas contra fogo inimigo e se proteger bastante, pois os tiros machucam. Bastante.

Escolhas, escolhas, o que fazer com elas?

Escolhas escolhas, o que fazer com elas?

Ah, o pináculo de Mass Effect, o diálogo. Com escolhas variando entre escolhas boas, neutras e más (algumas nem tão implícitas como na maioria do jogo), você pode facilmente se tornar um(a) “Paragon” (mocinho(a)) ou um(a) “Renegade” (o(a) anti-mocinho(a)) (sim, o jogo permite um personagem principal de sexo masculino ou feminino). Quem sabe você consegue se manter neutro até o fim do jogo, hein? Difícil, pois existem certos momentos chave que exigem uma escolha sua, e às vezes radical. Tais escolhas encontram-se em todos os diálogos, e afetam o jogo como um todo, como outros personagens reagem com você e suas ações, seus prêmios em certas “quests” e até mesmo o final. Ou devo dizer finais? Os distintos finais de Mass Effect, além de deixarem você com gostinho de “quero mais” para descobrir os outros finais, permite que você transfira seu jogo para a continuação, Mass Effect 2, dando uma idéia de continuidade maior ainda. Ah sim, sobre as escolhas, digo mais: As consequências das mesmas, assim como o jogo como um todo, parecem mesmo um filme interativo. Digo, a atuação dos personagens, bem como as consequências sofridas por um, um grupo ou por todos é algo extremamente real. Você provavelmente vai ficar com a consciência ferida se resolver ser um(a) comandante mau/má, ou se orgulhar por ter salvo alguém com sua incrível lábia. Ah sim, se você souber falar, é capaz até de se dar bem perto do fim do jogo, com uma recompensa… Prazerosa, digamos.

Cabelo branco de stress. rs

Realmente, gráficos belos.

Vista a jogabilidade e o replay, o que nos resta? Gráficos, som e história, claro. Pois bem, a história é algo simples até: Você é convocado para realizar uma missão sigilosa na melhor nave do sistema intergalático, junto com um Spectre, agente do mais alto escalão governamental, com poder autoritário máximo. Leis comuns não são nada para ele. Enfim, acontece caquinha e você tem que reportar isso pro conselho, juntamente com o Embaixador humano e o capitão de sua nave. Daí em diante o jogo começa mesmo, com direito a explorações, tiroteios, resoluções diplomáticas (ou não) e até mesmo pilotar seu próprio veículo pronto para qualquer superfície planetária. E os detalhes, caso você tenha um computador potente (ou um Xbox 360),  são realmente dignos de um excelente jogo de RPG. Atenção especial aos Turians e Krogans, raças alieníginas com detalhes e mais detalhes em suas texturas. A arquitetura e design dos níveis pode vir a se repetir com certa facilidade, mas convenhamos: Para um jogo que te duração média de 40h (além de 20h~30h extras se você resolver jogar com afinco), a Bioware se superou, de fato. Inclusive na trilha sonora, algo impecável, com sons impactantes e tensos até melodias mais calmas, tudo se encaixando com uma maestria fenomenal. Recomendo com força este jogo maravilhoso.

Indo escrever sobre Blood Money,

Amortax.

S.T.A.L.K.E.R. – Shadow of Chernobyl

•domingo, 03 janeiro, 2010 • Deixe um comentário

Menu Inicial. Uma das poucas partes tranquilas. rs

por Amortax

S.T.A.L.K.E.R. (Scavenger, Trespasser, Adventurer, Loner, Killer, Explorer, Robber) – Shadow of Chernobyl é um jogo incrível, embora graficamente leve, e que certamente agrada a gregos e troianos. Difícil é definir seu gênero, que mistura FPS com Survival Horror, além de conter elementos de RPG. Enfim, S.T.A.L.K.E.R simplesmente é. E não poderia ser por menos. O jogo se passa em Chernobyl, após um segundo desastre nuclear, em meados de 2006. O mapa do mesmo é baseado fortemente na área chamada como “Zona de Alienação“. Seu personagem é chamado “The Marked One”, um stalker (“escavadores” ilegais de artefatos, objetos tratados com afinco mais adiante) com amnésia que foi encontrado desmaiado por um negociador do mercado negro. O nome se dá por causa da tatuagem no braço de seu personagem, que diz: S.T.A.L.K.E.R.. No seu PDA (sim, todos tem um PDA que funciona, e com internet wi-fi incrível, não me perguntem como), uma missão: Achar e matar um stalker chamado Strelok. Intrigante no mínimo. E é aí que você começa, fazendo uma ou duas missões básicas, e depois está sozinho, sem apoio nem nada. Somente se conseguir amigos, claro. S.T.A.L.K.E.R., porém, é um jogo bem aberto, praticamente um sandbox (onde você faz o que quiser na ordem que quiser), algo que convida mais ainda a várias horas perdidas (ou não) neste mundo. Pois vamos lá então, nos aventurar no desafio imprevisível que é S.T.A.L.K.E.R. – Shadow of Chernobyl.

Wild Territory, local perigoso cheio de mutantes fr0m réuComecemos pelos gráficos do jogo. Os mesmos podem ser elevados (principalmente com MODs), ou baixos, o jogo foi feito para rodar em diversos tipos de computadores, uma jogada de gênio em minha opinião. Até a lente da mira telescópica é suja, devido a atenção aos detalhes gráficos. O jogo, por incrível que pareça, é bem leve. Algo que me marcou muito nele, porém, foi o design dos níveis. O detalhe com que cada passagem e escadaria parece ter sido feito, digo. Prédios e casas abandonadas, clareiras com resquícios de cigarros e comida, cenários depressivos com sua ocasional chuva/tempestade e ventanias, tudo contribui para uma imersão incrível. As texturas dos personagens e inimigos também foi feita de modo criativo, no mínimo, e também possuem detalhes interessantes, como cantis, olhos disformes, borrões em visores e cintos de granadas feitos com uma boa dedicação. Embora os gráficos não sejam “top de linha”, são bem pensados, e criativos até. O design das armas também é algo deveras interessante, embora não existam muitas. Com alguns add-ons para armas, como miras telescópicas e lançadores de granadas (diversão pra família rs), vale a pena testar todas as armas do jogo pelo menos uma vez. De pistolas (inclusive silenciosas) a lança-mísseis e rifles de franco-atirador, o repertório agrada.

Acima, um Snork. Abaixo, um bandido comum.Sobre a jogabilidade: Excelente. Gostaria de me extender, mas é basicamente isso. Com armas que travam, miras que não voltam pro lugar depois de longas sequências de tiroteios frenéticos, você se sente num jogo “real”. Principalmente quando a fome bate. Mas não a fome aí, e sim a fome no jogo, já que “The Marked One” vira e mexe fica com a barriga roncando. E se não alimentado, pode até morrer, veja só. Além claro dos fatores radiação, sangramento e possíveis queimaduras. Já os “artefatos” citados no começo deste singelo post se encontram no canto inferior esquerdo desta foto, onde vemos 5 artefatos. Com eles, observem que beleza, ganho 1000% de Health (sim, leram certo) e meu sangramento diminui em -861%, ou seja, eu recupero HP quando sou ferido. Ah, as maravilhas da radioatividade moderna. Claro, eles apresentam redutores em queimaduras químicas (vide: ácido loko rs) e normais, e mais coias que não me recordo, mas vale a pena. Existem outros artefatos que, se combinados de modo próprio, tornam você um ser a ser temido, e com razão. Outro fator interessante da jogabilidade é, como também mencionado antes, a não-linearidade. Eu posso “matar” inimigos do modo que quiser, o que proporciona diversão com granadas, tiros bem alojados e até mesmo facadas na nuca, gerando morte instantânea.

Uma típica conversa com o Barkeeper, provedor de várias quests importantes.Os elementos de RPG encontram-se presentes nas quests durante o jogo. Digo isto porque você pode encontrá-as aleatoriamente, ou ir atrás das mesmas, como no Barkeeper aí. Quests são muito úteis para a obtenção de itens e dinheiro, além de melhorarem seu ranking. Sim, existe um ranking que marca os 20 melhores stalkers atuais da “Zona”, por ordem. Quests também podem aparecer ao se entrar em um nível. Por exemplo, proteger uma área específica de ataques, ou destruir um “criadouro” de cães selvagens. Com as quests, vem itens muito úteis, que podem ser trocados com qualquer personagem disposto a falar. Contanto que ele tenha rublos (moeda obviamente usada no jogo), tudo certo. Aliás, um item muito útil mas descartado em muito pelos jogadores são as bandagens (Bandage), que cura um pouco de sua Health, pára sangramentos e é encontrado aos montes. Excelente item, eu recomendo. E realmente, de RPG só tem isso, creio. Além, claro, de ranks e grupos, mas você é um “Loner” por natureza e permanecerá assim. O problema mesmo é a pequena guerra de facções que rola no jogo, no começo você é neutro, depois pode assumir um lado (menos o dos bandidos ou militares). Quanto ao Survival Horror… Não peguei nenhuma SS de momentos assim por falta de vontade, mas espere sim um jogo com momentos de tensão total. Em exemplo, barulhos que surgem do nada em momentos de total escuridão, rugidos que te levam a lugar nenhum e em casos especiais, caixas que levitam e te atacam do nada. Além do seu ocasional mutante escondido nas sombras e, como sempre, poltergeists que aparecem do nada para te puxar prum abraço maroto e depois te empurrar até a China com a mente. Excelente exemplo de terror psicológico, em minha opinião. Pelo menos para um híbrido de FPS, RPG e Survival Horror.

Traindo a facção pra tirar SS. Que momento lindo, mey. :~~Quase me esqueço! Os artefatos lindos que você pode usar não vem de graça não, caro leitor! São encontrados perto de anomalias causadas pelo acidente nuclear de Chernobyl, e seu “nível” é aleatório. Por exemplo, você pode encontrar um artefato que te dê 200% de Health, ou 600%. A única semelhança no encontro deles é a anomalia. Anomalias são más, e te machucam, portanto cuidado ao procurar por artefatos, muito cuidado.

No geral, tirando somente alguns pequenos erros como você não poder consertar sua arma normalmente ou em lojas (MODs consertam isso), e a “fome” bater raramente, é um excelentíssimo jogo, com replay alto. Recomendado também. Fiquem no aguardo pra próxima: Mass Effect.

Indo dormir porque o sono é grande e não sou o Iron Man.

Amortax.