Ok, foi por pouco. Verdade que faz quase 6 meses que não postamos uma nova edição do Schizocast, mas… finalmente, estamos aqui! A gravação se passou há alguns meses (por isso a insistência em temas como a morte de Michael Jackson), mas ainda assim é um bom aperitivo e um bom motivo para continuar com esse projeto tão lindo, maravilhoso, gay…
Enfim, nessa edição, entrevistamos o acima de tudo nordestino Kenta, com seu indefectível sotaque de pernambucano misturado com interior da Paraíba. Entenda a sensualidade por trás de seus enormes dedos e curiosidades do usuário considerado mais lento do canal. Infelizmente sem a minha participação oficial (bruN0), mas com a presença especialíssima de Apoka (não-tão-Diretor-Malvado-assim) e Morbak (com uma ascenção meteórica de entrevistado para entrevistador improvisado), além da tradicional apresentação da voz mais sexy do canal (Lake) e de obviamente termos a presença da nossa “platéia”.
E que saia o Schizocast #4 antes do fim do ano!
Anexos:
Alguns desses anexos são necessários para o entendimento total desse schizocast.
Grande hentai, protagonizado por Chou e Kenta, citado acima.
Apesar das nossas tentativas de anexar a esse post fotos das kentetas e dos dedos desproporcionais do nosso entrevistado, não foi possivel encontrar tal arquivo. Entraremos em contato com o mesmo para que essas fotos sejam adicionadas ao blog em breve.
Hoje, no Fórum UOL Jogos, li um tópico muito interessante. O autor dele não sabe a autoria do texto, e, com uma breve e rasa pesquisa, também não descobri quem o escreveu. Fica a dúvida: Veríssimo ou Quintana? Bem, retrata a nostalgia sobre a infância das crianças nas últimas décadas do século XX (provavelmente até a década de 70 ou 80). Antes de comentar sobre o texto, deixarei-o aí, com algumas alterações quanto à sua estrutura, para que você já possa refletir um pouco.
“(…) É dificil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança, sem ABS e sem airbag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial nem data de validade…
E tinha também aquelas bolinhas de gude… As que vinham embaladas sem instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada! Que horror!
A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção e passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã… A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios, até que déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore… E, depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema… SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.
Não existiam os celulares! Incrível! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém… Eram só “acidentes” de moleques: na verdade,
nunca encontrávamos um culpado.
Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho? Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos… E mesmo que nos machucássemos e tantas vezes chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir…
A gente comia muito doce, pão com muita manteiga… Mas ninguém era obeso… No máximo, um gordinho saudável… Nem se falava em colesterol… A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!
Não existia o Playstation, nem o Nintendo… Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem computador, nem Internet… Tínhamos, simplesmente, amigos! A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos…
Sozinhos, num mundo frio e cruel… sem nenhum controle! Como sobrevivemos?
Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas… Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso! Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores… aquele cara com um peixe nas costas… (um tal de óleo de rícino).
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série… Que horror! Não se mudava as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza… Os maiores problemas na escola eram: chegar trasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho…
As nossas iniciativas eram “nossas”, mas as consequências também! Ninguém se escondia atrás do outro…
Os nossos pais eram sempre do lado da lei quando transgredíamos a regras! Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso!
Sabíamos que quando os pais diziam “não”, era “N-Ã-O”. A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado… Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa… Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos…
Essa geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos “solucionadores” de problemas… Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências… Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade… E não é que aprendemos a resolver tudo? E sozinhos… (…)”
Pois é. Isso me fez refletir um pouco sobre como foi saudável a minha infância, mesmo bastante diferente da retratada no texto. Aliás, relatando deveras superficialmente esse período da minha vida, não tive toda a liberdade do mundo, aliás, quase o contrário: tive muita superproteção; por exemplo, não poder andar de bicicleta porque o “brinquedo” era caro na época e eu poderia me machucar, ou não poder brincar na rua porque eu poderia pegar alguma virose ou infecção ou me sujar demais.
Enfim, parece saudosismo, mas não minto que vejo a infância das crianças de atualmente algo extremamente negativo (com exceção da enorme gama de informações disponíveis e acessíveis). Devido à falta de tempo e de amor dos pais para com os filhos, criou-se muita negligência e falta de responsabilidade na criação deles. O incentivo à criatividade e imaginação e uma relação afetiva regada ao ensino de tantos valores foi trocada por algo completamente superficial e envernizado. Os carrinhos foram trocados por celulares, uma comunicação muito mais próxima e socialmente saudável foi trocada pelas janelas de chat e IM (daí fica a minha hipocrisia, afinal, este blog é formado justamente por vários amigos que se reunem diariamente em um canal de IRC), os almoços e jantares em família foram trocados pelo jornal local e pelo Jornal Nacional, e as velhas brincadeiras foram trocadas pelos jogos eletrônicos.
Isso tudo, sim, é um horror. Apesar de hoje estar dissolvido nessa dura realidade, pergunto-me: aonde foi aquele nosso lado humano, que parece ter morrido na virada do milênio; se as crianças de amanhã abrirão os olhos e perceberão o verdadeiro significado de vivenciar uma infância, de ter uma família e de aprender a conviver em sociedade. É… os tempos são difíceis, e não é só para quem passa fome ou não tem onde dormir. O amanhã é um grande mistério.
Entre 2005 e 2007 estudei na Escola Técnica da UFPR, um então setor da Universidade Federal do Paraná, com cursos técnicos e Ensino Médio, o qual cursei. A partir de 2007 começou um papo de transformação da Escola em IFET-PR, ou Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná. Não vou entrar na discussão de ser a favor ou não dessa transformação, primeiro porque não lembro muita coisa dos argumentos a favor e contra (só sei que eu, particularmente, era contra), e segundo porque a transformação já ocorreu. Hoje a ET-UFPR é oficialmente o IFPR – Instituto Federal do Paraná. Apesar que pelo menos na última vez que eu passei lá na frente tinha os dois nomes em destaque. Enfim, como a ET não abriu Processo Seletivo esse ano, considerarei então como falecida.
Eu já sabia que o IFPR existia há algum tempo, mas não tinha ouvido falar de Processo Seletivo pros seus eventuais cursos. Até que hoje encontrei a notícia sobre a abertura das inscrições do tal Instituto e resolvi verificar o Guia do Candidato. Curto essas paradas acadêmicas e tal.
Em poucos segundos batendo o olho pelo documento senti um certo déjà vu. Aquele formato não me era estranho.
Não vou falar muita coisa, só mostrar umas imagens que resumem. A imagem da esquerda é o Guia do Candidato do IFPR e na direita é o Guia do Candidato 2009/2010 da UFPR, mas de qualquer ano valeria. Clique nas imagens para ampliar.
Há mais coisas que eu poderia colar aqui, mas acho que já ficou bem evidente. O edital do IFPR É UMA EDIÇÃO DO EDITAL DA UFPR.
Eu sei que pra muitos isso não deve ser grande coisa. Talvez não seja algo que interfira na qualidade do IFPR. Pode ser apenas o trabalho de algum estagiário preguiçoso. Mesmo assim, isso faz com que a pouca reputação que o Instituto teria comigo suma de vez. Desde os preâmbulos da sua fundação, – que foi um tanto forçada politicamente, diga-se de passagem – , até ver o projeto mudar de nome no meio – eu tinha lido o decreto já aprovado que fundava o local, como IFET – e até chegar ao logo feio e sem criatividade, nunca botei muita fé.
Você provavelmente já viu alguma propaganda recente do governo federal dizendo que “estamos ampliando o ensino técnico no país ohhhhh construindo milhões de escolas, louvem”, e assim que são as tais escolas. Aqui, pelo menos, não construiram nada, só pegaram uma escola que já tinha tradição e uma base sólida de professores e mudaram seu nome, roubaram seus professores e transformaram o Diretor em Reitor, gastando mais dinheiro em salários e afins. Agora um INSTITUTO tem REITOR. Ok. Em vários locais do país estão transformando os CEFETs em Institutos Federais, apenas mudando o nome/logo e colocando uns cursos a mais. Mas na conta do governo é como se fosse tudo novo.
Não serei tão injusto. Estão construindo um prédio aqui onde era a ET-UFPR. Mas isso começou quando eu estudava lá normalmente ainda e nem se falava de IFET/IFPR, e pelo que eu vi nos últimos meses, acho difícil esse prédio ficar pronto até o começo do ano que vem, deixando na dúvida onde vão ficar os contemplados por uma das 845 vagas oferecidas pelo instituto em Curitiba.
Voltando ao edital, não colarei mais semelhanças com o edital da UFPR, deixando isso ao cargo de quem estiver interessado checar. Acredite, vai achar bastante coisa. Porém mais a frente, encontro uma página com algo que realmente superou as semelhanças até aqui mostradas.
Contemple:
Sim, isso está no edital do promissor IFPR. Pra quem não conhece, UTFPR é a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, o antigo CEFET-PR, lugar onde por acaso eu estudo. E por lá estudar eu naturalmente me inscrevi no vestibular, e me reparei com esse mesmo questionário. Que agora eu encontro aí, reproduzido fielmente, no edital do novo instituto. Não mudaram nem o nome da instituição. Copiaram até o fundo cinza do site de inscrições da UTFPR. Eu não tenho como mostrar essa página na própria página da UTFPR pois ela naturalmente só era exibida na época de inscrições, o que não ocorre mais, pois a UTFPR aderiu ao ENEM. Mas é possível ver um exemplo do layout cinza aqui. Não que isso seja necessário, pois o pessoal do IFPR não se deu nem ao trabalho de mudar o nome.
Enfim, só quis mostrar isso que observei e para mim é muito descaso pra ficar escondido. Você pode acessar o edital do IFPR aqui e o da UFPR aqui. Não pretendo fazer curso técnico algum e, se for pisar no tal do IFPR, só por nostalgia pelos tempos de ET-UFPR. Mas, por aqueles que lá pretendem estudar, espero que a qualidade do ensino seja bem diferente do que se pode ver nesse documento.
Ponto positivo para o instituto (se isso for funcionar): abrirão um curso de Ensino Médio integrado com Programação de Jogos Digitais, o que deu muita vontade de ter 14 anos para cursar.
Bônus:
Eles devem ter achado que a palavra EDITAL vem de EDITAR e, portanto, deviam editar algum. Rá!
Aproveitando esta onda de posts novos no blog resolvi, finalmente, dar continuidade à minha pequena série de posts sobre minha vida de jogador. Antes de começar a tratar do assunto desta parte, devo dizer que parei de jogar Zu Online pouco tempo depois da publicação daquele post e então passei a jogar Cabal Online até meados de dezembro do ano passado. Com alguns problemas com o jogo, acabei abandonando e comecei a jogar Shin Megami Tensei: Imagine, que durou um certo tempo até parar de jogá-lo. Daí relembrei os velhos tempos: PangYa, Dark Eden e FlyFF… Depois joguei Twelve Sky 2 por menos de um mês e agora estou num jogo da Atlus: Neo Steam. Bastante legal, recomendo. Pena que hoje em dia não tenho tanto tempo para jogar.
Enfim, vamos ao que interessa. Eu fiquei em dúvida entre escrever nesta parte sobre os jogos de PC mais importantes pra mim ou os de videogame, mas escreverei sobre os videogames e emuladores que tanto fizeram a minha infância e estão presentes na minha vida até hoje. Tentarei organizar o post em ordem cronológica, apesar de a minha memória ser ruim.
Test your might!
Eu desbloqueava o Smoke dando porrada no videogame.
Voltemos aos meus quatro ou cinco anos de idade… a primeira vez em que vejo um videogame e a primeira vez que jogo um. Este foi o dia em que joguei Mortal Kombat 3, do Mega Drive. Ahh, foi amor à primeira vista. Lembro que isso foi na casa de um primo meu, de BH, e ainda tenho algumas fotos; em uma delas dá até pra ver com quais lutadores eu e esse primo jogávamos. Acho que eu estava com a Sindel e ele com o Jax. Não importa. Meu tio percebeu que gostei bastante do “brinquedinho”, e não só me deu o videogame, como todos os jogos de Mega Drive que meu primo tinha – que depois ganhou um Super Nintendo, ô, inveja. Em casa, lembro até que minha mãe jogava comigo e com meu irmão, e também das trapalhadas dela ao enfrentar o Motaro (como derrubar o aparelho dando um puxão na “manete”, tentando se esquivar de um golpe dele). Enfim, se você é da pobre geração PlayStation 2 e posteriores, não perca tempo e jogue o bom e velho MK.
Vuash…!
Eu poderia citar uns trinta jogos de plataforma que joguei muito no meu Mega Drive. Da dúvida entre três importantes que lembro, onde dois deles são Bubsy e Kid Chameleon, seria um pecado deixar de fora o maior clássico desse console: Sonic The Hedgehog! Eu não sei o que eu tinha na cabeça, mas não chamava aqueles amarelos e ofuscantes anéis do jogo de “anéis” ou “rings”, mas sim de “argolas” (pombas, que criança dá preferência a uma palavra mais difícil de se pronunciar? Vai entender). Este jogo com certeza era o mais especial pra mim porque o Sonic era o herói de quem eu mais gostava, o mais veloz, o salvador dos bichinhos indefesos capturados e mantidos presos pelo malvado Robotnik. Também adorava as músicas do jogo (que eu sempre cantarolava junto ou assobiava) e as fases de corrida. Não consegui zerar Sonic 1 nem o 3, mas sim o que eu mais jogava: o segundo da série.
É, conforme vou escrevendo, percebo o quanto o Mega Drive foi marcante para mim. Além desses jogos, não devo me esquecer dos excelentes beat’em up dele, principalmente Streets of Rage e Golden Axe, jogos que passei muitas tardes e noites jogando.
Depois dessa febre no videogame, meu pai comprou nosso primeiro computador, em 1999. Aliás, era horrível. Travava direto, demorou um pouco até comprarmos um leitor de CD e eu não tinha muitos jogos interessantes. Mas deixarei isso para a próxima parte.
Eu não lembro se o Mega Drive deu problema ou se eu e meu irmão torramos o saco dos nossos pais para comprarem um novo videogame, mas isso não importa. O que importa é que realmente aconteceu; compramos um novo videogame: um PlayStation (do modelo caixotão, o PSX) usado, junto com alguns jogos toscos, pelos classificados de algum jornal de Guarapari, ES.
Agumon ou Gabumon?
O início do jogo, quando o protagonista chega ao Digimundo.
Falar dos jogos de PSX em que me viciei é complicado, pois foram muitos jogos mesmo. Chrono Cross, Breath of Fire IV, Gran Turismo 2, Winning Eleven (e Pro Evolution Soccer e suas milhares de versões hackeadas), Street Fighter Alpha (não lembro qual, acho que é o 3 que tenho), Legend of Mana, Tenchu, Parasite Eve, Legend of Legaia, Castlevania: Symphony of the Night… Bem, escolhi o primeiro jogo e o que mais passei tempo jogando: Digimon World. Acho que comecei em 2000, quando o anime estreou na TV Globinho (na época de Bambuluá!) e uma edição da Revista Recreio publicou uma matéria sobre o jogo. Quando o comprei, foi só alegria. Até hoje acho Digimon World um dos melhores RPGs do PlayStation. Achava fascinante passar todas as tardes livres treinando meu digimon e alcançar seu último estágio, os combates com os chefões, explorar a Ilha Arquivo e usufruir de tantas outras coisas que o jogo oferece. Fica aí mais uma recomendação.
Finalmente: os emuladores!
Lá por volta de 2001, apertando um pouco o orçamento, pudemos colocar Internet em casa (discada, é claro). Lembro-me como se fosse ontem daqueles barulhinhos e chiados durante o processo de conexão (e com o tédio devido à espera eu acabava tentando fazer esses efeitos sonoros). Bem, logo depois descobri a emulação e, pra mim, aquilo foi o paraíso: finalmente poderia jogar os jogos (repita “jogar os jogos” mentalmente, até você também perceber o quanto é ridícula essa expressão redundante) de Super Nintendo que sempre sonhei. E foi o que fiz.
Com os meus chocantes 4 kB/s, baixei centenas de ROMs do SNES e pude então realizar esse adormecido sonho. Eu não sei nem por onde começar, quais jogos eu mais joguei, etc. Final Fantasy, Breath of Fire, Secret of Mana, Secret of Evermore, Illusion of Gaia, Terranigma, Top Gear, Samurai Showdown, Double Dragon, Teenage Mutant Ninja Turtles, Street Fighter II, Ogre Battle, Chrono Trigger, International Superstar Soccer (especialmente seu famoso hack, o Futebol Brasileño ‘96, assunto de um post do Marcelo)… são tantos! Não querendo ser saudosista (mais que já sou), mas é um fato: nenhum videogame produzirá tantos clássicos como os antigos, especialmente o SNES (não é da mesma geração, mas também incluo o PSX).
Terranigma, um verdadeiro jogaço. Você poderá ver que todos os jogos do Super Nintendo a que darei destaque são RPGs e realmente, nesta época foi o gênero mais marcante para mim. Voltando ao jogo, os fãs de Chrono Trigger que me perdoem, mas eu gosto muito mais de Overworld (da OST do Terranigma, música do mapa-múndi) que da Wind Scene (da OST de Chrono Trigger, música do mapa-múndi em 1000 A.C., creio eu). Não apenas sua trilha sonora é magnífica, como também seu sistema de combate, sua história e como ela se desenrola. Para os que gostam bastante de História, há referências muito interessantes no jogo.
Secret of Mana 2, ou Seiken Densetsu 3. De todos os RPGs clichês, a série Mana é uma das minhas favoritas. Não sei bem o que havia na história, que despertou minha atenção para este jogo, talvez a tentativa de explorarem um pouco da vida e da personalidade de cada personagem jogável, e o motivo pelo qual eles entraram na missão de salvar a Mana Tree. Outra coisa que me fez jogar SoM2 por bastante tempo é que o jogo é multiplayer, e até que dava pra dividir o teclado com meu irmão. Zeramos várias vezes, com personagens diferentes.
De volta ao PlayStation
O canhão de leitura do meu primeiro PlayStation pifou após dois anos de uso, mais ou menos. Nos anos posteriores, passei meu tempo livre principalmente nos emuladores, até que por volta de 2004 pudemos comprar um novo PlayStation, porém não era apenas um para a casa inteira, mas eu teria um só para mim! Sem mais delongas, melhor eu partir logo para dois dos jogos que mais marcaram esta época (dentre os que já citei mais acima).
Castlevania: Symphony of the Night. Eu já poderia parar por aqui, e já entenderiam porque este jogo foi tão marcante. Os diálogos deste jogo, sem sombra de dúvidas, estão entre os melhores de todos. Quem já jogou com certeza se lembra (e TEM que lembrar) da cena retratada na imagem acima, com o diálogo de Drácula e Richter Belmont antes de sua última luta, ainda no início do jogo. E não é só isso que torna este jogo tão excelente: possui uma trilha sonora impecável, e uma jogabilidade magnífica. E gosto bastante do protagonista do jogo, o Alucard.
Legend of Legaia. Eu poderia citar como RPG marcante um Final Fantasy, um Chrono Cross, um Parasite Eve ou um Vagrant Story para encerrar essa parte do post, mas seria tão manjado… Então prefiro falar de um jogo tão bom quanto os clássicos, e menos conhecido. Eu não vejo nada de muito especial na trilha sonora desse jogo (tá, tem excelentes músicas sim), mas o que o torna um grande destaque pra mim é o seu enredo e o seu autêntico sistema de combate. O jogo explora bastante a personalidade dos protagonistas (exceto o personagem principal), como o passado de cada um e a forma como eles se inserem dentro do mundo do jogo. Enfim, é mais uma obra-prima lançada para o console, um must play.
Per…so…na…!
OK, eu critiquei a geração PlayStation 2, mas tenho que admitir… meu jogo preferido (dos consoles/portáteis) é justamente desse console. Aliás, “jogo” não, mas falarei de dois jogos que compõem parte dessa série de spinoffs de Shin Megami Tensei, o Persona 3 e o Persona 4.
Shin Megami Tensei: Persona 3. O que é a alma, afinal? O que é a verdade e o sentido pelo qual existimos? Por trás de toda a vida escolar que existe no jogo, P3 usa bastante essas questões filosóficas, além de elementos de culturas de várias partes do mundo, como conceitos cristãos, taromancia, mitologia greco-romana e também a oriental.
Este jogo está entre os meus preferidos por ser impecável em tudo. Sua história, sistema de combate, a forma como a personalidade de cada personagem (protagonista, coadjuvante, antagonista, todos! – menos os NPCs templates espalhados pela cidade e pelo colégio) é explorada (desde seus sonhos a seus conflitos emocionais e psicológicos), o sistema de dating sim (interagir e assim desenvolver laços com vários personagens do jogo, podendo ficar com algumas garotas também), sua trilha sonora e tantos outros fatores.
Enfim, é uma experiência sensacional do começo ao fim. Garanto que você ficará curioso para descobrir um pouco mais sobre o que são os “personas” e como o âmago de cada pessoa influencia em sua personalidade e em seu jeito de ser. Não sei explicar tão bem assim, então o único jeito de entender isso é jogando.
Shin Megami Tensei: Persona 4. Nesta seqüência, o jogo perde aquele ar “sombrio” e meio psicodélico que existia no anterior, agora apresentando cores mais vivas e uma temática mais leve, voltada para o humor. Leve? Na verdade não. Desta vez, P4 faz uma crítica ao tempo que desperdiçamos diante da televisão e a excessiva importância que damos à imagem que aparece nas telinhas mágicas, o que o torna muito interessante, talvez até mais que o Persona 3. Eu não revelarei muito mais a respeito de sua história, mas aqui é mais explicado o que são os “personas”, de que forma eles são descobertos e como cada pessoa acaba perdendo sua personalidade por recusar o que realmente é, e assim vivendo sempre atrás de uma imagem.
Quanto aos aspectos técnicos do jogo, eu não preciso dizer nada. Shoji Meguro faz novamente um excelente trabalho com a trilha sonora do jogo, os gráficos do jogo são ainda mais trabalhados e o sistema de combate apresenta algumas novidades em relação ao anterior, aproximando-se bastante do sistema de combate dos RPGs clássicos. Com certeza é um jogo indispensável e, talvez, o meu preferido.
Gotta Catch ‘em All!
Não achei SS de alguma luta contra o rival.
Para finalizar o meu post, seria um sacrilégio deixar de lado o maior vício do nosso canal de IRC: Pokémon! Coloquei uma screen do Pokémon Ruby, pois geralmente são as versões do GBA que jogamos.
Creio que foi o bruN0 quem inventou o nosso sistema de seleção de pokémons. Fazemos algo bem interessante: um sorteio de seis pokémons (dentre todos os 386) e montamos uma equipe para usá-la até o final do jogo. Caso algum pokémon seja muito ruim ou a equipe não possa usar todas as HMs, trocamos um deles, ou mais. Foi bem divertido da última vez que fizemos essa maratona (eu estava sem internet, aliás); consegui terminar o jogo com um grupo complicadinho: Illumise, Octillery, Noctowl, Aipom, Piloswine e Blissey, como você pode ver na imagem abaixo.
League Champion!
Pois é. É inevitável que esses malditos jogos viciantes não façam parte da nossa vidinha nerd. Mas também: para que nos preocuparmos tanto com os problemas do mundo e do nosso cotidiano, se podemos sempre nos divertir ou nos estressarmos enfrentando monstros gigantes, salvando o planeta ou a princesa, tornando-se um mestre pokémon?
Então, você aí que está de cabeça quente com o trânsito que enfrentou hoje, com uma discussão com a(o) namorada(o), com suas notas no colégio que vão mal, com seu dia de cão no trabalho, procure no fundo da sua gaveta de roupas íntimas aquele jogo preferido, insira-o em seu console ou em seu computador (ou simplesmente abra a ROM ou ISO em seu emulador) e divirta-se!… A vida é tão breve.
Antes de começar, explico: amarelo é uma forma de fazer referência aos seres asiáticos-orientais-olhos-puxados-fritadores-de-pastel em geral. Indivíduos que, em geral, apesar de serem compostos por diversas etnias, costumam ser todos bizarros. Termo vindouro, pelo menos para mim, do Baú de Jogos <- bom site, recomendo.
Seguem alguns exemplos de coisas doentes amarelas:
Máquina de calcinhas usadas
Hentai em geral:
Cara, tem coisa que eu me recuso a colar links ou sequer procurar pra ver. Mas o setor pornográfico dos amarelos é algo que desafia a sanidade humana. Desde o básico yaoi (gay) até o TENTACLE RAPE, pode-se encontrar de tudo. Há o goru, modalidade que envolve morte e desmembramentos.
Essa imagem da própria Wikipédia prova que os amarelos são assim há séculos. Aliás, tentacle rape me leva a…
OCTOPUS FUN
Procure isso por sua conta e risco.
Existe o Bukakke também.
Sobre os otakus, tanto daqui quanto os de lá, prefiro não comentar.
Na música, dentre as muitas doentices, existe o Visual Kei, o qual você pode observar na imagem mais a frente.
Mas calma, não vim aqui falar de algo tão doente assim. Na verdade nem chega perto disso. Mas não deixa de ser mais uma coisa doentia nipônica.
O X Japan voltou. Uma das maiores bandas do Japão (quiçá a maior), que encerrou as atividades em 1997 basicamente por mimimis do vocalista Toshi (o cara, por exemplo, arranjou uma religião amarela bizarra aí, que não deixava se apresentar em público, e é envolvida com pedofilia e ataques terroristas). Em 1998, o guitarrista hide (que tinha cabelo rosa e usava guitarras e roupas verdes, um típico mangueirense) se suicidou, acabando com planos de um retorno em breve da banda.
Passados mais de 10 anos e finalmente a esperada reunião aconteceu. Primeiramente mostraram a música I.V., que estreou no filme Jogos Mortais IV, e logo marcaram os shows do retorno. É aí que eu quero chegar.
Uma recapitulação, antes.
Originalmente chamada apenas de X, a banda surgiu na terra amarela em 1982, tendo seu primeiro álbum lançado em 1988. O já citado Toshi conheceu o baterista/pianista/compositor/maestro/guitarrista/empresário/emo Yoshiki na escola e a partir daí a banda se formou e conquistou os amarelinhos. Além de hide, se juntaram também o simpático guitarrista Pata e o ex-baixista Taiji, sendo substituído posteriormente por Heath.
Preguiça de desvendar qual é qual pra escrever aqui
(sim, os amarelos basicamente são iguais a Madonna e não usam o sobrenome; sem contar hide, cujo nome deve-se escrever assim mesmo, com minúscula)
Como já disse, o primeiro álbum foi lançado em 1988. Se trata de Vanishing Vision, e é um tapa na cara dos amarelinhos, começando pela capa. Músicas como Sadistic Desire, I’ll Kill You e Vanishing Love evocam o espírito headbanger de qualquer um. Há ainda a balada não-melosa (algo que mais para frente se tornaria impossível) Alive e o grande clássico Kurenai.
GROAR
No ano seguinte chega às lojas Blue Blood. Continuam os petardos: Blue Blood, Orgasm, a épica Rose of Pain (que música, que música!) e o “hino” X, que para mim é superestimada. Há mais músicas divertidas também, como Easy Fight Rambling e Celebration. Aqui começa a era das baladas choramingantes, com Endless Rain. A partir desse álbum a banda começa a ficar famosa na terra dos otakus.
Em 1991 é lançado Jealousy, e mais músicas doidas. Miscast, Joker, Desperate Angel, entre outras. A tradição iniciada com Endless Rain continua aqui, com a mais melada ainda Say Anything. Mas há espaço para Voiceless Screaming, que remete à Alive.
Por volta de 1992 a banda então muda seu nome para X Japan, porque nos EUA já tinha uma chamada X. (mamãe queremos ser internacionais) Aconteceu por aí também a troca do baixista.
Em 1993 a banda lança Art of Life. Art of Life. Anote esse nome. Que música, leitores, que música! O álbum possui apenas a música-título, que dura 29 minutos. Há partes brutas, lentas, solo de piano. Definitavamente uma música que merece um álbum só para ela. Foi tocada mínimas vezes ao vivo. Sendo que foi lançado em 1998 um álbum chamado Art of Life Live, contando apenas com uma versão ao vivo da mesma, aqui com 34 minutos.
Por fim, em 1996 é lançado Dahlia, até hoje o último álbum de estúdio da banda. O som está muito diferente: há baladas demais, pouco se lembra daquela banda bruta de Vanishing Vision. E mesmo as músicas agitadas têm um melodramazinho em algum momento. A exceção fica para as porradas Scars e Drain. Drain é uma boa música, mas a sua bateria eletrônica realmente é dispensável. Mas eu o considero um bom álbum. Também foi lançado apenas em single a música Forever Love, outra baladenha grande e melosa. Legal, no entanto.
Um ponto positivo da época de Dahlia: passaram a se vestir como gente. Ou nem todos
Até que em 1997, devido aos já citados mimimis de Toshi, a banda resolve se separar. Finalizam com um último show no Tokyo Dome, em 31 de dezembro (data que nos últimos anos sempre tocaram lá). Esse show ficou conhecido como The Last Live e lançado alguns anos depois.
Sobre tal concerto, devo tecer alguns comentários.
Desconsiderando playbacks, instrumentais enroladores e solos xaropes de Yoshiki, temos 12 músicas. Sim, doze. Para o que seria o ÚLTIMO SHOW da banda, eles tocam míseras doze músicas. Sendo cinco do último álbum, e Forever Love sendo outra. Que merda, vai dizer. Para finalizar, uma música totalmente chata, longa e nonsense que fizeram pro final, The Last Song. Desnecessária. Basicamente, foi o mesmo que um show da turnê de Dahlia. Fazendo as mesmas desconsiderações, o ao vivo de 1992 On the Verge of Destruction possui 13 músicas (14 com Es Dur no Piano Sen, boa música).
Os fãs amarelos babões me amaldiçoarão dizendo que foi muito emocionante, teve o abraço de Yoshiki com Toshi ohhhhh choramings.
Em resumo temos: uma grande banda, com 3 excelentes álbuns, uma mega música que é uma obra de arte, e um último álbum também bom, apesar das ressalvas. E shows xaropes.
Eu esqueci de contar a duração do The Last Live: são pouco mais de 3 horas.
Você lembra quantas músicas eu disse que tinha?
Poizé.
Enfim, passam os anos, a banda se reúne, e por aí vai. Andei meio por fora das novidades, no máximo dei uma ouvida em I.V. Até que recentemente esbarrei com uma gravação profissional de um dos shows do retorno, que passou na tevê amarela, e resolvi assistir, pra ver qualé a da volta dos caras. Se trata do show no dia 2 de maio desse ano, no Tokyo Dome.
Quanto tempo tem o show? 3 horas e 18 minutos.
Quantas músicas? 11. Sendo legal na contagem.
Quantos desfiles de moda? 1.
Quantos fantasmas tocando? 1.
wait
wat
Então, apertei o play e mandei ver. Depois de minutos de enrolação, aparece Yoshiki no piano com Toshi cantando Rusty Nail. Desconsiderarei o fato de que num show de alguns meses antes fizeram o mesmo, mas com Blue Blood. Logo então começa a música de fato (com o clássico playback do começo). Vejo então a mesma voz lá anunciando e tal “hello Tokyo” e começa a falar o nome dos membros da banda, cada um seguido de orgasmos por parte da plateia amarela, culminando no delírio ao ser apresentado Yoshiki. Não me surpreende o fato de também ser anunciado o nome do falecido hide, afinal, eu já esperava por homenagens. Porém não foi só nessa hora que aconteceu. Alguns segundos decorridos da música, me deparo com a seguinte imagem:
SOCORRO FANTASMAS
“???????” quem conhece a banda pensa. “Ué, ele não tinha morrido?” o leitor mais atento ao texto questiona. Sim, é hide, o guitarrista falecido há mais de 10 anos. Ali, maroto, como se tivesse no show. Ok, deixo passar, achando que é só uma coisa simbólica ali no começo. Porém segue assim até o final do show.
Sim, a todo momento intercalam imagens de hide no vídeo como se ele tivesse lá, correndo entre eles, tocando e cantando. Creio que também houve playbacks de solos dele, mas não posso afirmar com certeza.
Olha o rosa e verde, bem estiloso
Na boa, achei isso muito ridículo. Não que eu seja contra homenagens, ou queira ‘desrespeitar’ o guitarrista, mas isso é demais. A banda está aí hoje, eles tem um guitarrista substituto. hide se foi, ele NÃO está lá tocando, ele poderia ficar fora disso. Uma homenagem ou outra, num momento específico, para mim não teria problemas. Mas intercalar essas imagens dele a todo momento, como se ele tivesse lá, para mim foi muito sem noção.
A tecnologia lá é tanta que além de colocarem o hide no vídeo conseguiram projetar ele no palco
Por exemplo, mais para frente no show, aparece um vídeo de hide cantando Celebration enquanto Pata toca. No final há um boneco de hide no palco. Ou como no clipe de I.V., onde há uma guitarra dele no palco. Só isso bastaria. Mas não, os caras colocam ele na tela toda hora. Típico amarelismo.
O baixista Heath parece ter vindo de um Final Fantasy direto para os palcos
Pelo menos hide era um cara legal. Mas pior que isso são as babações por Yoshiki. O solo dele é podre, chato e sem graça. E ele fica batendo naquela bateria e se fazendo de cansado ou qualquer coisa assim, como se fosse grandes bosta. E os solos de piano então, que tem toda hora, outra chatice. MAS PIOR é quando ele decide falar, no final de X. Fica meia hora gritando com a voz tosca “WE ARE” pros amarelos completarem com “X”, e grita, se joga no chão, rola, enquanto eu vejo com minha cara de entediado e sinto vergonha alheia. Até procurei vídeo disso para partilhar a vergonha, mas infelizmente não encontrei.
"Hehe"
Depois de Rusty Nail tocam Week End. Desconsiderarei o fato de ser a mesma sequência de abertura da Dahlia Tour/The Last Live. Logo após, eles tocam uma nova música, Jade. Bons riffs pra começar, versos com o baixo bem nervoso, pesada quase ao estilo dos bons tempos. Mas a música chega no refrão e… vira uma balada. Será que eles não tem capacidade de escrever algo que seja uma constante, sem ser uma balada inteira ou ter partezinhas assim? Lembrando que acontece o mesmo em I.V… Mas é boa essa Jade. No aguardo de um eventual lançamento.
Não citarei os muuuuuuuitos tempos sem nada acontecendo entre uma música e outra porque ficaria chato, mas considere isso entre uma e outra. Por que caralhos os caras precisam tanto disso? Será que estão tão velhos que ficam sem fôlego então vão lá atrás e ficam usando tubos de ar pra respirarem e conseguirem voltar pra mais uma música?
"Vem cá Yoshi, deixa que eu te levo lá pra trás"
Outro fator irritante são os playbacks. Uma banda onde o baterista e o pianista são a mesma pessoa não poderia dar coisa boa na hora de tocar. É muito triste ver lá, Yoshiki no piano e a bateria parada, enquanto o som de bateria rola forte no fundo. Cara, fizesse playback do piano na pior das hipóteses, deixasse sem piano ou mandasse um random tocar. Mas não, ninguém pode assumir as funções do grande Yoshiki. Grande retardado. Ele também surge e fica sorrindo retardadamente (ok, inclua isso em todas as vezes que ele for citado) e joga flores pra plateia. Praticamente um Roberto Carlos.
"Nããão, volta aquiiiiiii!"
O guitarrista novo é neutro, o tal do Sugizo. Era de alguma banda aí. Ignorarei o fato dele ser considerado o sexto membro da banda. Ele toca violino antes de Dahlia, inclusivo as linhas vocais. Achei bem legal. E logo depois Toshi canta uns versos no mesmo estilo que cantou antes de Rusty Nail, bem original e tal.
Ache o contaminado por gripe suína na plateia; isso já em maio!
Não-amarelas! Detalhe que devem ser as únicas sem o pauzinho nas mãos
Enfim, é no meio do show que a palhaçada chega ao seu ápice. Num certo momento, começam a acontecer umas porras muito drogadas. Uma música estranha com uma mulher começa e logo aparecem um monte de amarelas caracterizadas dançando uma música estranha qualquer. E só vai piorando. Aparece um ser (não consegui determinar seu sexo) dançando sozinho no meio. A música muda, e mais amarelos bizarros aparecem. E DAÍ TIPO DO NADA COMEÇA UM DESFILE DE MODA
UM DESFILE DE MODA
NO MEIO DE UM SHOW DE ROCK
WTF
Amarelas fazendo amarelice
Tipo, qual a moral? O que minha mãe iria achar se me visse vendo um desfile de moda no PC? Eu só sei que é algo, naturalmente, da cabeça amarela doentia de Yoshiki, pois as músicas tem algo a ver com um projeto dele chamado Violet UK, que basicamente nunca lançou porra nenhuma.
Um típico show de rock
X Japan Fashion Week. Detalhe no fundo, tente entender
Acabada a palhaçada, tem mais um momento emo de Yoshiki, onde fica tocando uma música orquestrada qualquer e ele fica lá parado, fazendo nada. Até que começa seu solo de bateria, e eu prefiro nem comentar de novo essa merda.
"Tô com sono, gritem mais pra eu ficar acordado"
"zzzzzzZzZZZZzzzzzzzz"
"Opa, tá tudo bem agora"
Um pouco mais pra frente tocam I.V., mas perdem meia hora só resmungando as palavras do refrão antes da música. Um pouco eu acharia legal, a melodia é bonita, mas cansou. Foi maior que a música eu acho. Enfim chega a última música, Endless Rain, com direito a Yoshiki no piano e a bateria soando. Nem vou comentar que levam anos pra terminar de enrolar e acabar logo o show, cansei.
"É, cansei também"
Finalizando, o que quero dizer é que o X Japan podia ser muito melhor. Eu acho que o espírito de lendas realmente subiu a cabeça deles, e fazem esse monte de tranqueiras no palco. Tendem a criar músicas enormes para serem cada vez mais épicas, melosas e que possam ser bem enrolativas nos shows. Eu gosto da banda: as partes do show em que eles tão realmente tocando sempre foram e continuam excelentes. Mas essa zona toda aí não dá.
Tocar pra quê?
Vídeo de Rose of Pain, em versão acústica:
BÔNUS:
Yoshiki fez uma parceria com a Hello Kitty para lançar os YOSHIKITTYS.
Acho que a Pucca combinaria mais, por já ser oriental
Esse panfleto que vocês veem é provavelmente o mais bizarro que já recebi. E vocês vão concordar comigo depois que o lerem, não sem antes eu fazer uma breve introdução.
Lá estava esse que vos fala no terminal de ônibus do Antônio Bezerra em Fortaleza, esperando o bendito Campus do Pici/Jovita Feitosa num sol potencialmente infernal das 10:30. Enquanto esperava tranquilamente na fila, eis que um senhor de idade avançada e rosto abatido começa a entregar panfletos para as pessoas da parada. Mal poderia imaginar o quão sortudo seria ao estar exatamente naquele local/hora. O panfleto é bem tosco, você nota pela textura. Papel meio amassado e sujo, parecia cartolina velha. Quando vi a gigante imagem de Santo Expedito, imaginei que fosse mais um pregador pedindo para aceitar Jesus no meu coraçãozinho pecador. Mas o texto me reservava uma surpresa…
Notei que quem recebia o panfleto, começava a ler e ficava com uma notável cara de interrogação. Então resolvi começar a ler. Eis aqui o texto na íntegra, com alguns comentários intercalando e certos grifos.
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“Os cartãozeiros estão fazendo desordem e estuprando as mulheres e crianças, e ainda estão ameaçando as pessoas e assaltando postos de gasolina e os sítios, se passando por policiais eles são Duzentão. Os cartãozeiros não tem mais o que fazer, estão mandando as mulheres se empregar nas casas, para observar a conta bancária e a renda familiar, para passar informações para os cartãozeiros.”
Wait… WHAT?! CARTÃOZEIROS? O que raios seria isso? Cangaceiros modernos? E por que DUZENTÃO? E nossa, se eles não tem mais o que fazer, diria que isso é o tédio levado às última consequências. Detalhe que num parágrafo ele consegue citar CARTÃOZEIROS 3 vezes. A capacidade pleonástica desse texto é inacreditável, como veremos a seguir.
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“Quem é o chefe dos cartãozeiros é o Nilo, genro do Zé Português, pois o Zé Português é o líder da quadrilha, a filha do Zé Português, Ana, que é a mulher do Nilo, ela é quem anda aqui em Fortaleza colocando os “Chupa-Cabra” para os cartãozeiros dar o golpe. Todos os cartãozeiros de todos os bairros de Fortaleza estão fazendo desordem e estuprando as mulheres e crianças, eles vivem dizendo que é trote. O Nilo e o Zé Português se passando por policiais e advogados.”
Opa, a história começa a ficar boa. Subentende-se que esse Nilo deve ser o capeta e o Zé Português deva ser um capeta semelhante, só que burro… e mais interrogações. Chupa-cabra? E fiquem de olho em “estuprando mulheres e crianças”, isso ainda vai se repetir…
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“Os bairros de Fortaleza que tem mais cartãozeiros são: Genibaú, Antônio Bezerra, Conj. Ceará, Henrique Jorge, Caucaia, Barro Preto e Aquiraz. Todos os municípios de Aquiraz e até Caponga estão cheios de cartãozeiros.”
Eu poderia deixar essa parte passar batido, mas quem conhece o Ceará sabe que tem dois pequenos detalhes curiosos nesse parágrafo. Primeiro: Caucaia é uma cidade. E a maior da região metropolitana, tirando a própria capital. Segundo: como assim todos os municípios de Aquiraz? E por acaso isso virou estado da federação? Vai entender. Prosseguindo…
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“Nós, da comunidade do Barro Preto, pedimos que toda a população que pegar este panfleto ajude a passar estas informações para que as pessoas repassem para os órgãos competentes, porque você pode ser uma das vítimas deles, pode ser até um vizinho seu. Ajude-nos a a denunciar esses bandidos para a Polícia e a Imprensa, pois Nilo, que é o chefe deles, vive aqui dentro do Barro Preto escondido.”
Ok, o cara que mora no Barro Preto é quase uma piada pronta. Dizer que mora na merda é até constrangedor. E a teoria da conspiração de ter um vizinho CARTÃOZEIRO é genial. E claro, Nilo é o Osama Bin Laden cearense…
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“Todos os cartãozeiros estão se passando por policiais. As mulheres dos cartãozeiros estão se empregando para obter a senha dos aposentados e a renda da família.”
Sim, o texto tem um parágrafo só pra dizer isso. Todos os cartãozeiros são policiais? Então por que Nilo se esconde? E esses aposentados safadões, contratam as mulheres deles… admita, é uma boa isca.
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“Os cartãozeiros, eles entram nas residências, sítios, casas de praia e rendem todos que estão na residência. Eles são muito violentos, levam arma em punho, estupram e abusam sexualmente das mulheres e crianças, só que é no período da madrugada.”
Excelente pontuação. E de volta a falar de estupros… mas agora temos algo novo! É de madrugada! Claro, como poderia esquecer isso…
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“As pessoas que são violentadas tem que procurar as autoridades competentes, mas quando as pessoas chegam na delegacia, o delegado exige levem uma testemunha, só que as pessoas não tem como provar nada, porque o delito geralmente acontece na madrugada. Os vizinhos não vão sair das suas casas para testemunhar, porque eles não viram nada porque é de madrugada. E aí fica tudo impune, eles fazem do jeito que querem, estupram e levam todos os pertences da pessoa.”
Primeiro: se é assim, POR QUE PROCURAR? Claro, é o método infalível! Faça tudo de errado na madrugada, ninguém vai estar vendo mesmo! É o crime perfeito, admita. E o autor desconhecido novamente falando de estupros. Ele tem uma fixação meio estranha nisso… Ah, e voltando a indagação inicial, QUEM SÃO OS CARTÃOZEIROS?
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“Os cidadãos não vão sair das suas residências dizendo que viram a sua esposa ou filha sendo violentadas porque eles se sente humilhados e preferem ficar em silêncio para preservar a sua imagem perante a sociedade. As autoridades tomam conhecimento mas não fazem nada.”
E como raios eles tomam conhecimento e fazem nada? A teoria da conspiração toma mais formas…
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“Dentro de uma casa foi preso um cartãozeiro de nome Cícero no Parque Santa Rosa, ele está no 3º distrito, ele estava se passando por policial civil, estava TURTURANDO uma mulher e estorquindo a mulher para lhe dar dinheiro, outro cartãozeiro do Bom Jardim foi preso, ele e seu comparsa, o nome da mulher é Fátima, e seu comparsa, o nome dele é Paulo, no Bairro Maraponga.”
Opa, historinhas! Nada como uma turtura gramatical para alegrar nossa análise. Claro, o autor deve ter um transtorno obsessivo-compulsivo por vírgulas e supressão de conectivos. Não é uma parte muito interessante, mas nota-se a periculosidade e o quanto os cartãozeiros podem ser ecléticos e são bem articulados. Grande Maraponga…
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“Quatro homens sequestraram duas moças e a APAUPARAM e depois abandonaram num terreno baldio. Esses bandidos estão agindo no interior de Canindé, Santa Quitéria, Baturité, eles estão humilhando os CIODADÃOS, se REQUEBRAR e abusar das mulheres.”
Belo combo! Cartãozeiros apaupadores de mulheres ciodadãs indefesas. Agora… requebrar? Isso é tão bizarro que não dá nem pra inventar uma zoação decente.
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“Nas estradas eles estão usando o CINTO DO DRAGÃO para furar os pneus dos carros e fazer os assaltos, eles fazem as SAIDINHAS BANCÁRIAS.”
Sim, eu sei o que são “saidinhas bancárias”. Mas o termo é genial, diz aí. Agora… cinto do dragão? Por acaso os cartãozeiros tem algo a ver com o Shiryu? E usar um cinto para furar pneus? Haja LSD…
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“Graças a população que está denunciando, inclusive a imprensa, está noticiando. Eles são conhecidos por Duzentão. Eles estupraram uma moça na Praça da Uberlândia e onde eles sabem que tem um aposentado que more só eles torturam e ficam com a senha.”
Eles estupram (pela 7623ª vez só nesse texto) moças indefesas e abusam de aposentados. Torturam aposentados e mulheres e…
E aqui a resposta que tanto buscávamos. Os cartãozeiros são… Duzentão, ora. Você não sabe o que é isso? Bem, aí é coisa para outra análise de texto enorme e inútil como essa.
Nos últimos dias inventei de colocar toda a discografia do R.E.M. no meu podre MP3 player. Tudo, desde as tranqueiras mais velhas e discos que menos simpatizo até os clássicos óbvios. Eu já tinha feito essa lista antes disso, mas o fato de ouvir continuamente e perceber nuances diferentes de faixas que nem lembrava mais que existiam me impulsionou a finalmente dar continuidade ao post já velhinho do Marcelo. Espero que curtam a lista.
(não, não tem figuras bacanas, não tenho saco ainda pra isso)
Primeirona do primeiro álbum full da banda, o aclamado “Murmur”. Particularmente, sempre tive fixação com faixas “1” de álbuns debuts e o caso do R.E.M. não é diferente. Letra marcante, bom ritmo e sempre uma boa pedida. Infelizmente não é muito tocada ao vivo nas últimas turnês.
Outra “faixa 1″, dessa vez do álbum seguinte, o “Reckoning”. Esse álbum que faz 25 anos em 2009 merece bastante relevância especialmente por muitas letras aparentemente nonsense. Harborcoat é absolutamente grudenta, tem uma letra que pode não ser muito profunda, mas é suficiente. Se não é genial, é sem dúvida divertida e boa pra relembrar algo do rock dos anos 80.
Se Harborcoat peca mais na parte lírica, “…Rockville” mostra uma letra muito mais interessante. Uma das mais conhecidas do “Reckoning” por ter sido gravada no álbum ao vivo “R.E.M. Live” com Mills cantando (e ficou muito boa, por sinal). Dificilmente não dá pra cantar o refrão junto com Stipe e mostra que esse álbum tem um potencial ainda maior que o “Murmur” para grudar refrões. Uma música feliz e outro bom riff de Peter Buck.
Única que resolvi colocar do “Life’s Rich Pageant”. Aqui os backing vocals de Mike Mills melhoram ainda mais a situação. Pode chamar de “pop feliz” ou o que seja. É uma que mesmo sem saber porcaria nenhuma da letra, mostra um ritmo que cativa pela simplicidade, mas que preza pela qualidade. É uma aula de como fazer pop rock.
“Bloooow your hooorn…”. Você vai cantar isso com Mike Mills, vou te garantir. Tá, você pode até não entender muito DE NOVO o que se passa na letra ou o que eles quiseram dizer com isso… mas instrumentalmente mostra uma banda muito mais madura. Prova que o “Document” para alguns é o melhor álbum até o sucesso de vendas “Out of Time”. Vale acompanhar.
Quem conhece um pouco mais de R.E.M. sabe que essa música certamente estaria aqui. Perfeita para fechar concertos ao vivo, alucinadamente difícil de acompanhar cantando e uma das mais conhecidas da banda. Nela você encontra todos os elementos de sucesso da banda até aqui. Vocal e backing vocal inspirados, instrumental bastante competente, letras grudentas e de difícil compreensão e uma banda que soa cada vez melhor.
Essa aqui é por um motivo pessoal e é pela letra. Quando vejo o primeiro verso “Sleep delays my life” seguido de infinitos “GET UP” que passeiam pela música direto, lembro do quanto sou preguiçoso e sonhador às vezes. Não, ela não é um primor e nem um clássico da banda, mas absurdamente é uma das que mais me identifico. E claro, a música é muito boa.
Essa é séria candidata a letra mais grudenta da banda, apesar de soar bobinha. Ao vivo ela vem acompanhada invariavelmente de um Stipe com um megafone berrando no “solo” (ao menos na versão do “Perfect Square”). Não se engane, você vai acabar ouvindo ela várias e várias vezes. Representa o álbum em que está inserida, o interessante “Green”.
“Ok bruN0, a música mais conhecida da banda?”. O clipe passou em tudo que é buraco , é o carro-chefe do álbum mais vendido da banda (o já citado “Out of Time”) e… tem seus méritos, ora mais! Talvez uma das melhores músicas pop de todos os tempos, seja pela letra profunda e até meio obscura, um riff absurdo e marcante e uma produção no nível ideal. Foi a música com a qual me interessei de verdade pela banda. Tem sua relevância…
“Ok bruN0, a música mais TRISTE da banda?”. Para muitos, a mais triste do mundo. Não é pra menos, o instrumental passa bem essa sensação e a letra é bem pra baixo mesmo, apesar de ela ser surpreendentemente otimista. Ao vivo ela tira lágrimas de seus olhos facilmente, seja pela interpretação ou por quase todos cantarem em uníssono boa parte. Libere seu coração casca-dura e… HOOOOLD OOONNN….
A letra não é de fácil compreensão, mas vai empolgando cada vez mais até chegar num refrão que você pode praticamente gritar a plenos pulmões. É a minha favorita do “Automatic for the People” e é contagiante. Para mim, ela é relativamente underrated (apesar de ter sido tocada na última tour) e teria potencial para ser um clássico.
Se Ignoreland só teria potencial, “…Kenneth” é um clássico consolidado. Um clipe simples e direto (e bastante popularizado na época pela MTV), um riff inicial que mostra uma faceta mais rock da banda e uma letra bastante curiosa, essa música abre de maneira ideal o talvez meu álbum favorito (o sujo e eclético “Monster”). Dificilmente ela não entra num top 10 da banda de qualquer pessoa.
Essa música faz parte do rol das que ficam inacreditavelmente melhores ao vivo. Mas mesmo a versão de estúdio sendo mais cadenciada comparada com a ao vivo, ela está aqui por méritos totalmente pessoais. A guitarra dela soando ao fundo me deixa hipnotizado e a voz mais aveludada do Stipe nessa faixa simplesmente grudam na minha cabeça.
Eu não sou tão fã assim do “New Adventures in Hi-Fi”, mas ela é divertida demais pra ficar de fora. Departure lembra a banda na época do “Green”, mas naturalmente soando mais moderna. Como várias outras desse top, não tente entender muito da letra. Simplesmente curta como músicas pop podem simplesmente soar bem. Departure é um excelente caso.
Essa foi a última que coloquei e a última que “descobri”. Tenho que fazer justiça, depois de muitas sessões, vi que o “Up” é um excelente álbum de fato (apesar de ser depressivo demais pro meu gosto). E mesmo tendo músicas mais conhecidas e que tocam ao vivo, tem algo nela que soa bastante profundo pra mim. É, pra mim, a mais underrated da banda.
“This song is about Andy Kaufman”. Michael Stipe resume facilmente essa música no álbum ao vivo “Perfect Square”. Ela está na trilha sonora do filme “Man on the Moon” (também nome de uma faixa do R.E.M. e que também fala sobre o curioso artista). A letra é uma das bonitas feitas pela banda e, mesmo não tendo sido lançada em nenhum álbum oficial da banda, merece destaque.
Para mim, a melhor música DE FATO totalmente pop da banda (mais inclusive que Losing my Religion). Tem um clipe fantástico, um instrumental feliz… mas soa relativamente deslocada do restante do álbum, o curioso “Reveal”. Não há muito o que falar, a faixa foi um sucesso de mídia e mostra por inteiro todo o talento da banda para fazer videoclipes.
Outra faixa com clipe de altíssima qualidade e outra que só foi lançada em uma coletânea em 2003. Essa música é curiosamente uma das mais antigas da banda, tanto que influenciou “It’s the End…”, mas pelo momento da política norte-americana, a banda resolveu lançá-la quase 20 anos depois. A letra (especificamente as “pontes” para o refrão) soa especial e o instrumental passa longe de ser datado. Ao vivo fica ainda melhor.
Uma das melhores faixas de abertura de disco de todos os tempos na minha opinião. Com o álbum mais rock da banda desde o “Monster”, essa faixa é quase um tapa na cara. Stipe soando agressivo (!), a guitarra de Buck saindo fluidamente, o baixo e vozes de Mills marcantes e uma boa letra, essa música poderia se tornar essencial nas futuras turnês da banda. E ah, o título já diz tudo.
Por pouco essa música não foi lançada no disco, mas a reação do público ao vivo quando eles a tocaram os fizeram mudar de ideia. Se você não entender a letra dessa faixa, é normal. Mas ela realmente tem um significado (se a memória não falha, ela descreve uma visita do então presidente George W. Bush ao memorial de Martin Luther King num dia específico aí). Seguindo a lógica do “Accelerate”, a guitarra soa bem mais preponderante e o baixo mais perceptível. É meio inevitável não se remexer enquanto ouve.
Peter Buck, Michael Stipe, Mike Mills e Bill Berry
Iniciando uma nova categoria aqui no Stay Schizo, faço o primeiro post do nosso top musical. Consiste em escolhermos uma banda e fazer uma seleção de suas melhores músicas/as que gostamos mais. Falei no plural mas o correto seria falar no singular, pois cada lista é individual, para expressar a opinião pessoal de cada um
A primeira escolha foi o R.E.M., banda um tanto aclamada em nosso recinto, mas deixo isso para cada um comentar. Algumas bandas talvez não sejam tão versáteis a ter um Top20, sendo melhor talvez um Top10, mas a priori fica assim.
Definitivamente, não foi uma tarefa fácil escolher apenas 20 músicas para comporem essa lista. Foi muito difícil deixar algumas (muitas!) de fora, sendo facilmente merecedoras de estar em um top como esse. Mas bem… no fundo isso não é algo a se reclamar. Nem de longe! Não existem muitas bandas assim, muito menos que estão bem ativas ainda nos dias de hoje (escolher apenas duas músicas do último álbum foi difícil!), e que eu creio ainda criará músicas dignas de estarem em um top como esse. Conheci o R.E.M. há pouco mais de um ano, começando a ouvir a banda que tinha lançado um CD uns tempos atrás e que uns amigos falavam. Algo me disse que eu deveria ouvir mais… e acabei apaixonando. Em quase 30 anos de carreira, os caras praticamente não tem álbuns fracos (ok, alguns podem discordar). Existem poucas bandas assim, e eu acho que chegarei uma hora onde não vou encontrar mais nenhuma dessas bandas que me agradam tanto. Ou será que existem muitas assim aí escondidas ainda? Mistérios, mistérios.
Eu gostaria de pôr as músicas embedadas aqui, porém o WordPress é fresco e não permite Flash; portanto, linkei as músicas no Grooveshark para serem ouvidas.
Segue minha lista. Já foi difícil escolher essas 20 músicas aqui, ordená-las seria uma tarefa quase impossível. Portanto, as apresento em ordem aleatória.
Man On The Moon
Yeah, yeah, yeah, yeah… Não sei se o Andy tá tirando sarro do Elvis, mas certamente ele ganharia mais ouvindo essa música. Que música, que música.
Drive
Música lenta, sem refrão, quase acústica. Não é o que se espera de uma faixa 1 de um álbum. Porém Drive, onde quer que se encontrasse, seria sempre notada pela sua beleza, a melodia, o ritmo e a repetição que chegam a agoniar, mas sem perder a magnitude. Grande música, de fato.
Cuyahoga
Introdução no baixo de Mike Mills… e daí pra frente só melhora, atingindo o ápice no refrão. Mais uma obra-prima da banda.
Ignoreland
Não tem como ficar neutro em relação a essa música. O timbre da voz do Stipe, a agressividade da música em certas partes, seu título mesmo, fazem você perceber que algo está errado.
Supernatural Superserious
Essa tem um significado um pouco maior para mim, pois foi a partir do álbum Accelerate e dessa música que comecei a conhecer o R.E.M. Supernatural Superserious definitivamente não é uma música comum. Eu consigo ouvi-la todos dias, a qualquer momento, mais de uma vez por dia, até seguidamente. É daquelas músicas que eu ouço e penso, ‘como que o mundo pôde existir até hoje sem isso?’.
At My Most Beautiful
Uma frase do próprio Michael Stipe resume bem para mim o que falar dessa música: “[...] I wrote the line, ‘I found a way to make you smile’, and I just thought, that’s the most beautiful thing in the world.” ["Eu escrevi o verso 'eu encontrei um jeito de fazer você sorrir', e eu pensei, essa é a coisa mais bonita do mundo."]
Losing My Religion
Clássico, clichê, cansou-de-tocar. Podem falar qualquer coisa, mas não tem como deixar a música mais famosa da banda fora dessa lista. Mas não é a mais famosa a toa. Não tem o que falar. Até porque clássicos como este são assim: são algo além do explicável e compreensível. É só ouvir e viajar.
Exhuming McCarthy
*tic tic tic tic* Depois do barulho da máquina de escrever, começa mais uma pequena maravilha. Cara, não tem como alguém não gostar disso. Música animada e divertida, com suas brecadas de ritmo para o sinal dos tempos (com uma guitarra bem legal ao fundo), e de volta pra mais animação.
Departure
Ouço isso e parece que foi feito pra eu gostar. Riff alto, refrão grudento e tudo o mais. Por tudo o mais entenda que eu não sei descrever, mas enfim, música deveras divertida e que pra mim deveria ser muito mais tocada nos shows da banda, sem dúvida.
So. Central Rain
Música que me lembra imediatamente do Stipe cabeludo. Certamente não é o maior crédito dessa pequena maravilha. É daquelas músicas que você tem vontade de pôr pra falar em seu lugar. Eu acho que não resistiria se alguém me pedisse desculpas usando seu refrão.
The Wake-Up Bomb
Desde que ouvi pela primeira vez Stipe cantando ‘I look good in a glasspack’, as mudanças de ritmo e ainda gritar com vontade ‘oh, the wake-up bomb’ eu já tinha percebido que encontrara outra música que não cansaria de ouvir. Se eu escolhesse uma música para ver mais nos setlists da banda definitivamente seria essa.
Imitation Of Life
Talvez o maior sucesso e a música com mais status de clássico pós-Losing My Religion. Melodia grudenta, porém simples e bela, e o refrão forte. E partes mais calmas, para fechar os olhos e curtir. Assim como a supracitada, não há muito o que falar. Só ouvir. Destaque também para o clipe.
Disturbance At The Heron House
Acho que essa música se assemelha à Exhuming McCarthy, no que diz respeito ao porquê de eu gostar dela (e mais do que de outras). É simples, legal de se ouvir e cantar.
Pop Song 89
Acho que me identifico com essa música, porque na letra é alguém que não sabe muito bem o que falar, então fica falando do tempo ou do governo. Eu nem isso sei falar, enfim :/. Pop Song 89 (octagésima nona música gravada pela banda, e lançada em 1988) é uma das músicas mais alegres e divertidas do R.E.M. A melodia dela simplesmente dá vontade de sair pulando e remexendo pros lados. Não que seja uma coisa boa de ser imaginar eu fazendo, mas enfim.
It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
Se um dia eu conhecer alguém que diz que sabe cantar muito vou mandar o cidadão cantar isso. É um teste de fôlego, quase como colocar a cabeça na água e prender a respiração. Stipe de fato é um cara bom. Como diz o próprio, a letra foi feita de jeito que ele cantasse sempre sorrindo. Música animada e clássica, e pra mim sempre a melhor opção pra fechar os shows em grande estilo (não que Man On The Moon não seja grande estilo, claro, mas particularmente prefiro essa para terminar).
Bad Day
Música “recente”, Bad Day na verdade ela de certa forma existe desde os primórdios da banda mas só veio a ser gravada para a coletânea In Time, de 2003, e é presença constante nos shows da banda desde então. Com razão: dá pra dizer que demoraram pra gravar, pois Bad Day é uma das músicas mais divertidas do R.E.M. Cantarolante, ritmo contagiante e sem falar do clipe muito legal.
The Great Beyond
Música composta para o belo filme O Mundo de Andy (Man On The Moon, 1999), eu não entendo como o R.E.M. fez músicas bonitinhas sobre o Andy Kaufman, porque pelo que vi no filme ele não era um cara lá muito íngreme e de se refletir ouvindo músicas assim, apesar de genial. Mas de qualquer jeito, inspirou o R.E.M. a fazer mais uma pérola.
Leave
Mais long música do R.E.M., com seus mais de sete minutos, Leave é também uma grande música no sentido figurado. É daquelas que não cansam de ouvir. Mesmo com um sintetizador ao fundo quase que durante toda a sua duração. É uma pena que não tenha sido tão aproveitada ao vivo, só sendo tocada em 2005, quase 10 anos após o lançamento de New Adventures in Hi-Fi. Ficou interessante também ao vivo, sem o sintetizador ao fundo, ficando com uma roupagem diferente.
Accelerate
Poucas bandas depois de mais de 20 de carreira lançam um álbum tão bom como o Accelerate; portanto eu não conseguiria incluir apenas uma faixa dele nessa lista. Eu adoro o clima dessa música. Ela é rápida e nervosa, o timbre das guitarras é diferente do que costumo ouvir, o refrão tem palavras não tão comuns e adoro as linhas vocais em geral. Mais uma música para ser ouvida e reouvida.
Veja, jogos é um dos poucos assuntos que eu consigo escrever. Pelo menos no meu atual estado, onde faz anos que não abro o bloco de notas para simplesmente dissertar sobre algo. Mesmo sobre jogos sou bem limitado, já que por diversos fatos, hardware e consolemente falando, não conheço lá muitos. Então não vou exigir muito de mim mesmo no momento e dissertar sobre algo simples porém fascinante: um dos hacks mais famosos e que fizeram a infância de muita gente. Nada de Winning Elevens e PES da vida, cheio de coisas complicadas e narrações do Galvão Bueno. Se trata de Futebol Brasileiro 96, para Super Nintendo.
Bebeto, Romário, Túlio, Paulo Nunes e Renato Gaúcho na grandiosa abertura
Também conhecido como Ronaldinho Campeonato Brasileiro 98 (versão que eu possuia nos meus tempos de Super Nintendo), ou como diz o narrador, Futebol Brasileño Novienta y Sieis. Se trata (digo, trata-se, mas de língua portuguesa pretendo falar outra hora) de um hack de International Superstar Soccer da Konami, que se espalhou pelo Brasil não-sei-como, mas é algo que tenho curiosidade de descobrir. Afinal como e quem em meados dos anos 90 já conseguia adulterar jogos, ainda mais numa ‘mídia’ mais inacessível que é o cartucho? Talvez eu seja ingênuo e essas coisas sejam simples de fazer e faz tempo. Eu poderia pesquisar na internerd e talvez descobrir como foi que aconteceu, mas prefiro continuar com isso vagando pela minha imaginação. Digamos que é o uma tentativa de não estragar a magia da coisa. Apesar que eu sei que uma hora vou acabar procurando mesmo. Enfim.
O negócio é que FB96 é um clássico. É infinitamente superior a sua versão original, não há nem comparação. Marcou a mente de muitas pessoas. E por quê? Oras, por nada mais nada menos que sua brilhante narração. Há outros fatores que marcaram o jogo, como seus bugs (gol de meio campo, placares que do nada ficam gigantes, etc), os times (incluindo meu estimado Paraná Clube no tempo em que ainda ganhava alguma coisa) e suas escalações com reservas errados e, claro, a enorme diversão proporcionada. Sim, jogar Futebol Brasileiro 96 é deveras mais divertido que International Superstar Soccer. Nenhum grito de ‘Foul!’ supera um enérgico e potente ‘FARTA!’. É muito mais empolgante, mais desafiante e cativante para o jogador ouvir as belas frases em um idioma que se assemelha a uma espécie de portunhol.
Como ganhar uma partida
Adorava esse uniforme reserva do Paraná. Era o mesmo para todos os times, aliás
Apesar de eu torcer para o falecido Paraná, meu time favorito no jogo é o Fluminense. Não que eu ligue para o de verdade ou qualquer coisa assim. Oras, tem o Renato Gaúcho no jogo. O cara tem todos os status no máximo, então é excelente pra jogar. Com esses status ele tem uma maior facilidade em fazer gols de FORTEBOMBA, o que é uma arte dominada por poucos jogadores.
Maior goleador do Paraná, Saulo faz mais um
Por exemplo, isso me leva a outro assunto. Perceba que falei ‘fazer gol de FORTEBOMBA’. O que importa é que o gol é de FORTEBOMBA, não de onde a bola foi chutada. Assim como a parte mais legal de fazer um gol de bicicleta é ouvir o eterno ‘A BOMBAAAAA’. E você fazer um pênalti no adversário não é de todo mal, pois pelo menos se divertirá ouvindo ‘OE É PÊNALTI’ e geralmente em seguida um ‘CARTÃO VERMELLO, ECSPULSAL’.
Como era divertido ficar dando carrinho no goleiro pra ser expulso
É fato que cada pessoa possui sua própria interpretação das falas do famoso narrador; não é meu objetivo impor o que ele realmente fala. Até porque seria o mesmo que eu comentei acima sobre estragar a magia. E assim que tem que ser. Viva o eterno narrador do FB
Você acha o jogo em qualquer canto aí, só googlar.
Sei que o título é infame o suficiente para você não ler o restante do texto, mas acredite… é por um motivo de saúde pessoal! E sua própria segurança, posso te garantir.
Desde quando eu era um pivete remelento (hoje só não sou mais pivete), eu sofro de um mal que muitos dos leitores já devem ter passado dias ou quiçá semanas. FURÚNCULOS. Eu particularmente chamo de “tumores” por causa da minha querida mãezinha, que provavelmente não gosta muito dessa palavra que tem uma sílaba tão infame e lembre algo tão orriveu. Mas enfim… conheça um furúnculo!
Achou um nojinho, cheio de sangue e pus? Já conhecia? Ok, não parece ser muito convidativo… mas imagina vários deles pelo corpo! Sim, o nome que se dá a esse processo é a furunculose, que é quando a bactéria causadora (geralmente a maldita Staphylococcus aureus) cai no sistema sanguíneo e resolve brincar de SimCity na sua superfície corporal. Antes que você corra pra Wikipedia e economize tempo lendo informações úteis a respeito, vamos a parte interessante do texto.
Pelo que vocês viram, um furúnculo é o suficiente para causa dores de cabeça o suficiente por um tempo. E claro… DÓI PRA CARALHO! Agora imagine isso num lugar bastante desconfortável. Sim leitor, esse que vos escreve está atualmente com um furúnculo na nádega direita! Ao ponto de qualquer movimento (sentar-se, levantar-se, deitar-se…) que exija um contato mais direto com a área nadegal seja feita com uma dor digna de querer se jogar num metrô em movimento (desculpa Narugami, mas não poderia perder a chance).
E se você já teve furúnculos, leitor, a chance de que um deles tenha sido no seu higiênico traseiro é bem razoável. Além da alta transpiração e de provavelmente ser uma região bem pelúcida, se você vive num buraco quente como Fortaleza, a temperatura da região glútea enquanto você está sentado nerdando pela Internerd é digna de Guiné-Bissau em plena 13:00.
Mas tudo isso tem cura! Na verdade, os nossos amiguinhos furúnculos aparecem e se vão como o vento. Na maior parte dos casos, a cura aparece naturalmente e a vítima dessa praga não precisa fazer muita coisa a não ser gemer de dor nos próximos dias. Pomadas são úteis (como a famosa Furacin) e antibióticos mais ainda (mas devidamente indicados por profissionais hein?), mas o melhor a se fazer é ter paciência, esperar o troço literalmente explodir e fazer uma festa de nojinho drenando o local. Que beleza!
Mas se você é tr00 black metaller from hell, você tem outra alternativa… os instrumentos são uma faca de cozinha, um fósforo aceso e MUITA coragem. Aliás, coragem não… loucura mesmo! O resto é por sua própria conta em risco, sabichão.
E você leitor que me pergunta porque raios resolvi escrever sobre assunto tão esdrúxulo… bem, se um dia você tiver algo explodindo na sua pele e não souber o que fazer, pelo menos você saberá que não é o único e que ter um furúnculo no rabo é SEMPRE pior.