Hoje no café da manhã eu vou tomar… antibiótico!

Hm… para quebrar essa período de meses sem vida aqui no blog, farei um post que foge um pouco do que normalmente encontramos aqui (música, shows, jogos, críticas e etc). Um post de utilidade pública.

Me perdoem o texto massivo e a falta de imagens.

Esse post pode não tratar dos famosos furúnculos mas fala de um assunto relacionado: O uso indiscriminado de antibióticos (mais especificamente os antibacterianos).

Virou um hábito dos médicos hoje, seja lá qual for o motivo, de receitar antibióticos como se fosse Melhoral Infantil (bom remédio) sem pensar nos efeitos adversos que esse remédio causa no paciente e pior ainda, numa população inteira de bactérias. Vamos pensar:

O próprio organismo animal (humanos estão incluídos) possui microorganismos que ficam lá, dentro e fora do corpo sem fazer nada, ou melhor, ajudando o hospedeiro (microbiota). Mas como? Bactérias que vivem dentro de mim? Que nojinho D:

Essas bactérias que vivem em paz com a gente ficam aderidas ao nosso organismo (mais especificamente em pele/mucosas) impedindo que bactérias potencialmente danosas achem uma “vaga” para estacionar na gente e causar todo o efeito destrutivo que, se o indivíduo tiver sorte, pode matar; um outro exemplo são as bactérias que vivem na vagina (bom local pra se usar de exemplo) e controlam o pH do canal vaginal (deixando ácido) impedindo que outros microorganismos sobrevivam; entre outros. Bactérias malignas existem aos montes e por isso não vou me prender nisso, pra citar um exemplo de bactéria que faz parte da nossa microbiota usarei o famoso Staphylococcus Aureus, sim, os temidos seres microscópicos que causam os furúnculo no BruN0.

Tá, microbiota, furúnculos, vagina… e os antibióticos? E OS ANTIBIÓTICOS?

Antibióticos, como o próprio nome diz, é anti biótico, anti vida. Existem alguns tipos de antibióticos (antibacteriano, antiparasitário, e assim vai) e cada antibiótico vai atacar uma região do agente agressor, como essa parte de ação do antibiótico não é meu foco aqui, pularei pra parte que interessa. Antibacterianos, por mais que sejam especializados em atacar determinadas áreas da bactéria, não vão passear calmamente pelo  seu organismo escolhendo qual bactéria faz mal e qual não faz, eles vão simplesmente atacar tudo que seja parecido com uma bactéria, incluindo a microbiota que defende você dos perigos do mundo. E eu ainda estou ignorando fatores como alergia aos químicos dos remédios, sobrecarga hepática e etc.

E assim termino meu pos… pera, eu falei do efeito do antibiótico no paciente, mas e na “população inteira de bactérias”?

Antibióticos vão matar, matar, matar, matar, mas o que isso tem de ruim? Ninguém gosta dessas bactérias feionas😡

Sabe qual o problema dessa matança desenfreada, causada pelo uso abusado desses fármacos? As bactérias fracas morrem e as fortes ficam. Mas como assim?

Vamos supor que existe três tipos de bactérias, as azuis, as amarelas e as verdes (patriotismo) e que cada tipo deveria ser morta por determinados antibacterianos X, Y, e Z.

O X vai lá e mata as azuis… fracas.

O Y vai lá e mata as amarelas… fracas.

O Z vai lá e… não mata as verdes.

Pera, explica direito…😐

As bactérias azuis e amarelas não possuem resistência (essa pode ser natural, que já aparece com a bactéria ou pode ser adquirida, a bactéria “ganhou” esse “upgrade”) e morrem facilmente para os antibacterianos, já as verdes possuem uma resistência adquirida… PORQUÊ MEU DEUS?

Ao longo de gerações e gerações, as pessoas foram usando antibóticos sem prescrição médica (todo mundo sabe que o médico vai receitar esse remédio), ou seja, em doses erradas e por uma quantidade de tempo insuficiente. Essas pequenas doses não são o suficiente para matar a bactéria, e com o tempo (e com ajuda de fatores como mutação, conjugação, etc) elas passam a se reproduzir mesmo na presença do antibiótico, assim sendo, tornam-se resistentes e passam a ser chamadas de SUPER BACTÉRIAS *música alegre*. E aí inicia uma reação em cadeia, uma super bactéria gera outra, que gera outra e outra e outra e outra e outra… deu pra entender? E elas aindam vão além, contando pras bactérias de outras espécies como vencer o poder maligno do antibiótico (usando o nosso exemplo, as bactérias verdes que ficaram resistentes contam pras azuis como fazer o mesmo).

E sabem onde essa resistência causa mais males? Em hospitais. São em hospitais que encontramos a maior quantidade de super bactérias e o maior número de infectados, agora imagine se as bactérias se tornarem resistentes para todos os antibióticos criados hoje? Fodeu.

Concluindo o que quero dizer:

  • Se você estiver gripado, não tome antibiótico, não vai ajudar em nada.
  • Se sua garganta estiver doendo (inflamada), não tome antibiótico logo de cara, pode atrapalhar uma função natural do seu organismo (inflamação) e mascarar o real problema.
  • Os médicos realmente temem o aumento desenfreado da população de super bactérias.
  • São esses mesmos médicos que vão mandar você tomar antibiótico pra curar uma gripe.

~ por narugami em quinta-feira, 30 setembro, 2010.

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