Mass Effect

Mass Effect

Mass Effect

por Amortax

Mass Effect. Que jogo, que jogo! Feito por uma de minhas produtoras favoritas, a Bioware (que também produziu Knights of the Old Republic e o novo Dragon Age: Origins), Mass Effect se passa no espaço, e se centra em você, Comandante Shepard. Previamente anunciado como uma trilogia (com o segundo jogo saindo em 29/01/2010 nos EUA), Mass Effect não desaponta, e realmente é um início digno de uma trilogia que tem tudo para ser verdadeiramente épica. Com finais diferentes, escolhas morais (bom, neutro e mau), uma interface de combate em tempo real com capacidade de escolhas pausadas (visto mais adiante) e a capacidade de transferir seu save para os próximos jogos (dando uma idéia de jogo único), Mass Effect sem dúvida é um dos jogos que você, fã de RPGs, precisa jogar. Pois bem, vamos adiante, desvendar os mistérios espaciais deste jogo massa (rs).

Combate em Mass Effect.

Ah, violência gratuita. O que faríamos sem ela?

Comecemos pelo combate. Como de costume, a Bioware (que já usou desta sacada em outros jogos) optou por um estilo de combate em tempo real sim, mas com a capacidade de pausar o mesmo, tendo tempo para escolher com calma seus alvos, como atacá-los, que técnicas e/ou habilidades bióticas (pense nisto como a sua “magia” em RPGs medievais) usar e como se dá o movimento de seu time (composto por você e um máximo de dois outros integrantes) durante a batalha, com uma interface fácil de ser usada, e ligeira até. As armas usadas, embora não possuam munição, podem superaquecer, e você precisa esperar um tempo até que a mesma se “resfrie”. Este é um ponto importante do combate porque, com precisão e calma, você pode literalmente passar o jogo inteiro sem precisar esperar esta “recarga”. Exceto se usar rifles franco-atiradores, claro, pois estes praticamente superaquecem a cada tiro. Como resolver isto? Ah, meu caro leitor, aí que entra algo chamado “modificador”. Existentes tanto para as armas em si quanto para munições, servem para adicionar aquele toque especial que você sempre quis. Quer uma arma que superaqueça menos? Existem modificadores para isto. Balas que congelam? Tem. Balas explosivas? Certo. Tiros mais rápidos? Beleza. Existem modificadores até para sua armadura, podendo transformar você em uma besta do combate a curta distância (capaz somente com armas, coronhadas e afins no caso, nada de kung-fu neste jogo, sorry) ou uma estação médica ambulante, que se recupera a cada segundo. No mais, o combate do jogo é algo marcante, e acostume-se a correr para coberturas contra fogo inimigo e se proteger bastante, pois os tiros machucam. Bastante.

Escolhas, escolhas, o que fazer com elas?

Escolhas escolhas, o que fazer com elas?

Ah, o pináculo de Mass Effect, o diálogo. Com escolhas variando entre escolhas boas, neutras e más (algumas nem tão implícitas como na maioria do jogo), você pode facilmente se tornar um(a) “Paragon” (mocinho(a)) ou um(a) “Renegade” (o(a) anti-mocinho(a)) (sim, o jogo permite um personagem principal de sexo masculino ou feminino). Quem sabe você consegue se manter neutro até o fim do jogo, hein? Difícil, pois existem certos momentos chave que exigem uma escolha sua, e às vezes radical. Tais escolhas encontram-se em todos os diálogos, e afetam o jogo como um todo, como outros personagens reagem com você e suas ações, seus prêmios em certas “quests” e até mesmo o final. Ou devo dizer finais? Os distintos finais de Mass Effect, além de deixarem você com gostinho de “quero mais” para descobrir os outros finais, permite que você transfira seu jogo para a continuação, Mass Effect 2, dando uma idéia de continuidade maior ainda. Ah sim, sobre as escolhas, digo mais: As consequências das mesmas, assim como o jogo como um todo, parecem mesmo um filme interativo. Digo, a atuação dos personagens, bem como as consequências sofridas por um, um grupo ou por todos é algo extremamente real. Você provavelmente vai ficar com a consciência ferida se resolver ser um(a) comandante mau/má, ou se orgulhar por ter salvo alguém com sua incrível lábia. Ah sim, se você souber falar, é capaz até de se dar bem perto do fim do jogo, com uma recompensa… Prazerosa, digamos.

Cabelo branco de stress. rs

Realmente, gráficos belos.

Vista a jogabilidade e o replay, o que nos resta? Gráficos, som e história, claro. Pois bem, a história é algo simples até: Você é convocado para realizar uma missão sigilosa na melhor nave do sistema intergalático, junto com um Spectre, agente do mais alto escalão governamental, com poder autoritário máximo. Leis comuns não são nada para ele. Enfim, acontece caquinha e você tem que reportar isso pro conselho, juntamente com o Embaixador humano e o capitão de sua nave. Daí em diante o jogo começa mesmo, com direito a explorações, tiroteios, resoluções diplomáticas (ou não) e até mesmo pilotar seu próprio veículo pronto para qualquer superfície planetária. E os detalhes, caso você tenha um computador potente (ou um Xbox 360),  são realmente dignos de um excelente jogo de RPG. Atenção especial aos Turians e Krogans, raças alieníginas com detalhes e mais detalhes em suas texturas. A arquitetura e design dos níveis pode vir a se repetir com certa facilidade, mas convenhamos: Para um jogo que te duração média de 40h (além de 20h~30h extras se você resolver jogar com afinco), a Bioware se superou, de fato. Inclusive na trilha sonora, algo impecável, com sons impactantes e tensos até melodias mais calmas, tudo se encaixando com uma maestria fenomenal. Recomendo com força este jogo maravilhoso.

Indo escrever sobre Blood Money,

Amortax.

~ por Amortax em domingo, 03 janeiro, 2010.

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