Creepypasta: Quase um Shin Megami Tensei, só que muito pior.

•terça-feira, 02 novembro, 2010 • 1 Comentário

Esses dias eu tava perambulando sem rumo pela net, pra variar num tédio infernal, procurando o que fazer. E vez ou outra, me deparo com uns sites um tanto… estranhos. Mano, você encontra cada coisa bizarra que dá medo. Vou mostrar aqui os mais famosos:

The Slender Man Mythos

Chamado carinhosamente de Slendy

Pra começar, esse me deu um pouco de medo mesmo. O Slenderman é uma coisa (não sei o que raios é, mas humano não é) que aparece no fundo de fotos e vídeos, normalmente sem ser percebido. Ele é visto com um homem alto, muito magro, e com braços longos e estranhos que mais parecem tentáculos. O que ele quer é um mistério tão grande como de onde ele vem. Quem o vê costuma terminar desaparecendo – ou pior, tendo o corpo mutilado e pregado em uma árvore, com os órgãos todos removidos. A presença dele normalmente é acompanhada de paranóia e às vezes de doenças estranhas, e os que vêem ele começam a escrever mensagens estranhas e desenhar rabiscos de uma figura alta. Dizem que quanto mais você investiga sobre ele, quanto mais fundo você chega, maiores são as chances de ele te encontrar.

Possível representação do Slenderman

Eu achei três “séries” que falam sobre o Slendermen: Marble Hornets, Just Another Fool, e Tribe Twelve. Confesso que fiquei com medo de alguns, pra quem gosta é uma boa.

 

Zalgo

I̜̩̼̅̔̈̅̽̓ͭ̓̚ͅ ̫͚̻̆̄͝ͅH̨̜̹̩̠ͥ͆̐̒̏́ͅE̛̻͔̰̙ͯ̇̈́ͯ̉͊̏ͩR̫̹͕̹̜͉̙̭͑̒ͭ̈́̀́̀͜D̷̰̳̿͆̕ ̶͙̻̼̓̓̚̚Ỵ̖͕ͤ̋͛͝Ǫ̖̺̬̞͎͓̫͈̲̔U̵͍̥ͧ͌͜ ̠̜̮̼͓̻̹̤ͬ̔̊̏ͮ̀L̽̂ͣͤ̔ͣ̏̓̃͏͚̳̤̖̙̻̩͙I̜̳͖̦̬̯͉ͫͪ͠E̞̮͓͙̝̼͔͒̔ͬ́̈͝K̶̭͈̼̘͎̤̦͎̜̽̄̍̉̅͋ ̜̠͙ͩͧ̉̌͐̏M̎̆ͩ̊̾͏̗͉̞̺̮̮̬ͅU̷͖̹̟̥̬͉̮̫̰͛̅͗ͯ̏D͙͓̳̺̅͐͊̐͝Ḵ̵͈̥̤̌̋̿̓͛ͣI̬̞̍̔̔͋̓͑͛̚͜P̨̛̜̺̖̤͍̔͐͜Z̖̜̬ͩ̏̏͘

 

Esse não é de dar tanto medo, mas é meio inquietante. Zalgo seria mais um fenômeno, mas é normalmente descrito uma criatura dos tipos de Cthulhu, Shoggoth e afins, que estaria preso atrás de uma barreira, e a barreira estaria ficando cada vez mais fraca e Zalgo cada vez mais forte. As aparições de Zalgo na internet são sempre acompanhadas do que é normalmente chamado de zalgotext, que é um texto cheio de coisinhas que deixam a parecer que o texto tá em decomposição ou coisa do tipo. O texto original pode ser lido aqui no artigo sobre Zalgo no TVTropes e o que dizem ser a única aparição documentada do efeito Zalgo no Youtube.

Z̩̻͎͓̯̲̓ͥͫͪ̎ą̹͔̖̖̱͍̥̞́̂̀̈ͭ͂̈̂͛l̨̮ͪ̒͌ͦ̊ͧ̊͛͘͜g̪͔̩̑͆̆̏͛͌ͩ̋ớ̢̳̮̫̬̣͈͔ͨ̽ͧ̔̋.͍̦͇͔̲͓͔̜ͯ͂̆̋́̕ ̡̯͈̺̣̮̙̒͒̀̆ ̴̫̎̂ͪ͛͑̌̉ͯ͢Ḧ̫̤́ͨ̄͜͢͠e̲̯͍͇̫̋ ̮̱̗͍̤͚̬̞̟̾͘͢ẅ̢͙̭̥̜̿̍̀̏͌h̸̦̰ͥͧ̾̃͘o̊̅ͩ̔̾̅͛҉̯̳͢ ͣ̉͋̐͆̈ͪ҉̧̦͎̹͓͚͉̻͘W̛̬̣̅ͧ̒ͣ̌̅͒ͭ͝aͩ͌̿̓̈͆̋҉̤͇͔̘̙̮̖̝͕̕ị̛̱̑͗͌̋ͣ̀͢ţ̞͙̔̉ͮ̚͝s̵̜͓̄͑̍̆ͣ̈́͌ͧ̈́ ̶͕͖ͧͫ͂̔B̵͔̩ͤ̔̀̄͆̒̽̕e̢̟̲̯̹͙ͩ͒́̊͝h̄͑ͦ̆̒͏̭̜̗̟̕i̢͎̙͔͚̻̜̠͋̓̍ͧ͗͑ͪ͛͜n̴̨̓̑҉͔d̰̮͈̺͑̓͗́͜ ̨͇̤ͤͨ̓͋̕T̑ͭͥ̋̐̾҉̴̛̭h̬̱̰͉ͤ̊̉ẽ͔̤̱͇̱̮͗͂͠ͅ ̖͍̦̯̦̹͕ͬ̒̏͢͞W͓̘̩͙ͥ̑́͂͐a̸͊ͦ̅ͯ́҉͍͓̩͔͎l̗͚̰̬̘̫͎ͥͤ̓ͅl

 

 

The Holders

Link

Esse eu conhecia de muito tempo já, com uma história que meu velho amigo Ragg tinha me contado, mas só recentemente descobri o resto. Os Holders (ou Detentores, se preferirem) seriam guardiões de 538 itens, sendo que existiam 2538 no total. Os que os detentores normalmente chamam de Seekers (“aqueles que buscam”) são pessoas que se arriscam a juntar os 538 objetos restantes, já que os outros 2000 já foram reunidos por alguém conhecido como Legion. O começo de cada visita sempre começa com uma ida ao hospital psiquiátrico ou asilo da cidade, fazendo uma sequência exata de ações pra começar a busca ao detentor do objeto que você procura. Muitas vezes você se depara com umas porras muito bizarras, e várias vezes você pode simplesmente ter ido na hora errada e tudo o que vai poder fazer é rezar pra morrer rapidamente. Na história também aparecem serial killers, criaturas de outros mundos e o diabo a quatro. Esse é bem interessante de ler, as histórias são na maioria curtinhas, eu cheguei até o 200 e pouco numa tarde.

 

SCP Foundation

Link

Definitivamente, o mais interessante. Esse site é uma colaboração de várias pessoas que querem criar uma “enciclopédia” de todo tipo de artefato estranho, que são protegidos pela fundação SCP (Secure, Contain, Protect, que quer dizer Assegurar, Conter, Proteger). Tudo começou num tópico do 4chan que falava de uma estátua que só se movia quando saía da linha direta de visão de alguém, e matava quem estivesse perto (SCP-173 no site). Daí, o site cresceu a ponto de existirem quase mil SCPs (o nome genérico dado aos artefatos), que vão de navios cargueiros que bagunçam o tempo-espaço e fazem pessoas sumirem, de salas feitas de carne e osso, até os vários candidatos a SCP-001, que vão de uma pilha de papéis que fazem novos SCPs surgirem até um anjo guardião dos portões do Éden. Esse eu recomendo a leitura, tem muitos artefatos lokos, mas nada que dê muito medo.

Isso mostra que muita coisa bizarra nasce na internet (não que seja muita novidade, mas essas superam) e podem dar medo mesmo. Essas coisas todas são categorizadas como creepypasta, se alguém tiver interesse de conhecer o resto é só pesquisar no Google. xau

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Hoje no café da manhã eu vou tomar… antibiótico!

•quinta-feira, 30 setembro, 2010 • Deixe um comentário

Hm… para quebrar essa período de meses sem vida aqui no blog, farei um post que foge um pouco do que normalmente encontramos aqui (música, shows, jogos, críticas e etc). Um post de utilidade pública.

Me perdoem o texto massivo e a falta de imagens.

Esse post pode não tratar dos famosos furúnculos mas fala de um assunto relacionado: O uso indiscriminado de antibióticos (mais especificamente os antibacterianos).

Virou um hábito dos médicos hoje, seja lá qual for o motivo, de receitar antibióticos como se fosse Melhoral Infantil (bom remédio) sem pensar nos efeitos adversos que esse remédio causa no paciente e pior ainda, numa população inteira de bactérias. Vamos pensar:

O próprio organismo animal (humanos estão incluídos) possui microorganismos que ficam lá, dentro e fora do corpo sem fazer nada, ou melhor, ajudando o hospedeiro (microbiota). Mas como? Bactérias que vivem dentro de mim? Que nojinho D:

Essas bactérias que vivem em paz com a gente ficam aderidas ao nosso organismo (mais especificamente em pele/mucosas) impedindo que bactérias potencialmente danosas achem uma “vaga” para estacionar na gente e causar todo o efeito destrutivo que, se o indivíduo tiver sorte, pode matar; um outro exemplo são as bactérias que vivem na vagina (bom local pra se usar de exemplo) e controlam o pH do canal vaginal (deixando ácido) impedindo que outros microorganismos sobrevivam; entre outros. Bactérias malignas existem aos montes e por isso não vou me prender nisso, pra citar um exemplo de bactéria que faz parte da nossa microbiota usarei o famoso Staphylococcus Aureus, sim, os temidos seres microscópicos que causam os furúnculo no BruN0.

Tá, microbiota, furúnculos, vagina… e os antibióticos? E OS ANTIBIÓTICOS?

Antibióticos, como o próprio nome diz, é anti biótico, anti vida. Existem alguns tipos de antibióticos (antibacteriano, antiparasitário, e assim vai) e cada antibiótico vai atacar uma região do agente agressor, como essa parte de ação do antibiótico não é meu foco aqui, pularei pra parte que interessa. Antibacterianos, por mais que sejam especializados em atacar determinadas áreas da bactéria, não vão passear calmamente pelo  seu organismo escolhendo qual bactéria faz mal e qual não faz, eles vão simplesmente atacar tudo que seja parecido com uma bactéria, incluindo a microbiota que defende você dos perigos do mundo. E eu ainda estou ignorando fatores como alergia aos químicos dos remédios, sobrecarga hepática e etc.

E assim termino meu pos… pera, eu falei do efeito do antibiótico no paciente, mas e na “população inteira de bactérias”?

Antibióticos vão matar, matar, matar, matar, mas o que isso tem de ruim? Ninguém gosta dessas bactérias feionas 😡

Sabe qual o problema dessa matança desenfreada, causada pelo uso abusado desses fármacos? As bactérias fracas morrem e as fortes ficam. Mas como assim?

Vamos supor que existe três tipos de bactérias, as azuis, as amarelas e as verdes (patriotismo) e que cada tipo deveria ser morta por determinados antibacterianos X, Y, e Z.

O X vai lá e mata as azuis… fracas.

O Y vai lá e mata as amarelas… fracas.

O Z vai lá e… não mata as verdes.

Pera, explica direito… 😐

As bactérias azuis e amarelas não possuem resistência (essa pode ser natural, que já aparece com a bactéria ou pode ser adquirida, a bactéria “ganhou” esse “upgrade”) e morrem facilmente para os antibacterianos, já as verdes possuem uma resistência adquirida… PORQUÊ MEU DEUS?

Ao longo de gerações e gerações, as pessoas foram usando antibóticos sem prescrição médica (todo mundo sabe que o médico vai receitar esse remédio), ou seja, em doses erradas e por uma quantidade de tempo insuficiente. Essas pequenas doses não são o suficiente para matar a bactéria, e com o tempo (e com ajuda de fatores como mutação, conjugação, etc) elas passam a se reproduzir mesmo na presença do antibiótico, assim sendo, tornam-se resistentes e passam a ser chamadas de SUPER BACTÉRIAS *música alegre*. E aí inicia uma reação em cadeia, uma super bactéria gera outra, que gera outra e outra e outra e outra e outra… deu pra entender? E elas aindam vão além, contando pras bactérias de outras espécies como vencer o poder maligno do antibiótico (usando o nosso exemplo, as bactérias verdes que ficaram resistentes contam pras azuis como fazer o mesmo).

E sabem onde essa resistência causa mais males? Em hospitais. São em hospitais que encontramos a maior quantidade de super bactérias e o maior número de infectados, agora imagine se as bactérias se tornarem resistentes para todos os antibióticos criados hoje? Fodeu.

Concluindo o que quero dizer:

  • Se você estiver gripado, não tome antibiótico, não vai ajudar em nada.
  • Se sua garganta estiver doendo (inflamada), não tome antibiótico logo de cara, pode atrapalhar uma função natural do seu organismo (inflamação) e mascarar o real problema.
  • Os médicos realmente temem o aumento desenfreado da população de super bactérias.
  • São esses mesmos médicos que vão mandar você tomar antibiótico pra curar uma gripe.

Aerosilva em São Paulo 2010

•quinta-feira, 03 junho, 2010 • 2 Comentários
Joe Perry e seu visual alternativo

Joe Perry e seu visual alternativo

Por Marcelo

(fotos roubadas de sites diversos)

Abril de 2007. Eu, um pequeno jovem intusiasta do hard rock, saí de Curitiba para São Paulo e adentrei o estádio do Morumbi para aquele que seria meu primeiro show. E começaria em grande estilo: nada menos que o Aerosmith, a banda setentista que não darei o trabalho de aqui apresentar. E de “bônus”, abertura simplesmente com o Velvet Revolver, uma das melhores bandas da década passada, que estava prestes a lançar seu segundo álbum Libertad e tocou algumas de suas novas músicas.

Show lindo, com músicas que eu adoraria ouvir e que não haviam tocado nas últimas turnês (Falling In Love (Is Hard on The Knees), Janie’s Got A Gun). Ficou a confirmação que o Aerosmith era uma das melhores bandas do rock and roll e tive a felicidade de vê-los enquanto existem.

Passam-se três anos, a banda continuou com suas promessas intermináveis de um novo álbum, Steven Tyler cai do palco, conflitos internos até dizer chega, boatos de substituição de Tyler. Eu já achava que era questão de tempo para o Aerosmith pendurar as chuteiras, levando em conta tantos esses fatores citados como a idade levemente avançada de seus integrantes. Aquele show passou a ter um valor ainda mais especial, pois seja lá no que terminasse essa história, pelo menos eu tive a oportunidade de presenciar o espetáculo desses caras.

Eis que para minha surpresa, chego em casa certo dia e me deparo com a notícia “Aerosmith marca show em São Paulo”. Levei alguns momentos para processar. “Como assim?” “Eles ainda tão aí?” “Não tavam cheios de mimimi?” “Marcaram show, e logo aqui no Brasil?” foram alguns dos pensamentos. Mas a notícia era clara e confirmada: o Aerosmith marcou uma turnê pela América do Sul e Central, incluindo um show no Palestra Itália, em São Paulo, no dia 29 de maio. Posteriormente foi adicionada uma data em Porto Alegre, dois dias antes.

Vamo lá então.

Na tarde de sábado, lá estou eu, nessa vez no Palestra Itália. Ao entrar no estádio está soando das caixas de som New Moon Rising do Wolfmother, e imagino que até o som de aquecimento é bacana. Mas essa foi praticamente a única coisa decente que lá tocou, pois depois disso até 50 Cent teve. Naturalmente, ofensas ao DJ partiam de todas as partes do estádio.

Às oito horas entra em palco a banda de abertura, o Cachorro Grande. Nunca tinha ouvido, e fiquei até em dúvida se era essa a banda ou a outra que anunciaram que iria abrir os shows, cujo nome já esqueci. Naturalmente, no quesito abertura, já estamos bem atrás do show de 2007. O Cachorro Grande me pareceu até que bacana, mas eu não estava com vontade alguma de ouvi-los e não via a hora de terminarem pra atração principal chegar. E parece que até o vocalista do Cachorro achava isso, pois não poupou falar do Aerosmith. Nunca vi tanta babação em um show de abertura.

Cachorro Grande

Cachorro Grande

Enfim, eles saem do palco e a partir daí é só ansiedade maior a cada momento. Até que, passado pouco das 21h40, apagam-se as luzes do estádio e uma bandeira enorme fica à frente do palco. Chegou a hora.

Checando os setlists dos primeiros shows da turnê (mas apenas de leve, pra não ir sabendo tudo), vi que a banda a cada dia abria os shows com uma música diferente. E uma dessas músicas era Eat The Rich, uma das que eu mais queria como abertura e que senti falta no show anterior. Portanto, minha torcida era para que assim começasse aqui o show.

Eis que em meio a euforia da iminência do show começar, surgem batidas bem características dos amplificadores. Lá estava. Eat The Rich.

Terminada a música e sem tempo para descanso, começa uma levada lenta e que vai crescendo lentamente. Outra das músicas que não ouvi no show anterior e eu precisava ouvir: Back In The Saddle. Sim, nesse ponto já deu pra perceber que o Aerosmith estava no comando. De novo.

Segue a música que abriu o show de 2007: a indispensável Love In An Elevator. Gritar “… oh! … oh yeah!” é característico dos shows do Aerosmith e é uma das experiências mais felizes que se pode ter.

Depois temos duas músicas do Nine Lives: Falling In Love (Is Hard on The Knees) (possivelmente a música que mais ouvi na vida) e Pink, que deixou o estádio mais meigo com sua melodia bacana e a iluminação rosa.

Antes que alguém pudesse respirar, Steven anuncia o tecladista Russ Irwin que inicia Dream On, outra daquelas indispensáveis. Cada trecho da música arrepia. Demais. Assim como Livin’ On The Edge, e com o gesto eterno de Steven na hora do “again and again…”

A cada música executada os tais problemas que tanto se noticiavam sobre a banda parecem ter sido apenas uma ilusão. Em cima do palco os cinco vovôs continuam em harmonia e tocando como nunca.

Vem a meiga Jaded e então uma surpresa total: de Draw The Line, 1977, como anunciou Steven, resgatam Kings and Queens. Essa é daquelas coisas que você não imagina que vão acontecer. Em seguida uma sequência sem dó do público: Crazy e Cryin’, uma atrás da outra, é para encerrar essa parte mais lenta do show. E bem fechado.

Joey Kramer faz um solo de bateria, que conta até com a participação de Steven Tyler, e a banda toca outra antiguidade, Lord of the Thighs, onde Joe Perry e Brad Whitford tiram um tempo para si e mostram suas habilidades. Em seguida, o famoso Mr. Joe Fuckin’ Perry (que, diga-se de passagem, está com um visual meio lamentável) faz um rápido duelo contra sua contraparte no Guitar Hero e vence, mostrando que o real é o que há, e então canta a blueseira Stop Messin’ Around, sempre contando com a participação de Steven Tyler na gaita.

Esse desgraçado não largou essa gaita ainda?

Esse desgraçado não largou essa gaita ainda?

Quando se achava que não haveria mais baladas, Russ Irwin começou a tocar aleatoriamente. Pensei: “é, não adianta, tocarão a música do filme”. Steven volta e começa a cantar, mas o que se vê é What It Takes, em um dos momentos mais bonitos do show. Após cantar alguns versos de a capella, o público toma a voz para si e canta boa parte, para então a banda continuar magistralmente.

Tom Hamilton toma a vez no palco para introduzir Sweet Emotion, outro clássico. Além do baixo, eu acho os riffs dessa música simplesmente demais. E para completar, Perry ainda toca no famoso theremin, um instrumento curioso para engenheiros como eu.

Vem então Baby, Please Don’t Go (cover do AC/DC!! disse o cara do meu lado). Eu particularmente acho que só uma música do Honkin’ On Bobo estaria bom, mas tudo bem. Não é possível reclamar de algo específico quando se olha pra um show desses inteiro. Para fechar o set principal, Draw The Line e seu riff eterno.

A medida que iam as últimas músicas, a moça do meu lado se lamentava cada vez mais com o pai. “Aff, não vão tocar, já tou vendo”, foi o que ela disse mal humorada enquanto eu curtia a banda arregaçando com Draw The Line.

Depois da breve parada para o bis, a banda volta com a eterna Walk This Way. A moça deu uma animadinha quando tocaram o riff, mas logo cansou de novo. Terminada Walk This Way, enquanto eu já esperava Train Kept A Rollin’ para encerrar, eles tocam Toys In The Attic!!!! Encerramento mais perfeito impossível.

Enquanto eu tava lá, TOYS, TOYS, IN THE ATTIC TOYS, a guria, já desacreditava da vida, desabafava para o pai: “aff, tá sentindo a decepção?”
Coitadinha, ficou sem a música do meteoro…

"Steven, por que vocês não tocaram a música do filme?"

"Steven, por que vocês não tocaram a música do filme?"

E assim, em duas horas que parecem ter durado 30 minutos, infelizmente o Aerosmith se foi. O que sobrou foi a vontade de “quero de novo” e a certeza que a banda não está morta, longe disso. Um show simplesmente sensacional, com tudo que se espera de uma banda com quase 40 anos nas costas, onde a idade não parece ter efeito.

Agora é aguardar o que eles farão, esperando que aproveitem todo o tempo possível ainda pela frente. ^A^!

Steven & Joe em SP

AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! – A Reckless Disregard for Gravity

•sábado, 06 março, 2010 • Deixe um comentário

Antes que venham a assumir, sim, colei o título do jogo. Tantos “A”‘s existem por uma razão óbvia: O jogo arranca eles de sua boca. Sério. Adrenalina pura é a base deste jogo, baseado em BASE Jumping. O jogo em si é realmente simples, não jogava-o há tempos, mas é desta simplicidade que surge uma emoção descontrolada. Pois bem, vamos pular de cabeça em mais uma aventura!

B for Building

Hahaha, não, esse não é o jogo. Sobre os gráficos, bem, simplórios até. Mas acreditem, eles são o de menos. Quando as cores psicodélicas estiverem te enlouquecendo, não se preocupe. Você não vai ter tempo de ficar “tonto”, não ainda. Com tanta coisa para ser feita no jogo para obter-se a pontuação máxima, você vai literalmente enlouquecer de tanta adrenalina.

A for Antenna

A jogabilidade, porém, é o grande marco deste jogo sensacional. Você não começa com tudo que o vídeo mostra (felizmente), e tem que lutar por isso. Cada pontuação te deixa mais perto de conseguir estrelas no nível, até um máximo de 5. A cada estrela ganha-se uma quantidade X de Teeth (o dinheiro no jogo), que serve para destravar outros níveis e vídeos. Sim, vídeos com propósitos específicos, como relaxar você, não relaxar você e outros absurdos.

S is for Span

No geral, o jogo é bem engraçado, principalmente quanto ao nome dos níveis. Existem alguns itens/comandos para se destravar, entre eles a luva (Flip-It Glove) para interagir com espectadores (mostrando polegares para cima ou um dedo ofensivo), o grafite para pichar prédios especiais (marcados com o símbolo de uma lata de grafiti no topo e “paredes” verdes). Como comando, pode-se liberar a cafeína. Sim, um expresso triplo no meio de sua queda, que “desacelera” o tempo para aquelas manobras difíceis.

E is for Earth

A trilha sonora é outra parte marcante do jogo. Ela deixa você no clima para os saltos, e embora algumas músicas possam se repetir, são raros os momentos em que você não se anima junto com a música. São raros também os momentos em que uma exclamação de fúria ou alegria não ocorre por parte do jogador. O BASE Jumping em si é bem difundido pelo jogo também por meio de certas informações espalhadas nele. Realmente, um esporte muito interessante radical, com um “simulador” genial. Não deixe de conferir, AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! – A Reckless Disregard for Gravity é um jogo realmente incrível!

Indo nessa,

AAAAAAAAAAAmortax.

Dragon Age: Origins

•domingo, 21 fevereiro, 2010 • 1 Comentário

Dragon Age

Ah, Dragon Age: Origins. Definitivamente mereceu os prêmios que conquistou (dentre eles RPG do Ano, Jogo do Ano para PC e Melhor História) e neste post venho a explicar como uma aventura aparentemente comum torna-se a viagem mais épica já retratada em termos de um CRPG medieval. Claro, temos Mount and Blade, mas em termos de RPG? Dragon Age: Origins é a opção mais correta se você estiver procurando horas e horas de pura emoção, tensão, batalhas, traições e romances.

Archdemon

Você será conhecido, durate sua aventura, como The Warden, porém o verdadeiro início de sua aventura pode se dar em localidades diversas, uma vez que existem seis inícios diferentes, de modo que você não tem como concluir “100%” do jogo logo de cara. Os finais, bem como romances e determinadas decisões, são bem diferentes entre si também. Durante sua árdua jornada você auxilia na escolha de reis, decide o destino de raças e até mesmo se “mete” entre guerras de “facções” que duram séculos. Tudo isso enquanto luta contra a terrível ameaça do Archdemon, que guiou as criaturas chamadas de Darkspawn para a superfície. Veja, originalmente eles permanecem por séculos cavando e procurando por um guia, um líder no subterrâneo, perto das cidades anãs (os mesmos lutam contra Darkspawns numa base praticamente diária). Você enfrenta o que é a 4ª invasão, ou Blight, e tem por dever impedir a mesma antes que ela comece. Parece um desafio complicado, não? Acredite. É mais que isso.

Você está em Ferelden, canto inferior direito.

A área do jogo se restringe a Ferelden, embora até isso seja muita coisa. Como pode-se notar, o mapa do local onde o jogo (como um todo) se passa é enorme, e como Dragon Age está apenas em seu tenro começo (assim todos nós acreditamos), podemos esperar muito chão para se andar. Se bem que, em Dragon Age: Origins o que não falta é chão. Caminhando de cidades grandiosas a florestas élficas, passando pelo majestoso reino subterrâneo dos anões e subindo por torres e fortes tomados por demônios, certamente você irá querer parar para descansar de vez em quando. Sim, é uma jornada cansativa. Agora, onde descansar de modo correto? Você poderia tentar uma taverna, mas raramente há como descansar de fato em uma. Para dormir e recuperar suas energias, existe o acampamento (localizado no canto superior direito do World Map quando você abrir o mesmo para viajar), lugar aparentemente imune aos ataques de Darkspawn. É também um excelente lugar para convesar com seus companheiros de time, criar laços etc. Isso é extremamente importante, uma vez que quanto mais eles gostarem de você, mais bônus eles ganham. Tenha em mente que suas decisões nem sempre agradam a todos, portanto pondere com cuidado.

Orzammar, capital anã em Ferelden - Concept Art

Sobre os gráficos de Dragon Age: Origins não há muito o que dizer, são bons, de fato. A riqueza deste jogo (graficamente falando), porém, encontra-se nos detalhes do ambiente. Cada mapa foi pensado de modo a se encaixar com a população que lá habita. Certo, todo jogo deve ser assim, mas em DA:O há um “quê” especial, de modo que você começa sem saber praticamente nada de nada. Com o passar do tempo, cada observação de itens/locais culturalmente importantes, como marcas na parede de Orzammar, estátuas de divindades élficas ou livros espalhados poraí adicionam-se ao seu Codex (além de uma quantidade de experiência). Isto ajuda muito a enriquecer o ambiente de DA:O, de tal forma que você realmente se sente vivendo naquele país agora devastado por monstros, demônios e aberrações.

High Dragon

Agora, o combate… Bem, quem já jogou um jogo da Bioware tem uma certa noção de como é o combate em todos eles. Sim, houve uma evolução meio brusca (porém positiva) no mesmo e creio que DA:O possui o melhor sistema de combate dentre os RPGs da Bioware. Sim, na versão 1.00 existem uns bugs (como uma quase-invencibilidade para Arcane Warriors), mas nada que não tenha sido consertado em updates. As lutas são sempre em tempo-real, porém você pode “pausar” as mesmas e coordenar as ações de seu grupo, ou controlar um membro do grupo. Para os que pensam que o jogo é um bom “hack’n slash”, enganam-se. Os combates são muito mais estratégicos, mas isto não tira em nada a diversão de DA:O. Quanto as classes, bem, basicamente existem 3. Porém, cada personagem pode ter até 2 das 4 especializações, tornando o jogo ligeiramente variado.

Templar VS. Demon

A trilha sonora é incrível, sem mais. Como um filme, a mesma muda em momentos-chave de modo que você realmente sente a emoção do momento. Exceto, claro, se estiver jogando por jogar. Com centenas de horas necessárias para se completar o jogo com 100%, Dragon Age: Origins é um dos RPGs que entrou para a lista dos “necessários” (como quase todos da Bioware), realmente parecendo um “sucessor” de Baldur’s Gate 2. Realmente merecedor do prêmio “PC Game of the Year – 2009“, Dragon Age: Origins é uma de minhas muitas recomendações para amantes de RPGs com boas histórias e diálogos.

Tentando conseguir 100% de DA:O,

Amortax.

Multiplayer – Alegria viral (pt. 2)

•segunda-feira, 15 fevereiro, 2010 • Deixe um comentário

StarCraft (claramente)

Sim, alegria viral. Como disse que falaria de jogos que simplesmente não podem faltar em uma LAN-Party, nada mais apropriado. Pois bem, existem vários jogos que podem ser aproveitados ao máximo numa pequena reunião dessas (seja ela física ou não (oi Hamachi)). A quantidade de gêneros também é algo impressionante e até mesmo jogos que parecem úteis apenas no Single-player ou não mostram tanto charme assim no Multi-player tornam-se diversão garantida. Bem, chega de introdução, vamos ao que importa moar pylons!

Age of Empires 2 - The Conquerors

Ah, Age of Empires 2 – The Conquerors, expansão de Age of Empires 2 – Age of Kings. Nostalgia pura se encontra neste maravilhoso jogo de RTS (Real-time strategy). Muitos jogam esta pérola até hoje e com razão. Aniquile o(s) adversário(s) com infantarias, arqueiros, navios de guerra, catapultas e até mesmo castelos. Age of Empires 2 foi e é um dos pilares dos atuais jogos RTS, mostrando com excelência como recursos naturais (madeira, comida, ouro e pedras) devem ser administrados num ambiente de constante tensão, já que você pode ser atacado a qualquer instante. Dispondo de 18 civilizações, inúmeras táticas e especializações para cada civilização (como unidades únicas e bônus em certas coisas), Age of Empires 2 – The Conquerors deve ser jogado extensamente por você e seus/suas amigos/amigas.

Unreal Tournament 2004

Unreal Tournament 2004, que jogo. Que jogo! Certamente um dos melhores jogos FPS orientado a multi-player a agraciar usuários de PC pelo mundo. A série Tournament foi criada para competir diretamente com Quake Arena, e creio não ter desapontado nem um pouco. UT2k4, como também é chamado, agrada pelos gráficos decentes e uma quantidade de armas no mínimo exóticas, que variam de “lançadores” de dejetos bioquímicos a rifles franco-atiradores que usam raios como projéteis. Por ser um jogo bem “rápido” e  com várias possibilidades de táticas, além de modos de jogo onde veículos estão incluídos e outros com objetivos específicos (modos Onslaught e Assault, respectivamente) bem como os bons e velhos “Deathmatch”, “Capture the Flag” e outros, Unreal Tournament 2004 é um jogo que você tenke jogar. A não ser que realmente não goste de FPSs. Mesmo.

Warcraft 3 - The Frozen Throne

Certamente um dos mais jogados em termos de multiplayer para PC, Warcraft 3 – The Frozen Throne conta uma história épica que data desde seu primeiro jogo orly e inovou a cena de RTS da época. Não pelo fato de possuir uma gama de unidades e, consequentemente, estratégias bem vasta, mas sim por causa de seus “heróis”. Cada raça conta com heróis específicos, que são praticamente decisivos para sua vitória durante suas partidas. Claro, existem inúmeras unidades, como catapultas, animais semelhantes a dragões e os sempre fiéis arqueiros, úteis em qualquer RTS. Mas os heróis realmente podem definir sua vitória. Invada a base inimiga pela floresta, queimando tudo com seu mago. Ou reviva todos os seus aliados mortos com seu paladino. As opções são várias, e a diversão não acaba nunca. Definitivamente, recomendo Warcraft 3 – The Frozen Throne.

Counter-Strike: Source

Counter-Strike: Source faz parte de uma das mais memoráveis franquias de jogos FPS para PCs, juntamente com Unreal Tournament, Quake, Doom e Wolfenstein. Com ação bem rápida e uma necessidade constante do trabalho de time, CS:S é mais um dos jogos que não podem faltar em um encontro de fãs de FPS. Se você gosta de FPS mas nunca jogou CS:S, tenke jogar o que hoje em dia é considerado uma base para modernos FPSs baseados em times. Não há muito o que dizer sobre seu arsenal realista e extenso, ou sobre as inúmeras táticas que podem e devem ser utilizadas contra inimigos. Com uma ampla comunidade para MODs e Skins, CS:S permanece como um dos FPSs mais jogados de hoje em dia, e ainda existem vários torneios deste excelente jogo. Vale mesmo a pena.

Team Fortress 2

Team Fortress 2

Por último mas não menos importante, Team Fortress 2, um incrível jogo “exclusivamente” multiplayer (você pode jogar com bots, mas deve-se realizar uma “treta” da qual não estou ciente no meio) cativou um número sem-fim de jogadores não somente por sua incrível jogabilidade focada no time como um todo. Os gráficos foram feitos de modo leviano, mas não se engane pois há uma boa quantia de sangue neste jogo. Bem como apunhaladas, tiros na cabeça, queimaduras de 3º grau e/ou explosões. Dispondo de 9 classes diferentes, divididas em Ataque (Soldier, Pyro e Scout), Defesa (Engineer, Heavy e Demoman) e Suporte (Medic, Sniper e Spy), Team Fortress 2 dispõe de muitas estratégias que podem levar a vitória arrasadora ou a derrota vergonhosa, e tudo depende do trabalho em equipe.

Até a próxima, e que vossos cabelos nunca caiam!
Amortax.

Ateísmo nosso de cada dia

•domingo, 17 janeiro, 2010 • 4 Comentários

Por Jullian

Meio de Janeiro é uma época chata pra caralho e sinônimo de tédio, então o que melhor pra parar com o tédio, se não escrever (e jogar)? E como é necessário um tema, usarei um tema proposto pelo meu amiguinho Lake, ateismo.

Minha intenção com esse post é fazer algo informativo, se alguém se ofender ou considerar isso uma “conversão” (wololo) eu peço desculpas.

O ateísmo ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é religião e muito menos algo de cunho satanista, o ateísmo é na verdade o oposto disso, ateístas não acreditam na existência de QUALQUER deus, independente de qual mitologia ele pertença. E por causa dessa descrença em deuses, muitas vezes somos considerados imorais e com uma visão equivocada de mundo.

O ateismo existe há um bom tempo, mas só começou a crescer com força após a revolução francesa e segue até hoje, cada ano aumentando de forma considerável o número de ateus no mundo (devemos agradecer isso aos autores de filosofia da ciência da atualidade, Richard Dawkins por exemplo) e devemos lembrar que, apesar do comunismo andar de braços dados com o ateísmo, ser ateu não significa ser comunista.

Existe uma eterna rixa entre os ateus e crentes – por motivos óbvios – enquanto os ateus julgam os crentes como ignorantes e etc, crentes julgam os ateus como infelizes, satanistas e *tudo de ruim aqui*… É triste saber que num mundo “liberal” como o de hoje ainda tenha dificuldades em aceitar outros pontos de vista, e falo isso olhando tanto pros ateus quanto pros crentes. “Deus não existe”, “prove que deus não existe”, “prove que deus existe” e blablabla são frases muito comuns de serem ouvidas em discussões onde ambos os lados acreditam estar 100% certos sendo que nenhum dos dois pode afirmar algo. Ateus procuram sempre usar a ciência para firmar suas opiniões em algo “sólido” para ter uma credibilidade maior enquanto os crentes (sem querer generalizar) usam argumentos baseados na fé e na sensação de que se existe um deus, e talvez por causa da inclusão começaram a aparecer pessoas sem opinião formada que usam argumentos extremamente falhos, ameaças e coisas do tipo.

Devemos lembrar que:

  • Ateus não olham somente pro lado literal das coisas
  • Ateus não são infelizes por serem ateus
  • Gostamos de não acreditar nessas coisas
  • Ser ateu é o estado natural do ser humano
  • É você que decide em quem acreditar e não seus pais
  • Apesar da religião estar gravada no nosso código genético, não deixamos de ser naturais por não acreditarmos nisso, lembre-se, natural é andar pelado 😀

Muita gente acha que ateus acordaram num dia feliz e falaram “opa, a partir de hoje serei ateu!!!1”, desista dessa ideia porque não é assim, precisa ter um conhecimento no mínimo razoável de religião para poder dizer com certeza que se é um ateu, e se a pessoa é ateia MESMO ela dificilmente voltará a ser teísta. Existem certas coisas que nos impedem de seguir adiante com a ideia de “vou ser ateu”, como peso da família, acreditar que não tem ninguém cuidando do planeta ou do universo e que o acaso existe, e é bem fácil ter acontecido algo na sua vida que você considera um milagre. Mas lembre-se, sendo ateu sempre existirá pessoas que te apoiarão e outras que te xingarão como nunca.

Ser ateu é maravilhoso, sem medo de cometer atos que vão contra a igreja e ficar com medinho de inferno depois (e sem essa putaria de “ATEU PODE MATAR ENTÃO HIHISOUTROLLHIHI”), todos são iguais, vemos o mundo de uma forma mais realista e sabemos que se queremos algo, temos que merecer isso.

Termino o post com uma frase profunda:

“Hands that help are far better than lips that pray.”

Robert G. Ingersoll (1833-1899)