Mirror’s Edge

A personagem principal, Faith.por Amortax

Todos devem ter ouvido falar de tal jogo. Se não ouviram, procurem saber mais sobre esta pequena “obra de arte”. Revolucionou a idéia de jogos na época, ouso dizer. Como? Simples, misturou ação bem rápida em primeira pessoa com elementos de Parkour, de uma maneira nunca antes vista. De fato, outros jogos usaram da mesma técnica, mas em um estilo mais, como dizer… Simples. Não pior, apenas não exploraram todo o potencial deste “esporte”. Vide Assassin’s Creed.

A história, sem dar maiores spoilers, é algo no mínimo interessante: Faith é uma “Runner”, grupo de pessoas que levam pacotes a mando de clientes de um lado para outro, já que a cidade possui várias restrições quanto a certos tipos de documentação. Fugir da polícia é algo comum para os “Runners”, que vivem cheios de adrenalina, sempre correndo a torto e a direito, procurando a melhor rota para escapar dos policiais e entregar o pacote em segurança. Nossa protagonista, porém, se envolve em uma intriga, e ao tentar desvendá-la, descobre sórdidos segredos.

Faith descendo o cacete. rs Sobre a jogabilidade, não tenho muito o que dizer. É algo inovador, sim, mas possui muitas coisas que me desagradam. Uma delas, em especial, é o meu velho inimigo, Quick Time Event. O jogo inteiro, basicamente, é um graaaande QTE. Em algumas partes isto pode até ser bom, mas se torna monótono muito depressa. Principalmente quando se trata do combate, algo que deveria ser o destaque secundário do jogo, mas, em minha opinião, falhou. Não desastrosamente, mas falhou. É frustrante quando você falha em desarmar seu oponente, ou quando resolve fazer algo “legal” e jogar sem usar uma arma sequer. Sim, é possível, embora Faith (nossa estimada protagonista) comece com uma pistola a sua disposição apenas em alguns níveis, na maioria você terá que arrumar sua própria arma. Se quiser, claro, já que a graça do combate é justamente superar seus oponentes bem-equipados com movimentos dignos de uma aprendiz da boa e velha luta mano-a-mano. Armas tornam tudo muito fácil, mas cuidado com o que deseja se quiser jogar totalmente desarmado. Digo isto pois sei o que é jogar no Hard sem usar armas. Recomendo apenas para os masoquistas de plantão. Sério. No mais, o combate chega a ser divertido até, mas só se você souber o que está fazendo. E para você, jogador acostumado com jogos de luta 2D, não, não verás nenhum “panty-shot” da Faith, já que o jogo é em primeira pessoa.

Runner Vision - Objetos O aspecto mais divertido do jogo, devo dizer, não é lutar, mas correr. Sim, meus caros, o objetivo do jogo é correr, fugir, dar no pé, ralar peito etc. E ele executa este aspecto com uma maestria fenomenal, devo admitir. Faith possui uma “habilidade”, por assim dizer, chamada “Runner Vision“, que permite a mesma observar tudo que possa ser usado para o auxílio de sua movimentação, com uma distinta cor vermelha. Uma rampa, um cabo, hastes, canos, caixas, grades, paredes improvisadas e até um guindaste, veja só você. Os mapas parecem grandes, e por uma boa razão: São. Embora extremamente linear, o jogo possui um “flow” bom, e não fica parado por muito tempo. Exceto, claro, em algumas situações que eu considero irônicas (estou olhando para vocês, elevadores). Mas não sempre. Como o jogo não possui load-times (se possui estão muito bem disfarçados), o ritmo permanece o mesmo: Rápido. Ah sim, quanto a correr, espere fugir de muitas coisas. Mirror’s Edge faz questão de que você saiba que seu foco principal é correr. Nunca ficar parado. Excelente movimentação e um combate bom (mas com alguns altos e baixos) tornam a jogabilidade algo original e realmente incrível, digno de um jogo que revolucionou.

Motion Blur demais pode fazer mal.Mas não foi somente isto que me cativou neste jogo não. Quem tiver a chance de jogá-lo poderá perceber um uso extensivo e até mesmo “agudo” de cores. Uma das características marcantes do jogo é o uso de cores vibrantes, que, junto com a Runner Vision transformam o jogo em uma verdadeira “sopa de cores”. Azul, verde, branco, laranja, vermelho, preto, amarelo — várias cores, enfim, fazem parte do repertório gráfico de Mirror’s Edge. Creio que isto facilita em muito até a jogabilidade em si, pois, como você passa a maior parte do jogo correndo, pode acabar se “perdendo”, sem saber se passou de uma certa área ou não. Há uma súbita mudança de cores de área para área, isto eu afirmo, portanto não se preocupe muito quando for jogar, apenas aproveite. E cuidado com o Motion Blur se você jogar numa tela grande e/ou se enjoar com facilidade. Mirror’s Edge utiliza bastante este recurso, que aumenta conforme sua velocidade, portanto cuidado, e lembre-se de descansar de hora em hora, aviso de quem passou 6h seguidas jogando Mirror’s Edge e depois ficou um bom tempo deitado.

OST marota, recomendo.A trilha sonora é algo que também merece destaque. Composta basicamente de “remixes”, é algo que vale a pena ser apreciado individualmente. Não digo que é uma obra-prima, mas certamente se encaixou no jogo, como uma luva. No mais, a mesa serve para acentuar a experiência “Parkour” do jogo, e nos momentos de luta ela é perfeita, com suas batidas ritmadas e impulsivas, variando para uma calmaria absurda em certos momentos.

Cores, sons e uma história no mínimo especial fazem deste jogo merecedor de um 8/10. Infelizmente este jogo , que era para ser um único jogo, foi transformado em uma trilogia, devido ao sempre-presente capitalismo selvagem da EA, que comprou a produtora do jogo (DICE), dividiu o jogo em 3 e fez um hype absurdo. Enfim, críticas a parte, excelente jogo, recomendo mesmo.

Despeço-me novamente, meus caros colegas de internerd, com estimas para um 2010 repleto de jogos e felicidade.

Amortax.

~ por Amortax em sábado, 02 janeiro, 2010.

Uma resposta to “Mirror’s Edge”

  1. Na espera do meu pc pegar essa parada aí….
    Parece um jogo lindo.
    Bom texto amortax
    abraços aos envolvidos

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