Top 20 R.E.M. – parte 2

Por bruN0.

Nos últimos dias inventei de colocar toda a discografia do R.E.M. no meu podre MP3 player. Tudo, desde as tranqueiras mais velhas e discos que menos simpatizo até os clássicos óbvios. Eu já tinha feito essa lista antes disso, mas o fato de ouvir continuamente e perceber nuances diferentes de faixas que nem lembrava mais que existiam me impulsionou a finalmente dar continuidade ao post já velhinho do Marcelo. Espero que curtam a lista.

(não, não tem figuras bacanas, não tenho saco ainda pra isso)

Radio Free Europe

Primeirona do primeiro álbum full da banda, o aclamado “Murmur”. Particularmente, sempre tive fixação com faixas “1” de álbuns debuts e o caso do R.E.M. não é diferente. Letra marcante, bom ritmo e sempre uma boa pedida. Infelizmente não é muito tocada ao vivo nas últimas turnês.

Harborcoat

Outra “faixa 1”, dessa vez do álbum seguinte, o “Reckoning”. Esse álbum que faz 25 anos em 2009 merece bastante relevância especialmente por muitas letras aparentemente nonsense. Harborcoat é absolutamente grudenta, tem uma letra que pode não ser muito profunda, mas é suficiente. Se não é genial, é sem dúvida divertida e boa pra relembrar algo do rock dos anos 80.

(Don’t Go Back To) Rockville

Se Harborcoat peca mais na parte lírica, “…Rockville” mostra uma letra muito mais interessante. Uma das mais conhecidas do “Reckoning” por ter sido gravada no álbum ao vivo “R.E.M. Live” com Mills cantando (e ficou muito boa, por sinal). Dificilmente não dá pra cantar o refrão junto com Stipe e mostra que esse álbum tem um potencial ainda maior que o “Murmur” para grudar refrões. Uma música feliz e outro bom riff de Peter Buck.

These Days

Única que resolvi colocar do “Life’s Rich Pageant”. Aqui os backing vocals de Mike Mills melhoram ainda mais a situação. Pode chamar de “pop feliz” ou o que seja. É uma que mesmo sem saber porcaria nenhuma da letra, mostra um ritmo que cativa pela simplicidade, mas que preza pela qualidade. É uma aula de como fazer pop rock.

Finest Worksong

“Bloooow your hooorn…”. Você vai cantar isso com Mike Mills, vou te garantir. Tá, você pode até não entender muito DE NOVO o que se passa na letra ou o que eles quiseram dizer com isso… mas instrumentalmente mostra uma banda muito mais madura. Prova que o “Document” para alguns é o melhor álbum até o sucesso de vendas “Out of Time”. Vale acompanhar.

It’s The End of World As We Know It (And I Feel Fine)

Quem conhece um pouco mais de R.E.M. sabe que essa música certamente estaria aqui. Perfeita para fechar concertos ao vivo, alucinadamente difícil de acompanhar cantando e uma das mais conhecidas da banda. Nela você encontra todos os elementos de sucesso da banda até aqui. Vocal e backing vocal inspirados, instrumental bastante competente, letras grudentas e de difícil compreensão e uma banda que soa cada vez melhor.

Get Up

Essa aqui é por um motivo pessoal e é pela letra. Quando vejo o primeiro verso “Sleep delays my life” seguido de infinitos “GET UP” que passeiam pela música direto, lembro do quanto sou preguiçoso e sonhador às vezes. Não, ela não é um primor e nem um clássico da banda, mas absurdamente é uma das que mais me identifico. E claro, a música é muito boa.

Orange Crush

Essa é séria candidata a letra mais grudenta da banda, apesar de soar bobinha. Ao vivo ela vem acompanhada invariavelmente de um Stipe com um megafone berrando no “solo” (ao menos na versão do “Perfect Square”). Não se engane, você vai acabar ouvindo ela várias e várias vezes. Representa o álbum em que está inserida, o interessante “Green”.

Losing My Religion

“Ok bruN0, a música mais conhecida da banda?”. O clipe passou em tudo que é buraco , é o carro-chefe do álbum mais vendido da banda (o já citado “Out of Time”) e… tem seus méritos, ora mais! Talvez uma das melhores músicas pop de todos os tempos, seja pela letra profunda e até meio obscura, um riff absurdo e marcante e uma produção no nível ideal. Foi a música com a qual me interessei de verdade pela banda. Tem sua relevância…

Everybody Hurts

“Ok bruN0, a música mais TRISTE da banda?”. Para muitos, a mais triste do mundo. Não é pra menos, o instrumental passa bem essa sensação e a letra é bem pra baixo mesmo, apesar de ela ser surpreendentemente otimista. Ao vivo ela tira lágrimas de seus olhos facilmente, seja pela interpretação ou por quase todos cantarem em uníssono boa parte. Libere seu coração casca-dura e… HOOOOLD OOONNN….

Ignoreland

A letra não é de fácil compreensão, mas vai empolgando cada vez mais até chegar num refrão que você pode praticamente gritar a plenos pulmões. É a minha favorita do “Automatic for the People” e é contagiante. Para mim, ela é relativamente underrated (apesar de ter sido tocada na última tour) e teria potencial para ser um clássico.

What’s the Frequency, Kenneth?

Se Ignoreland só teria potencial, “…Kenneth” é um clássico consolidado. Um clipe simples e direto (e bastante popularizado na época pela MTV), um riff inicial que mostra uma faceta mais rock da banda e uma letra bastante curiosa, essa música abre de maneira ideal o talvez meu álbum favorito (o sujo e eclético “Monster”). Dificilmente ela não entra num top 10 da banda de qualquer pessoa.

I Took Your Name

Essa música faz parte do rol das que ficam inacreditavelmente melhores ao vivo. Mas mesmo a versão de estúdio sendo mais cadenciada comparada com a ao vivo, ela está aqui por méritos totalmente pessoais. A guitarra dela soando ao fundo me deixa hipnotizado e a voz mais aveludada do Stipe nessa faixa simplesmente grudam na minha cabeça.

Departure

Eu não sou tão fã assim do “New Adventures in Hi-Fi”, mas ela é divertida demais pra ficar de fora. Departure lembra a banda na época do “Green”, mas naturalmente soando mais moderna. Como várias outras desse top, não tente entender muito da letra. Simplesmente curta como músicas pop podem simplesmente soar bem. Departure é um excelente caso.

Parakeet

Essa foi a última que coloquei e a última que “descobri”. Tenho que fazer justiça, depois de muitas sessões, vi que o “Up” é um excelente álbum de fato (apesar de ser depressivo demais pro meu gosto). E mesmo tendo músicas mais conhecidas e que tocam ao vivo, tem algo nela que soa bastante profundo pra mim. É, pra mim, a mais underrated da banda.

The Great Beyond

“This song is about Andy Kaufman”. Michael Stipe resume facilmente essa música no álbum ao vivo “Perfect Square”. Ela está na trilha sonora do filme “Man on the Moon” (também nome de uma faixa do R.E.M. e que também fala sobre o curioso artista). A letra é uma das bonitas feitas pela banda e, mesmo não tendo sido lançada em nenhum álbum oficial da banda, merece destaque.

Imitation of Life

Para mim, a melhor música DE FATO totalmente pop da banda (mais inclusive que Losing my Religion). Tem um clipe fantástico, um instrumental feliz… mas soa relativamente deslocada do restante do álbum, o curioso “Reveal”. Não há muito o que falar, a faixa foi um sucesso de mídia e mostra por inteiro todo o talento da banda para fazer videoclipes.

Bad Day

Outra faixa com clipe de altíssima qualidade e outra que só foi lançada em uma coletânea em 2003. Essa música é curiosamente uma das mais antigas da banda, tanto que influenciou “It’s the End…”, mas pelo momento da política norte-americana, a banda resolveu lançá-la quase 20 anos depois. A letra (especificamente as “pontes” para o refrão) soa especial e o instrumental passa longe de ser datado. Ao vivo fica ainda melhor.

Living Well Is The Best Revenge

Uma das melhores faixas de abertura de disco de todos os tempos na minha opinião. Com o álbum mais rock da banda desde o “Monster”, essa faixa é quase um tapa na cara. Stipe soando agressivo (!), a guitarra de Buck saindo fluidamente, o baixo e vozes de Mills marcantes e uma boa letra, essa música poderia se tornar essencial nas futuras turnês da banda. E ah, o título já diz tudo.

Man-Sized Wreath

Por pouco essa música não foi lançada no disco, mas a reação do público ao vivo quando eles a tocaram os fizeram mudar de ideia. Se você não entender a letra dessa faixa, é normal. Mas ela realmente tem um significado (se a memória não falha, ela descreve uma visita do então presidente George W. Bush ao memorial de Martin Luther King num dia específico aí). Seguindo a lógica do “Accelerate”, a guitarra soa bem mais preponderante e o baixo mais perceptível. É meio inevitável não se remexer enquanto ouve.


The Sidewinder Sleeps Tonite

Pretty Persuasion
Supernatural Superserious
Pop Song 89
Animal

~ por bruN0 em segunda-feira, 31 agosto, 2009.

Uma resposta to “Top 20 R.E.M. – parte 2”

  1. Ok bruN0, percebo que você trocou Animal por Parakeet, que mudança😮

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