Assassin’s Creed

Menos um alvo.

por Amortax


Assassin’s Creed. Certamente você deve ter ouvido falar deste jogo, caro(a) leitor(a). Se não, tudo bem. O importante é que este jogo consegue ser maravilhoso. Possui uma boa história e gráficos excelentes, mesmo se baseando em poucos e simples (às vezes nem tanto) objetivos, que basicamente se repetem ao longo das missões. O personagem de branco e vermelho com um instinto assassino (orly?) saltando sobre o cavaleiro é você, Altair. Um assassino com habilidades incríveis e um belo arsenal. Assassin’s Creed foi desenvolvido pela Ubisoft de Montreal (famosa por Far Cry 2, a trilogia de Prince of Persia (Sands of Time, Warrior Within e The Two Thrones) e os jogos da série Splinter Cell). Isso já deve te sugerir como é o ritmo do jogo em si.

Inicio pelo ponto fraco mais marcante do jogo: Repetitividade. Sim, o jogo consiste em coletar informações dos alvos e matá-los, mas para isso, basta escalar torres em lugares estratégicos (determinados no seu mapa/GPS) e procurá-los. Podem variar, desde interrogatórios (violência gratuita para adquirir a informação desejada nunca foi algo ruim) a furtos de itens, espionar conversas alheias e realizar pequenas missões por outros assassinos em troca de conhecimento. Mas fazer apenas isso por várias missões pode ser um tanto sacal, portanto apenas jogue Assassin’s Creed com calma. Uma, talvez duas missões a cada três dias e pronto.

Este capuz lembra uma águia, não?

Os gráficos, como dito anteriormente, são incríveis. Se não pelos inúmeros detalhes, tanto na roupa dos personagens quanto nas construções e objetos (bancos, vasos, etc), em muito pelos efeitos utilizados. Atualmente vários jogos utilizam-se do efeito “Blur Motion” para que o jogador creia que está mesmo se movimentando em alta velocidade, ou que alguma cena ocorre em câmera lenta. Assassin’s Creed faz uso deste efeito em demasia (um de seus poucos pontos fracos), mas como um assassino de respeito, você não vai sair por aí correndo sempre que puder, não é? Ok, eu fiz isso, mas não quer dizer que seja o correto. Enfim, os detalhes na roupa de Altair, assim como os detalhes de qualquer camponês que passe por você, são excepcionais. Seu arsenal também é muito bem trabalhado. Destaque especial para a lâmina curta, a espada e as facas de arremesso. A trilha sonora, porém, deixa sim a desejar, mas pouco. Você vai estar mais concentrado nos sussurros alheios do que na música ao fundo. Principalmente, a voz de guardas.

Counter-kill

Counter-kills são movimentos muito úteis, implementados para auxiliar o jogador em combates contra vários inimigos, normalmente uns 6 ou mais. A jogabilidade de Assassin’s Creed é impecável e centrada em movimentos diversos, como escaladas, corridas, saltos de um poste para uma varanda e golpes diversos, como lançar um oponente em uma construção, derrubando-a em cima do pobre coitado. Mas cuidado, pois como um assassino, não basta matar todos que encontra e pronto. Você deve se preocupar com testemunhas e há um medidor, no canto superior esquerdo, que indica isto. Por exemplo, ao assassinar um guarda, outro virá investigar. Você pode matá-lo (e assim gerar um ciclo vicioso de mortes infundadas) ou se afastar. Cuidado, porém, para não chamar atenção nesta hora. Correr, pular, empurrar pessoas e fazer com que jarros/caixas caiam no chão não é nem um pouco recomendado. Cautela dobrada quando avistar uma patrulha, pois eles sabem por quem estão procurando (você!!), e se chamar atenção, por mínima que seja, eles te retalharão sem dó.

Distrações também são importantes e em Assassin’s Creed elas são criadas por corpos. Sim, você mata para distrair, utilizando-se de sua lâmina curta ou de facas de arremesso (caso queira ser discreto, claro). Seja empurrando um soldado de um telhado, cortando a garganta de um guarda à longa distância ou até mesmo eliminando um inimigo em plena rua, cheia de pessoas inocentes. Ah, falando em inocentes, caso você mate um, perderá um pouco de seu HP, aqui medido por uma barra de sincronização de DNA, então cuidado.

Esse já era.

Agora, por que sincronização de DNA? Simples. Você não é você, e isto fica bem claro no início do jogo. Você na realidade é um bartender, que atende pelo nome de Desmond. Altair nada mais é do que um de seus ancestrais e suas memórias são revividas por você através de uma máquina chamada Animus, criada por uma colossal companhia farmacêutica que te raptou para descobrir mais sobre os Assassinos na época da Terceira Cruzada. Confuso? Acredite, fica um pouco mais confuso, principalmente no final do jogo.

Com uma história fascinante, algumas reviravoltas simples (mas necessárias), gráficos estupendos e uma jogabilidade impecável, Assassin’s Creed é um jogo que vale muito a pena.

Até o próximo review,

Amortax.

~ por Amortax em domingo, 10 maio, 2009.

2 Respostas to “Assassin’s Creed”

  1. Oi arthur

  2. […] Todos devem ter ouvido falar de tal jogo. Se não ouviram, procurem saber mais sobre esta pequena “obra de arte”. Revolucionou a idéia de jogos na época, ouso dizer. Como? Simples, misturou ação bem rápida em primeira pessoa com elementos de Parkour, de uma maneira nunca antes vista. De fato, outros jogos usaram da mesma técnica, mas em um estilo mais, como dizer… Simples. Não pior, apenas não exploraram todo o potencial deste “esporte”. Vide Assassin’s Creed. […]

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