10 anos do (meu) PlayStation + top 10

 

Louvem. Insuperável.

Por Marcelo.

O dia 16 de dezembro do ano 2000 foi um dia especial para minha pessoa. Sempre fã de videogames, ainda convivia apenas com um Super Nintendo que, àquela época, creio que não funcionava mais. Nada mais natural portanto que eu almejasse algo maior. E esse algo era o lendário PlayStation.

Já havia pesquisado (com minha mãe, claro, eu tinha 10 anos) pelo centro lugares que vendiam o famigerado “videogame de CD”. Até que na data acima meu pai resolveu (principalmente devido ao meu sucesso como melhor aluno da quarta série, que lindo) comprar o dito cujo, para minha alegria eterna.

Logo então estava em casa com meu novo companheiro. A partir daí foram horas e mais horas de diversão em RPGs, luta, ação, corrida, enfim, tudo que essa antiga máquina pode proporcionar, seja com os jogos mais clássicos ou algumas pérolas não tão conhecidas assim.

Interface lendária.

Quando fiz a compra, me foram oferecidos dois conjuntos de jogos pra escolher. Eu apenas bati o olho e vi que em um tinha Street Fighter Zero 3, e então o peguei sem pensar. Eu passei muito tempo apenas vendo revistas e babando nas coisas pra PlayStation, e como sempre gostei de Street Fighter, esse era um dos meus sonhos de consumo. Meu deus, como joguei isso :~ e jogo até hoje aliás, seja online no emulador de Arcade ou no Street Fighter Alpha Anthology do PS2.

Outro jogo marcante foi Legend of Legaia. Não lembro direito como o arranjei, acho que fiz umas trocas. Sei que eu tinha visto numa revista e achei interessante, apesar de não saber direito o que era esse tal de RPG. E mesmo uma criança sem entender muito, resolvi encarar e a partir daí virei fã do estilo. Joguei o jogo de novo mais recentemente e, já menos pivete, percebi que no fundo a história e o jogo em si são bem simplórios, mas não deixa de perder a magia. Nesse mesmo estilo, em 3 de setembro de 2003 (a data tá carimbada no meu CD, pra caso de devolução) resolvi adentrar mais o meio do RPG e adquiri o (tão famoso e que todos falavam) tal de Final Fantasy, mas especificamente o VIII.

Um prêmio especial pra quem identificar todos os jogos aí.

Com FFVIII eu comecei a praticar uma das mais famosas e belas gambiarras do PS1: colocar o console de ponta-cabeça para ele ler melhor os CDs. Vários jogos tinham uma certa dificuldade para rodar as CGs, ou travavam em certos pontos mas, como o console de ponta-cabeça, não havia nada que não rodasse. Ver o videogame ali com a tapa pra baixo já era algo totalmente comum pra mim. Um dia quando eu for engenheiro formado vou fazer uma pesquisa intensiva para descobrir a causa disso, anotem.

Nesses 10 anos o meu PlayStation passou por altos e baixos, teve algumas épocas que eu pouco toquei nele. Não sei se isso é muito comum, mas ele continua funcionando perfeitamente até hoje (as vezes é melhor deixar de ponta cabeça, mas nada demais). Mas nesse ano ele estava indo muito bem, tirei as férias do começo do ano para acabar jogos que eu tinha apenas começado anteriormente (Digimon World, Chrono Cross, Legend of Mana). Mais recentemente acabei Front Mission 3, bom jogo. Eu estava planejando muitos outros jogos, porém recentemente (junho de 2010) eu cheguei a geração seguinte, com a aquisição do PS2, e portanto o PS1 foi levemente deixado de lado (tenho 10 anos de jogos de PS2 para tirar o atraso). Mas um dia eu volto lá… o número de possibilidades a serem exploradas são enormes, o console teve uma biblioteca realmente gigante.

O famoso. Do lado seu sucessor.

Para resumir um pouco mais concisamente esses meus 10 anos e também pro post ter um maior poder de persuação, resolvi fazer um top 10 de jogos do PS1. Obviamente é uma lista totalmente parcial e não ligo para o que os outros pensam.

10 – Dino Crisis 2

Sempre achei Regina um nome estranho pra personagem de jogo, ainda mais a protagonista

O primeiro Dino Crisis era basicamente um Resident Evil adaptado para dinossauros. Tu tinha pouca munição e atirava com pena de tão pouco, se pudesse fugir era melhor, tinha os sustos e tal. Terminei o jogo uma vez só, até que gostei. Então resolvi partir para a continuação e tudo era diferente. Agora tu tinha munição até cansar, tinha dinossauro pra todo canto, tu tinha armas doidíssimas pra arregaçar os dinossauros e ganhava pontos pra comprar armas mais doidas e mais munição. O ritmo do jogo é muito rápido e ação de qualidade. Um jogo muito bom para relaxar, além de ter gráficos bem bacanas. A história não vou saber te contar porque faz muito tempo que joguei isso, mas era uma parada com revelações de parentesco no final, coisa e tal.

9 – Driver 2

Acho que o nome do cara é Tanner.

“Pô, acho que vou fumar um cigarro” “É a polícia, você está preso!!!” Ambientado parcialmente no Rio de Janeiro, Driver 2 é um jogo de ação (eu sempre chamei de corrida, até que um antigo amigo me fez perceber que não tem corrida na parada) que é de certa forma o precursor dos atuais GTAs da vida. O modo história é bem legal (eu digo as missões, a história era meia boca), mas o que eu gostava mesmo era pegar o carro e passear pelas cidades. Apesar das precariedades (quaaalquer coisa a polícia já vinha atrás de ti), vários bugs, não haver muitas formas de interação como os negócios de hoje em dia, me diverti demais com esse jogo. Lendo sobre GTAs e só conhecendo Driver, meu sonho era partir pro GTA e ter diversão ilimitada, mas confesso que por algum motivo ainda não consegui isso (ao contrário, até me estresso levemente), pelo menos não da forma que eu brincava no Driver 2.

8 – Threads of Fate

Rue e Mint. :~

Esse jogo provavelmente é desconhecido da maioria. É um adventure da Square levemente nos moldes de Brave Fencer Musashi, por exemplo (que ninguém quase deve conhecer também, enfim), com elementos de RPG. Tu escolhe entre os personagens acima, Rue e Mint, cada um com suas características (Rue é o jovem herói determinado, Mint é a princesa patricinha nervosa), jogabilidade diferente, áreas a histórias exclusivos, enfim. É um jogo extremamente agradável de jogar, os gráficos são bonitos e a trilha sonora é bem bacana. Não sei mesmo como ele acabou passando totalmente desconhecido, pois é muito divertido.

7 – Castlevania: Symphony of The Night

Tu mexia o direcional e o Now Loading ficava balançando, emocionante.

Esse é mais do que clássico. Todo jogador que se preze precisa ter jogado SOTN. Jogabilidade 2D perfeita, milhões de armas e inimigos diferentes, elementos de RPG pro seu personagem evoluir, dois castelos e mais de 200% de jogo para explorar. Que eu nunca alcancei, aliás😦 Recomendo esse review.

6 – Legend of Legaia

Bom sistema de batalha.

Já falado acima, Legend of Legaia não poderia ficar de fora. Apesar de o andamento da história ser deveras simples (você precisa disso para fazer isso, então vá para lá), o jogo é cativante. O sistema de batalha é bem interessante e (até onde sei) inovador.

5 – Final Fantasy VIII

Esse ou o Legend of Legaia devem ser os RPGs que mais joguei na vida. Desde a bonita abertura (I’ll be waiting… for you… so… if you come here, you’ll find me. I promise) até o final bonitão, uma aventura muito divertida e até emocionante. Com algumas coisas diferentes, como por exemplo você não ganha dinheiro em batalhas e todo nível precisa de 1000 de experiência pra subir. A história é bacana (oooh o amor), o sistema de batalha idem, explorar o mundo também. Um ponto negativo é que todos os personagens, em termos de batalha, são praticamente iguais, só mudando o Limit Break. Mas nada que tire o brilho. FFVIII é um jogo como poucos. Sem falar de Eyes On Me

4 – Gran Turismo 2

THE REAL DRIVING SIMULATOR. Os istas choram.

Corri muito nessa parada aí. Tive até que comprar um memory card para tal, pois por algum motivo o meu não o salvava, e ocupava 4 blocos essa parada! O primeiro ocupava cinco. Enfim, foram muitas horas nas pistas, e quando tu tem o lendário Suzuki Escudo, nada para sua diversão.

3 – Final Fantasy IX

Bahamut x Alexander, uma das CGs mais épicas ever.

O melhor Final Fantasy para PS não é o VIII, e muuuito menos o VII, é óbvio causei. FFIX lançado já no final da vida do console, possui gráficos excelentes, história bonitenha e muita diversão. Ele retorna a um estilo mais simples, os personagens são mais caricaturizados do que os incrivelmente levados a sério dos dois anteriores. O sistema de habilidades é simples de entender e aplicar nas batalhas, que aliás, contam com uma das melhores músicas de batalha dos RPGs. Além, claro, de uma das melhores sequências de CGs de todos os tempos, a batalha entre Bahamut e Alexander.

2 – Metal Gear Solid

Só conseguia resistir à tortura no easy ;(

This is Snake. Colonel, can you hear me? Loud and clear. What’s the situation, Snake? Snake? Snake?! SNAAAAAAAAAAAKEEEEEEE

1 – Parasite Eve II


Ok, tinha que ser esse. Parasite Eve II é sensacional. Não canso de jogar isso, perdi a conta de quantas vezes o terminei. O jogo se passa quase três anos depois do anterior, dessa vez Aya Brea está em Los Angeles, onde faz parte de um esquadrão que caça NMCs (neo-mitochondrial creatures). Aparecem uns bichos num prédio na cidade, e depois uns no deserto de Mojave, e por aí vai. A história é interessante até, mas o gameplay que é fantástico. Não canso de jogar. O jogo é diferente do primeiro, pegando levemente alguns elementos de Resident Evil. O sistema de combate é deveras divertido, sejam com armas ou parasite energy. E, claro, tem Aya Brea.

Aproveitando o espaço, gostaria de discorrer sobre algumas palhaçadas, mais especificamente sobre dois jogos.

Fear Effect


Cel-shading no PlayStation 1?! Uau, preciso ver!! É, aproveite pra ver, porque passa rápido. O jogo é até legalzinho, mas perceba que cada CD dura uma meia hora. Ou seja: meta esses gráficos ae (e umas baixarias, tipo a mulher de toalha), depois pensamos na jogabilidade. Mas pra mim a maior cretinice (?) é que NO FINAL DO JOGO, TU NO CD 4 ELE MANDA TU COLOCAR O CD 2 (??!!?). Tipo, “porra não cabe mais nada, vamos colocar um quinto CD pra esses 5 min finais?” “Nem, cabe ali no CD 2” “Ah então já era”.

Tem o 2 também, mas nem me dei o trabalho.

The Legend of Dragoon

Tá aqui um jogo que tinha um grande potencial, porém tem uns erros muito amadores que o comprometem. Anunciado como um projeto grandioso e com centenas de desenvolvedores durante três anos e blablablá, esse RPG da Sony acaba tendo alguns defeitos que são difíceis de engolir. Começando pelos pontos positivos: os gráficos e CGs são excelentes mesmo, no nível de FFIX e Chrono Cross; a história que eu lembre era bacana; o sistema de batalha era legal; a trilha sonora também é bem interessante. Ok, até aí tudo bem. Porém um projeto grandioso de 4 CDs não entendo como fazer o absurdo de quando tu quiser voltar pra uma cidade anterior tu tem que colocar o CD que tava na hora que foi naquela parte, wtf?! E cada CD tem um bom espaço livre… Sem contar que quando tu chegava no último chefe, tu salvava lá e não podia voltar pro mapa-múndi (que é escroto também)… que porra de RPG não te deixa explorar as coisas quando tá no final? Tá, deve ter alguns (FFVIII parcialmente), mas é uma parada escrota eu diria. Sem contar que os gráficos dos personagens eram diferentes na batalha e nos cenários, outro amadorismo que a Square já tinha superado há alguns anos.

Menções honrosas:
Chrono Cross (e o Trigger, que joguei a versão do PS), Digimon World (sonho de infância eu jogando isso, mas só cheguei a terminar no começo deste ano), os Mega Man X e Legends, Silent Hill, Valkyrie Profile, X-Men: Mutant Academy 2, Front Mission 3, Tomba! 2 – The Evil Swine Return (não consigo gostar do 1, ao contrário de todo mundo parece), Wild Arms, Street Fighter Alpha 3, Legend of Mana, Chocobo Racing, Brave Fencer Musashi, Dragon Ball GT: Final Bout (meio ruim, mas marcou a infância), Resident Evil 2 e 3, Spider-Man e Spider-Man 2: Enter Electro, Syphon Filter 1, 2 e 3, Pepsiman.

Enfim, fica minha pequena homenagem a esse grande videogame. Hoje com a emulação é fácil quem não teve a oportunidade desfrutar dos inúmeros clássicos dessa plataforma, o que recomendo fortemente. Mas eu, jamais, dispenso colocar o CD no meu pequeno bloco cinza e jogar à maneira antiga.

~ por Marcelo em domingo, 19 dezembro, 2010.

Uma resposta to “10 anos do (meu) PlayStation + top 10”

  1. cara tu não tem noção procurei por muito tempo o nome desse jogo “Threads of Fate” até que fim encontrei

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