O fácil vício em jogos – Parte 2

Por Apoka.

Aproveitando esta onda de posts novos no blog resolvi, finalmente, dar continuidade à minha pequena série de posts sobre minha vida de jogador. Antes de começar a tratar do assunto desta parte, devo dizer que parei de jogar Zu Online pouco tempo depois da publicação daquele post e então passei a jogar Cabal Online até meados de dezembro do ano passado. Com alguns problemas com o jogo, acabei abandonando e comecei a jogar Shin Megami Tensei: Imagine, que durou um certo tempo até parar de jogá-lo. Daí relembrei os velhos tempos: PangYa, Dark Eden e FlyFF… Depois joguei Twelve Sky 2 por menos de um mês e agora estou num jogo da Atlus: Neo Steam. Bastante legal, recomendo. Pena que hoje em dia não tenho tanto tempo para jogar.

Enfim, vamos ao que interessa. Eu fiquei em dúvida entre escrever nesta parte sobre os jogos de PC mais importantes pra mim ou os de videogame, mas escreverei sobre os videogames e emuladores que tanto fizeram a minha infância e estão presentes na minha vida até hoje. Tentarei organizar o post em ordem cronológica, apesar de a minha memória ser ruim.

Test your might!

Eu desbloqueava o Smoke dando porrada no videogame. :D

Eu desbloqueava o Smoke dando porrada no videogame.😀

Voltemos aos meus quatro ou cinco anos de idade… a primeira vez em que vejo um videogame e a primeira vez que jogo um. Este foi o dia em que joguei Mortal Kombat 3, do Mega Drive. Ahh, foi amor à primeira vista. Lembro que isso foi na casa de um primo meu, de BH, e ainda tenho algumas fotos; em uma delas dá até pra ver com quais lutadores eu e esse primo jogávamos. Acho que eu estava com a Sindel e ele com o Jax. Não importa. Meu tio percebeu que gostei bastante do “brinquedinho”, e não só me deu o videogame, como todos os jogos de Mega Drive que meu primo tinha – que depois ganhou um Super Nintendo, ô, inveja. Em casa, lembro até que minha mãe jogava comigo e com meu irmão, e também das trapalhadas dela ao enfrentar o Motaro (como derrubar o aparelho dando um puxão na “manete”, tentando se esquivar de um golpe dele). Enfim, se você é da pobre geração PlayStation 2 e posteriores, não perca tempo e jogue o bom e velho MK.

Vuash…!

Tela inicial de Sonic The Hedgehog 2

Eu poderia citar uns trinta jogos de plataforma que joguei muito no meu Mega Drive. Da dúvida entre três importantes que lembro, onde dois deles são Bubsy e Kid Chameleon, seria um pecado deixar de fora o maior clássico desse console: Sonic The Hedgehog! Eu não sei o que eu tinha na cabeça, mas não chamava aqueles amarelos e ofuscantes anéis do jogo de “anéis” ou “rings”, mas sim de “argolas” (pombas, que criança dá preferência a uma palavra mais difícil de se pronunciar? Vai entender). Este jogo com certeza era o mais especial pra mim porque o Sonic era o herói de quem eu mais gostava, o mais veloz, o salvador dos bichinhos indefesos capturados e mantidos presos pelo malvado Robotnik. Também adorava as músicas do jogo (que eu sempre cantarolava junto ou assobiava) e as fases de corrida. Não consegui zerar Sonic 1 nem o 3, mas sim o que eu mais jogava: o segundo da série.

É, conforme vou escrevendo, percebo o quanto o Mega Drive foi marcante para mim. Além desses jogos, não devo me esquecer dos excelentes beat’em up dele, principalmente Streets of Rage e Golden Axe, jogos que passei muitas tardes e noites jogando.

Depois dessa febre no videogame, meu pai comprou nosso primeiro computador, em 1999. Aliás, era horrível. Travava direto, demorou um pouco até comprarmos um leitor de CD e eu não tinha muitos jogos interessantes. Mas deixarei isso para a próxima parte.

Eu não lembro se o Mega Drive deu problema ou se eu e meu irmão torramos o saco dos nossos pais para comprarem um novo videogame, mas isso não importa. O que importa é que realmente aconteceu; compramos um novo videogame: um PlayStation (do modelo caixotão, o PSX) usado, junto com alguns jogos toscos, pelos classificados de algum jornal de Guarapari, ES.

Agumon ou Gabumon?

O início do jogo, onde o protagonista chega ao Digimundo.

O início do jogo, quando o protagonista chega ao Digimundo.

Falar dos jogos de PSX em que me viciei é complicado, pois foram muitos jogos mesmo. Chrono Cross, Breath of Fire IV, Gran Turismo 2, Winning Eleven (e Pro Evolution Soccer e suas milhares de versões hackeadas), Street Fighter Alpha (não lembro qual, acho que é o 3 que tenho), Legend of Mana, Tenchu, Parasite Eve, Legend of Legaia, Castlevania: Symphony of the Night… Bem, escolhi o primeiro jogo e o que mais passei tempo jogando: Digimon World. Acho que comecei em 2000, quando o anime estreou na TV Globinho (na época de Bambuluá!) e uma edição da Revista Recreio publicou uma matéria sobre o jogo. Quando o comprei, foi só alegria. Até hoje acho Digimon World um dos melhores RPGs do PlayStation. Achava fascinante passar todas as tardes livres treinando meu digimon e alcançar seu último estágio, os combates com os chefões, explorar a Ilha Arquivo e usufruir de tantas outras coisas que o jogo oferece. Fica aí mais uma recomendação.

Finalmente: os emuladores!

Lá por volta de 2001, apertando um pouco o orçamento, pudemos colocar Internet em casa (discada, é claro). Lembro-me como se fosse ontem daqueles barulhinhos e chiados durante o processo de conexão (e com o tédio devido à espera eu acabava tentando fazer esses efeitos sonoros). Bem, logo depois descobri a emulação e, pra mim, aquilo foi o paraíso: finalmente poderia jogar os jogos (repita “jogar os jogos” mentalmente, até você também perceber o quanto é ridícula essa expressão redundante) de Super Nintendo que sempre sonhei. E foi o que fiz.

Com os meus chocantes 4 kB/s, baixei centenas de ROMs do SNES e pude então realizar esse adormecido sonho. Eu não sei nem por onde começar, quais jogos eu mais joguei, etc. Final Fantasy, Breath of Fire, Secret of Mana, Secret of Evermore, Illusion of Gaia, Terranigma, Top Gear, Samurai Showdown, Double Dragon, Teenage Mutant Ninja Turtles, Street Fighter II,  Ogre Battle, Chrono Trigger, International Superstar Soccer (especialmente seu famoso hack, o Futebol Brasileño ’96, assunto de um post do Marcelo)… são tantos! Não querendo ser saudosista (mais que já sou), mas é um fato: nenhum videogame produzirá tantos clássicos como os antigos, especialmente o SNES (não é da mesma geração, mas também incluo o PSX).

Capa do RPG de SNES Terranigma

Terranigma, um verdadeiro jogaço. Você poderá ver que todos os jogos do Super Nintendo a que darei destaque são RPGs e realmente, nesta época foi o gênero mais marcante para mim. Voltando ao jogo, os fãs de Chrono Trigger que me perdoem, mas eu gosto muito mais de Overworld (da OST do Terranigma, música do mapa-múndi) que da Wind Scene (da OST de Chrono Trigger, música do mapa-múndi em 1000 A.C., creio eu). Não apenas sua trilha sonora é magnífica, como também seu sistema de combate, sua história e como ela se desenrola. Para os que gostam bastante de História, há referências muito interessantes no jogo.

Secret of Mana 2, ou Seiken Densetsu 3. De todos os RPGs clichês, a série Mana é uma das minhas favoritas. Não sei bem o que havia na história, que despertou minha atenção para este jogo, talvez a tentativa de explorarem um pouco da vida e da personalidade de cada personagem jogável, e o motivo pelo qual eles entraram na missão de salvar a Mana Tree. Outra coisa que me fez jogar SoM2 por bastante tempo é que o jogo é multiplayer, e até que dava pra dividir o teclado com meu irmão. Zeramos várias vezes, com personagens diferentes.

De volta ao PlayStation

O canhão de leitura do meu primeiro PlayStation pifou após dois anos de uso, mais ou menos. Nos anos posteriores, passei meu tempo livre principalmente nos emuladores, até que por volta de 2004 pudemos comprar um novo PlayStation, porém não era apenas um para a casa inteira, mas eu teria um só para mim! Sem mais delongas, melhor eu partir logo para dois dos jogos que mais marcaram esta época (dentre os que já citei mais acima).

a

Castlevania: Symphony of the Night. Eu já poderia parar por aqui, e já entenderiam porque este jogo foi tão marcante.  Os diálogos deste jogo, sem sombra de dúvidas, estão entre os melhores de todos. Quem já jogou com certeza se lembra (e TEM que lembrar) da cena retratada na imagem acima, com o diálogo de Drácula e Richter Belmont antes de sua última luta, ainda no início do jogo. E não é só isso que torna este jogo tão excelente: possui uma trilha sonora impecável, e uma jogabilidade magnífica. E gosto bastante do protagonista do jogo, o Alucard.

Legend of Legaia. Eu poderia citar como RPG marcante um Final Fantasy, um Chrono Cross, um Parasite Eve ou um Vagrant Story para encerrar essa parte do post, mas seria tão manjado… Então prefiro falar de um jogo tão bom quanto os clássicos, e menos conhecido. Eu não vejo nada de muito especial na trilha sonora desse jogo (tá, tem excelentes músicas sim), mas o que o torna um grande destaque pra mim é o seu enredo e o seu autêntico sistema de combate. O jogo explora bastante a personalidade dos protagonistas (exceto o personagem principal), como o passado de cada um e a forma como eles se inserem dentro do mundo do jogo. Enfim, é mais uma obra-prima lançada para o console, um must play.

Per…so…na…!

OK, eu critiquei a geração PlayStation 2, mas tenho que admitir… meu jogo preferido (dos consoles/portáteis) é justamente desse console. Aliás, “jogo” não, mas falarei de dois jogos que compõem parte dessa série de spinoffs de Shin Megami Tensei, o Persona 3 e o Persona 4.

Shin Megami Tensei: Persona 3. O que é a alma, afinal? O que é a verdade e o sentido pelo qual existimos? Por trás de toda a vida escolar que existe no jogo, P3 usa bastante essas questões filosóficas, além de elementos de culturas de várias partes do mundo, como conceitos cristãos, taromancia, mitologia greco-romana e também a oriental.

Este jogo está entre os meus preferidos por ser impecável em tudo. Sua história, sistema de combate, a forma como a personalidade de cada personagem (protagonista, coadjuvante, antagonista, todos! – menos os NPCs templates espalhados pela cidade e pelo colégio) é explorada (desde seus sonhos a seus conflitos emocionais e psicológicos), o sistema de dating sim (interagir e assim desenvolver laços com vários personagens do jogo, podendo ficar com algumas garotas também), sua trilha sonora e tantos outros fatores.

Enfim, é uma experiência sensacional do começo ao fim. Garanto que você ficará curioso para descobrir um pouco mais sobre o que são os “personas” e como o âmago de cada pessoa influencia em sua personalidade e em seu jeito de ser. Não sei explicar tão bem assim, então o único jeito de entender isso é jogando.

Shin Megami Tensei: Persona 4. Nesta seqüência, o jogo perde aquele ar “sombrio” e meio psicodélico que existia no anterior, agora apresentando cores mais vivas e uma temática mais leve, voltada para o humor. Leve? Na verdade não. Desta vez, P4 faz uma crítica ao tempo que desperdiçamos diante da televisão e a excessiva importância que damos à imagem que aparece nas telinhas mágicas, o que o torna muito interessante, talvez até mais  que o Persona 3. Eu não revelarei muito mais a respeito de sua história, mas aqui é mais explicado o que são os “personas”, de que forma eles são descobertos e  como cada pessoa acaba perdendo sua personalidade por recusar o que realmente é, e assim vivendo sempre atrás de uma imagem.

Quanto aos aspectos técnicos do jogo, eu não preciso dizer nada. Shoji Meguro faz novamente um excelente trabalho com a trilha sonora do jogo, os gráficos do jogo são ainda mais trabalhados e o sistema de combate apresenta algumas novidades em relação ao anterior, aproximando-se bastante do sistema de combate dos RPGs clássicos. Com certeza é um jogo indispensável e, talvez, o meu preferido.

Gotta Catch ‘em All!

Queria ter achado alguma screenshot de alguma luta contra o rival, mas tudo bem.

Não achei SS de alguma luta contra o rival.😦

Para finalizar o meu post, seria um sacrilégio deixar de lado o maior vício do nosso canal de IRC: Pokémon! Coloquei uma screen do Pokémon Ruby, pois geralmente são as versões do GBA que jogamos.

Creio que foi o bruN0 quem inventou o nosso sistema de seleção de pokémons. Fazemos algo bem interessante: um sorteio de seis pokémons (dentre todos os 386) e montamos uma equipe para usá-la até o final do jogo. Caso algum pokémon seja muito ruim ou a equipe não possa usar todas as HMs, trocamos um deles, ou mais.  Foi bem divertido da última vez que fizemos essa maratona (eu estava sem internet, aliás); consegui terminar o jogo com um grupo complicadinho: Illumise, Octillery, Noctowl, Aipom, Piloswine e Blissey, como você pode ver na imagem abaixo.

League Champion!

League Champion!

Pois é. É inevitável que esses malditos jogos viciantes não façam parte da nossa vidinha nerd. Mas também: para que nos preocuparmos tanto com os problemas do mundo e do nosso cotidiano, se podemos sempre nos divertir ou nos estressarmos enfrentando monstros gigantes, salvando o planeta ou a princesa, tornando-se um mestre pokémon?

Então, você aí que está de cabeça quente com o trânsito que enfrentou hoje, com uma discussão com a(o) namorada(o), com suas notas no colégio que vão mal, com seu dia de cão no trabalho, procure no fundo da sua gaveta de roupas íntimas aquele jogo preferido, insira-o em seu console ou em seu computador (ou simplesmente abra a ROM ou ISO em seu emulador) e divirta-se!… A vida é tão breve.

~ por apoka em domingo, 13 setembro, 2009.

2 Respostas to “O fácil vício em jogos – Parte 2”

  1. Que post, que post! :~
    Me identifiquei com você na parte do Mortal Kombat (menos isso da porrada no videogame D:), Castlevania, Digimon (que não cheguei a zerar😦 ainda o farei) e principalmente Legend of Legaia e, claro, Pokémon.
    Talvez eu faça um post assim qualquer dia desses também.

  2. pokemon global

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