MALDITOS AMARELOS X

Por Marcelo.

Antes de começar, explico: amarelo é uma forma de fazer referência aos seres asiáticos-orientais-olhos-puxados-fritadores-de-pastel em geral. Indivíduos que, em geral, apesar de serem compostos por diversas etnias, costumam ser todos bizarros. Termo vindouro, pelo menos para mim, do Baú de Jogos <- bom site, recomendo.

Seguem alguns exemplos de coisas doentes amarelas:

amarela

Máquina de calcinhas usadas

Máquina de calcinhas usadas

Hentai em geral:
Cara, tem coisa que eu me recuso a colar links ou sequer procurar pra ver. Mas o setor pornográfico dos amarelos é algo que desafia a sanidade humana. Desde o básico yaoi (gay) até o TENTACLE RAPE, pode-se encontrar de tudo. Há o goru, modalidade que envolve morte e desmembramentos.

Essa imagem da própria Wikipédia prova que os amarelos são assim há séculos. Aliás, tentacle rape me leva a…

OCTOPUS FUN
Procure isso por sua conta e risco.
Existe o Bukakke também.

Sobre os otakus, tanto daqui quanto os de lá, prefiro não comentar.

Na música, dentre as muitas doentices, existe o Visual Kei, o qual você pode observar na imagem mais a frente.

Japonesas grávidas tiram a roupa em nova tendência
Japoneses se apaixonam por personagens de animês e jogos

Mas calma, não vim aqui falar de algo tão doente assim. Na verdade nem chega perto disso. Mas não deixa de ser mais uma coisa doentia nipônica.

O X Japan voltou. Uma das maiores bandas do Japão (quiçá a maior), que encerrou as atividades em 1997 basicamente por mimimis do vocalista Toshi (o cara, por exemplo, arranjou uma religião amarela bizarra aí, que não deixava se apresentar em público, e é envolvida com pedofilia e ataques terroristas). Em 1998, o guitarrista hide (que tinha cabelo rosa e usava guitarras e roupas verdes, um típico mangueirense) se suicidou, acabando com planos de um retorno em breve da banda.

Passados mais de 10 anos e finalmente a esperada reunião aconteceu. Primeiramente mostraram a música I.V., que estreou no filme Jogos Mortais IV, e logo marcaram os shows do retorno. É aí que eu quero chegar.

Uma recapitulação, antes.

Originalmente chamada apenas de X, a banda surgiu na terra amarela em 1982, tendo seu primeiro álbum lançado em 1988. O já citado Toshi conheceu o baterista/pianista/compositor/maestro/guitarrista/empresário/emo Yoshiki na escola e a partir daí a banda se formou e conquistou os amarelinhos. Além de hide, se juntaram também o simpático guitarrista Pata e o ex-baixista Taiji, sendo substituído posteriormente por Heath.

X Japan

Preguiça de desvendar qual é qual pra escrever aqui

(sim, os amarelos basicamente são iguais a Madonna e não usam o sobrenome; sem contar hide, cujo nome deve-se escrever assim mesmo, com minúscula)

Como já disse, o primeiro álbum foi lançado em 1988. Se trata de Vanishing Vision, e é um tapa na cara dos amarelinhos, começando pela capa. Músicas como Sadistic Desire, I’ll Kill You e Vanishing Love evocam o espírito headbanger de qualquer um. Há ainda a balada não-melosa (algo que mais para frente se tornaria impossível) Alive e o grande clássico Kurenai.

GROAR

GROAR

No ano seguinte chega às lojas Blue Blood. Continuam os petardos: Blue Blood, Orgasm, a épica Rose of Pain (que música, que música!) e o “hino” X, que para mim é superestimada. Há mais músicas divertidas também, como Easy Fight Rambling e Celebration. Aqui começa a era das baladas choramingantes, com Endless Rain. A partir desse álbum a banda começa a ficar famosa na terra dos otakus.

Em 1991 é lançado Jealousy, e mais músicas doidas. Miscast, Joker, Desperate Angel, entre outras. A tradição iniciada com Endless Rain continua aqui, com a mais melada ainda Say Anything. Mas há espaço para Voiceless Screaming, que remete à Alive.

Por volta de 1992 a banda então muda seu nome para X Japan, porque nos EUA já tinha uma chamada X. (mamãe queremos ser internacionais) Aconteceu por aí também a troca do baixista.

Em 1993 a banda lança Art of Life. Art of Life. Anote esse nome. Que música, leitores, que música! O álbum possui apenas a música-título, que dura 29 minutos. Há partes brutas, lentas, solo de piano. Definitavamente uma música que merece um álbum só para ela. Foi tocada mínimas vezes ao vivo. Sendo que foi lançado em 1998 um álbum chamado Art of Life Live, contando apenas com uma versão ao vivo da mesma, aqui com 34 minutos.

Por fim, em 1996 é lançado Dahlia, até hoje o último álbum de estúdio da banda. O som está muito diferente: há baladas demais, pouco se lembra daquela banda bruta de Vanishing Vision. E mesmo as músicas agitadas têm um melodramazinho em algum momento. A exceção fica para as porradas Scars e Drain. Drain é uma boa música, mas a sua bateria eletrônica realmente é dispensável. Mas eu o considero um bom álbum. Também foi lançado apenas em single a música Forever Love, outra baladenha grande e melosa. Legal, no entanto.

Um ponto positivo da época de Dahlia: passaram a se vestir como gente.

Um ponto positivo da época de Dahlia: passaram a se vestir como gente. Ou nem todos

Até que em 1997, devido aos já citados mimimis de Toshi, a banda resolve se separar. Finalizam com um último show no Tokyo Dome, em 31 de dezembro (data que nos últimos anos sempre tocaram lá). Esse show ficou conhecido como The Last Live e lançado alguns anos depois.

Sobre tal concerto, devo tecer alguns comentários.

Desconsiderando playbacks, instrumentais enroladores e solos xaropes de Yoshiki, temos 12 músicas. Sim, doze. Para o que seria o ÚLTIMO SHOW da banda, eles tocam míseras doze músicas. Sendo cinco do último álbum, e Forever Love sendo outra. Que merda, vai dizer. Para finalizar, uma música totalmente chata, longa e nonsense que fizeram pro final, The Last Song. Desnecessária. Basicamente, foi o mesmo que um show da turnê de Dahlia. Fazendo as mesmas desconsiderações, o ao vivo de 1992 On the Verge of Destruction possui 13 músicas (14 com Es Dur no Piano Sen, boa música).

Os fãs amarelos babões me amaldiçoarão dizendo que foi muito emocionante, teve o abraço de Yoshiki com Toshi ohhhhh choramings.

Em resumo temos: uma grande banda, com 3 excelentes álbuns, uma mega música que é uma obra de arte, e um último álbum também bom, apesar das ressalvas. E shows xaropes.

Eu esqueci de contar a duração do The Last Live: são pouco mais de 3 horas.

Você lembra quantas músicas eu disse que tinha?

Poizé.

Enfim, passam os anos, a banda se reúne, e por aí vai. Andei meio por fora das novidades, no máximo dei uma ouvida em I.V. Até que recentemente esbarrei com uma gravação profissional de um dos shows do retorno, que passou na tevê amarela, e resolvi assistir, pra ver qualé a da volta dos caras. Se trata do show no dia 2 de maio desse ano, no Tokyo Dome.

Quanto tempo tem o show? 3 horas e 18 minutos.

Quantas músicas? 11. Sendo legal na contagem.

Quantos desfiles de moda? 1.

Quantos fantasmas tocando? 1.

wait
wat

Então, apertei o play e mandei ver. Depois de minutos de enrolação, aparece Yoshiki no piano com Toshi cantando Rusty Nail. Desconsiderarei o fato de que num show de alguns meses antes fizeram o mesmo, mas com Blue Blood. Logo então começa a música de fato (com o clássico playback do começo). Vejo então a mesma voz lá anunciando e tal “hello Tokyo” e começa a falar o nome dos membros da banda, cada um seguido de orgasmos por parte da plateia amarela, culminando no delírio ao ser apresentado Yoshiki. Não me surpreende o fato de também ser anunciado o nome do falecido hide, afinal, eu já esperava por homenagens. Porém não foi só nessa hora que aconteceu. Alguns segundos decorridos da música, me deparo com a seguinte imagem:

SOCORRO FANTASMAS

SOCORRO FANTASMAS

“???????” quem conhece a banda pensa. “Ué, ele não tinha morrido?” o leitor mais atento ao texto questiona. Sim, é hide, o guitarrista falecido há mais de 10 anos. Ali, maroto, como se tivesse no show. Ok, deixo passar, achando que é só uma coisa simbólica ali no começo. Porém segue assim até o final do show.

Sim, a todo momento intercalam imagens de hide no vídeo como se ele tivesse lá, correndo entre eles, tocando e cantando. Creio que também houve playbacks de solos dele, mas não posso afirmar com certeza.

Olha o rosa e verde, bem estiloso

Olha o rosa e verde, bem estiloso

Na boa, achei isso muito ridículo. Não que eu seja contra homenagens, ou queira ‘desrespeitar’ o guitarrista, mas isso é demais. A banda está aí hoje, eles tem um guitarrista substituto. hide se foi, ele NÃO está lá tocando, ele poderia ficar fora disso. Uma homenagem ou outra, num momento específico, para mim não teria problemas. Mas intercalar essas imagens dele a todo momento, como se ele tivesse lá, para mim foi muito sem noção.

A tecnologia lá é tanta que além de colacarem o hide no vídeo conseguiram projetar ele no palco

A tecnologia lá é tanta que além de colocarem o hide no vídeo conseguiram projetar ele no palco

Por exemplo, mais para frente no show, aparece um vídeo de hide cantando Celebration enquanto Pata toca. No final há um boneco de hide no palco. Ou como no clipe de I.V., onde há uma guitarra dele no palco. Só isso bastaria. Mas não, os caras colocam ele na tela toda hora. Típico amarelismo.

O baixista Heath parece ter vindo de um Final Fantasy para os palcos

O baixista Heath parece ter vindo de um Final Fantasy direto para os palcos

Pelo menos hide era um cara legal. Mas pior que isso são as babações por Yoshiki. O solo dele é podre, chato e sem graça. E ele fica batendo naquela bateria e se fazendo de cansado ou qualquer coisa assim, como se fosse grandes bosta. E os solos de piano então, que tem toda hora, outra chatice. MAS PIOR é quando ele decide falar, no final de X. Fica meia hora gritando com a voz tosca “WE ARE” pros amarelos completarem com “X”, e grita, se joga no chão, rola, enquanto eu vejo com minha cara de entediado e sinto vergonha alheia. Até procurei vídeo disso para partilhar a vergonha, mas infelizmente não encontrei.

"Hehe"

"Hehe"

Depois de Rusty Nail tocam Week End. Desconsiderarei o fato de ser a mesma sequência de abertura da Dahlia Tour/The Last Live. Logo após, eles tocam uma nova música, Jade. Bons riffs pra começar, versos com o baixo bem nervoso, pesada quase ao estilo dos bons tempos. Mas a música chega no refrão e… vira uma balada. Será que eles não tem capacidade de escrever algo que seja uma constante, sem ser uma balada inteira ou ter partezinhas assim? Lembrando que acontece o mesmo em I.V… Mas é boa essa Jade. No aguardo de um eventual lançamento.

Não citarei os muuuuuuuitos tempos sem nada acontecendo entre uma música e outra porque ficaria chato, mas considere isso entre uma e outra. Por que caralhos os caras precisam tanto disso? Será que estão tão velhos que ficam sem fôlego então vão lá atrás e ficam usando tubos de ar pra respirarem e conseguirem voltar pra mais uma música?

"Vem cá Yoshi, deixa que eu te levo lá pra trás"

"Vem cá Yoshi, deixa que eu te levo lá pra trás"

Outro fator irritante são os playbacks. Uma banda onde o baterista e o pianista são a mesma pessoa não poderia dar coisa boa na hora de tocar. É muito triste ver lá, Yoshiki no piano e a bateria parada, enquanto o som de bateria rola forte no fundo. Cara, fizesse playback do piano na pior das hipóteses, deixasse sem piano ou mandasse um random tocar. Mas não, ninguém pode assumir as funções do grande Yoshiki. Grande retardado. Ele também surge e fica sorrindo retardadamente (ok, inclua isso em todas as vezes que ele for citado) e joga flores pra plateia. Praticamente um Roberto Carlos.

"Nããão, volta aquiiiiiii!"

"Nããão, volta aquiiiiiii!"

O guitarrista novo é neutro, o tal do Sugizo. Era de alguma banda aí. Ignorarei o fato dele ser considerado o sexto membro da banda. Ele toca violino antes de Dahlia, inclusivo as linhas vocais. Achei bem legal. E logo depois Toshi canta uns versos no mesmo estilo que cantou antes de Rusty Nail, bem original e tal.

Ache o contaminado por gripe suína na plateia; isso já em maio!

Ache o contaminado por gripe suína na plateia; isso já em maio!

Não-amarelas! Detalhe que devem ser as únicas sem o pauzinho nas mãos

Não-amarelas! Detalhe que devem ser as únicas sem o pauzinho nas mãos

Enfim, é no meio do show que a palhaçada chega ao seu ápice. Num certo momento, começam a acontecer umas porras muito drogadas. Uma música estranha com uma mulher começa e logo aparecem um monte de amarelas caracterizadas dançando uma música estranha qualquer. E só vai piorando. Aparece um ser (não consegui determinar seu sexo) dançando sozinho no meio. A música muda, e mais amarelos bizarros aparecem. E DAÍ TIPO DO NADA COMEÇA UM DESFILE DE MODA

UM DESFILE DE MODA

NO MEIO DE UM SHOW DE ROCK

WTF

Amarelas fazendo amarelice

Amarelas fazendo amarelice

Tipo, qual a moral? O que minha mãe iria achar se me visse vendo um desfile de moda no PC? Eu só sei que é algo, naturalmente, da cabeça amarela doentia de Yoshiki, pois as músicas tem algo a ver com um projeto dele chamado Violet UK, que basicamente nunca lançou porra nenhuma.

xjapantokyodome10

Um típico show de rock

X Japan Fashion Week

X Japan Fashion Week. Detalhe no fundo, tente entender

Acabada a palhaçada, tem mais um momento emo de Yoshiki, onde fica tocando uma música orquestrada qualquer e ele fica lá parado, fazendo nada. Até que começa seu solo de bateria, e eu prefiro nem comentar de novo essa merda.

"Tô com sono, gritem mais pra eu ficar acordado"

"Tô com sono, gritem mais pra eu ficar acordado"

"zzzzzzZzZZZZzzzzzzzz"

"zzzzzzZzZZZZzzzzzzzz"

"Opa, tá tudo bem agora"

"Opa, tá tudo bem agora"

Um pouco mais pra frente tocam I.V., mas perdem meia hora só resmungando as palavras do refrão antes da música. Um pouco eu acharia legal, a melodia é bonita, mas cansou. Foi maior que a música eu acho. Enfim chega a última música, Endless Rain, com direito a Yoshiki no piano e a bateria soando. Nem vou comentar que levam anos pra terminar de enrolar e acabar logo o show, cansei.

"É, cansei também"

"É, cansei também"

Finalizando, o que quero dizer é que o X Japan podia ser muito melhor. Eu acho que o espírito de lendas realmente subiu a cabeça deles, e fazem esse monte de tranqueiras no palco. Tendem a criar músicas enormes para serem cada vez mais épicas, melosas e que possam ser bem enrolativas nos shows. Eu gosto da banda: as partes do show em que eles tão realmente tocando sempre foram e continuam excelentes. Mas essa zona toda aí não dá.

Tocar pra quê?

Tocar pra quê?

Vídeo de Rose of  Pain, em versão acústica:

BÔNUS:

Yoshiki fez uma parceria com a Hello Kitty para lançar os YOSHIKITTYS.

Acho que a Pucca combinaria mais, por já ser oriental

Acho que a Pucca combinaria mais, por já ser oriental

~ por Marcelo em domingo, 13 setembro, 2009.

5 Respostas to “MALDITOS AMARELOS X”

  1. Belíssimo post, pois também gosto muito dos primeiros discos (depois do Jealousy começa a ficar mais chatinho, mas beleza) e concordo quanto aos shows. Fato que nunca tive saco pra ouvir o The Last Live inteiro porque enfim… NÃO DÁ. Tem que ser um amarelo muito dado pra ouvir isso por inteiro e ainda por cima gostar.

    E é isso. Ótimas imagens/legendas e bônus interessantes no começo do post.

  2. Eu concordo em vários momentos com você, eu outros eu acho que foram exagerados, gostei do post, embora o titulo seja bem exagerado!

    Mas não gostei muito das legendas, e a Pucca é um personagem ocidental ;D

    Parabéns😄

  3. Mas a pucca é coreana Q

  4. Sim, é coreana.
    O título não era pra ser falando mal, é que costumamos falar “malditos amarelos!” quando vemos alguma amarelice bizarra, daí só adaptei pra esse caso😉

  5. Ahh… tanto faz, japonesa que não é😄

    E eu podia jurar que ela era americana D:

    Sorry, rs

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